04/03/2026
A obesidade é uma condição metabólica complexa e seus impactos vão muito além do peso na balança.
A Agência Internacional para Pesquisa em Câncer, ligada à Organização Mundial da Saúde, reconhece que o excesso de gordura corporal está associado a pelo menos 13 tipos de câncer.
Entre eles: cólon e reto, mama (principalmente pós-menopausa), endométrio, fígado, pâncreas, rim e esôfago (adenocarcinoma), entre outros. Do ponto de vista endócrino, o tecido adiposo não é inerte. Ele funciona como um órgão metabolicamente ativo, capaz de:
🔹️ produzir citocinas inflamatórias.
🔸️ alterar a sensibilidade à insulina.
🔹️ aumentar níveis de estrogênio (especialmente após a menopausa).
🔸️ manter um estado de inflamação crônica de baixo grau.
Esse ambiente metabólico favorece a proliferação celular desregulada e maior risco oncológico. Além disso, condições associadas, como resistência à insulina e diabetes tipo 2, também aumentam o risco de determinados tumores.
Pequenas mudanças sustentáveis, como alimentação equilibrada, atividade física regular e acompanhamento médico, fazem diferença real a longo prazo.