25/03/2026
A queda da patente da Ozempic abre um novo cenário no tratamento da obesidade, principalmente quando falamos em acesso.
Com a possibilidade de novos fabricantes, a tendência é de redução de custos e maior disponibilidade. Isso, na prática, pode ampliar o alcance terapêutico, inclusive no contexto da saúde pública.
Mas existe um ponto crítico nessa discussão:
acesso não pode ser confundido com uso indiscriminado.
A semaglutida é um medicamento complexo, que não se resume à lógica de “genérico comum”. Estamos falando de biossimilares e análogos, que exigem rigor técnico, controle de qualidade e avaliação clínica criteriosa.
Além disso, o tratamento da obesidade não é apenas medicamentoso. Ele envolve contexto, individualidade, acompanhamento e estratégia.
Mais acesso é, sem dúvida, um avanço.
Mas sem critério, pode se tornar mais um problema do que solução.
O papel médico aqui não diminui, ele se torna ainda mais essencial.