Psicóloga Josiane Gonçalves

Psicóloga Josiane Gonçalves Psicóloga Clínica, especialista em Saúde da Família e Transtornos Alimentares. Atendimentos em

Nem toda autoanulação é evidente. Muitas vezes ela se disfarça de maturidade, de empatia, de amor. Tu escolhe melhor as ...
25/02/2026

Nem toda autoanulação é evidente. Muitas vezes ela se disfarça de maturidade, de empatia, de amor. Tu escolhe melhor as palavras, evita conflito, segura o que te incomoda porque acredita que está sendo equilibrada.

Mas, aos poucos, tu percebe que quase sempre é tu quem regula, quem sustenta, quem entende. Não porque concorda, mas porque não quer perder o vínculo.

Empatia é uma virtude. O problema é quando ela exige que tu silencie teu próprio desconforto repetidamente. Quando só um lado se adapta, a relação deixa de ser troca e começa a ser compensação.

Cuidar do outro não inclui se responsabilizar pelo que ele não dá conta.

Se tu anda cansada de entender demais, talvez não seja falta de amor. Talvez seja falta de limite.

Nem toda meta é mensurável.Algumas não cabem em listas, planilhas ou aplicativos de organização.Dormir melhor. Pedir aju...
23/02/2026

Nem toda meta é mensurável.
Algumas não cabem em listas, planilhas ou aplicativos de organização.

Dormir melhor. Pedir ajuda. Dizer não. Diminuir a autocrítica. Voltar a se escutar.

Essas também são metas, e muitas vezes as mais difíceis. Porque não dependem de produtividade, dependem de consciência. Não exigem desempenho, exigem maturidade emocional.

A gente foi ensinada a medir avanço por resultados visíveis. Mas existe um tipo de crescimento que acontece por dentro. Silencioso. Quase invisível. E profundamente transformador.

Talvez, neste momento da tua vida, a meta mais importante não seja fazer mais.
Seja se tratar com mais gentileza enquanto faz.

Existe uma expectativa pouco falada de que quem está em terapia deveria estar emocionalmente mais estável, mais conscien...
20/02/2026

Existe uma expectativa pouco falada de que quem está em terapia deveria estar emocionalmente mais estável, mais consciente, mais coerente. Como se o processo garantisse constância.

Mas terapia não impede ativação de esquemas, não neutraliza modos protetores e não elimina períodos de evitação. Em alguns momentos, quando conteúdos f**am mais sensíveis, o afastamento pode ser justamente uma forma aprendida de proteção.

Nem sempre a terapia está em dia. Às vezes pela rotina, às vezes pelo financeiro, às vezes porque sustentar contato emocional profundo exige mais do que se imaginava naquele momento.

Isso não invalida o processo. Revela que ele é humano.

Maturidade emocional não é ausência de oscilação. É a capacidade de perceber quando se afastou e, gradualmente, escolher retornar.

Quando tudo f**a demais, tem algo sendo dito.Agenda cheia demais.Responsabilidade demais.Pensamento demais.Autocrítica d...
18/02/2026

Quando tudo f**a demais, tem algo sendo dito.

Agenda cheia demais.
Responsabilidade demais.
Pensamento demais.
Autocrítica demais.

O excesso não é só característica.
É linguagem.

Tem gente que não explode. Se ocupa.
Não chora. Produz.
Não pede. Aguenta.

E assim vai se enchendo… até transbordar por dentro.

O excesso também comunica.
E quase sempre revela onde os limites não estão sendo respeitados.

Quando se fala em TCC, ainda existe a ideia reducionista de que se trata apenas de “pensar positivo”. E isso empobrece p...
13/02/2026

Quando se fala em TCC, ainda existe a ideia reducionista de que se trata apenas de “pensar positivo”. E isso empobrece profundamente o que acontece, de fato, no processo terapêutico.

A TCC não trabalha para substituir pensamentos “ruins” por pensamentos “bons”. Ela trabalha para tornar consciente aquilo que opera no automático. Pensamentos que surgem sem convite, interpretações que parecem verdades absolutas, conclusões rápidas que moldam emoções e comportamentos sem que a pessoa perceba.

Na prática, o foco está em identif**ar padrões. Padrões de pensamento, de resposta emocional e de ação. Aquilo que se repete. Aquilo que organiza a forma como tu te relacionas contigo, com os outros e com o mundo.

Quando esses padrões vêm à consciência, algo importante acontece. A reação deixa de ser inevitável. O impulso deixa de ser a única saída. E, pouco a pouco, consciência vira possibilidade de escolha.

Pensamentos influenciam emoções. Emoções influenciam comportamentos. Mas, na terapia, esse ciclo deixa de ser uma prisão automática e passa a ser um espaço de compreensão, responsabilidade e mudança possível.

Não é sobre controle.
É sobre entendimento.
E entendimento transforma.

Salva este post se tu queres compreender melhor como a terapia funciona, para além dos rótulos fáceis.

Existe uma cobrança silenciosa que atravessa muitas mulheres: a ideia de que só vale aquilo que já nasce bom, rápido, ef...
10/02/2026

Existe uma cobrança silenciosa que atravessa muitas mulheres: a ideia de que só vale aquilo que já nasce bom, rápido, eficiente. Como se começar algo novo exigisse excelência imediata. Como se errar fosse um defeito, e não parte do processo.

Na clínica, vejo o quanto essa exigência paralisa. Pessoas que deixam de experimentar, aprender ou simplesmente viver porque acreditam que não podem ser iniciantes. Que não podem fazer algo “mais ou menos”. Que precisam performar até no que deveria ser leve.

Mas experimentar não é performar.
Aprender não é produzir.
Viver não é entregar excelência o tempo todo.

Talvez saúde mental também seja isso: permitir-se não ser boa em tudo. Abrir mão da perfeição para ocupar o lugar do humano. Entender que nem tudo precisa ser bom, algumas coisas só precisam ser vividas.

Se esse conteúdo tocou em algo aí dentro, salva.
E se fizer sentido, compartilha com alguém que anda se exigindo demais.

Tem comportamentos que a gente repete mesmo sabendo que machucam. Relações que se repetem, escolhas que parecem automáti...
08/02/2026

Tem comportamentos que a gente repete mesmo sabendo que machucam. Relações que se repetem, escolhas que parecem automáticas, reações que surgem antes do pensamento. E quase sempre vem junto a pergunta carregada de culpa: “por que eu faço isso comigo?”

Na Terapia do Esquema, a gente entende que isso não é falta de força, nem de consciência, nem de vontade. São esquemas emocionais, estruturas profundas formadas na infância, quando nossas necessidades emocionais básicas não foram suficientemente atendidas. Eles f**am registrados como verdades internas sobre quem eu sou, o que posso esperar do outro e do mundo.

Na vida adulta, esses esquemas são ativados especialmente nas relações, no trabalho e nas escolhas mais importantes. O corpo reage, a emoção vem forte, e a pessoa age no piloto automático tentando, sem perceber, aliviar uma dor antiga.

O trabalho terapêutico não é só identif**ar o padrão, mas cuidar da ferida que sustenta esse padrão. É diferenciar passado de presente, ampliar consciência emocional e construir respostas mais alinhadas com quem tu és hoje, não com quem tu precisou ser para sobreviver lá atrás.

Mudança não acontece pela cobrança, acontece pela compreensão profunda e pelo cuidado consistente.

Se isso fez sentido pra ti, talvez não seja coincidência. E talvez seja exatamente daí que um processo terapêutico possa começar.

Compartilha com alguém que vive se perguntando “por que eu faço isso?” e ainda acha que o problema é falta de força.

A gente fala muito sobre metas, mas pouco sobre condições reais para sustentá-las.Estabelecer objetivos sem considerar o...
06/02/2026

A gente fala muito sobre metas, mas pouco sobre condições reais para sustentá-las.

Estabelecer objetivos sem considerar o contexto de vida, o momento emocional, os recursos disponíveis e até o cansaço acumulado costuma ser vendido como ambição. Na prática, muitas vezes é só desconsideração consigo mesma. Metas irreais não motivam. Elas pressionam, frustram e alimentam a sensação constante de insuficiência.

Quando ignoramos atravessamentos emocionais, histórias de vida, limites atuais e demandas invisíveis, a meta deixa de ser um norte e passa a ser mais uma cobrança. E isso não é maturidade emocional, é repetição de exigências que muitas mulheres já carregam desde muito cedo.

Uma construção mais saudável passa por metas contextualizadas, que dialoguem com a realidade possível de agora, não com uma versão idealizada de quem se gostaria de ser. Passa por dividir objetivos grandes em movimentos menores, revisar prazos sem culpa e entender que ajustar o caminho não é fracassar, é autorregulação.

Metas que respeitam o momento não diminuem o potencial. Pelo contrário, criam base emocional para que ele exista de forma sustentável. Crescimento que custa a própria saúde emocional não é crescimento, é desgaste.

Talvez a pergunta mais honesta não seja “até onde eu quero chegar”, mas “o que é possível sustentar hoje sem me violentar no processo”.

Viajar em família exige escolhas.Dessa vez, eu escolhi abrir mão.Do roteiro rígido.Das expectativas irreais.Da pressão d...
03/02/2026

Viajar em família exige escolhas.

Dessa vez, eu escolhi abrir mão.
Do roteiro rígido.
Das expectativas irreais.
Da pressão de achar que aproveitar signif**a fazer muito.

Respeitei limites, acolhi o cansaço, ajustei planos e fui atrás de dias bons, não dias de cobrança.

No fim, ficou isso: menos foto de ponto turístico e mais memória afetiva do que realmente importou 🤍

Se tu leu e sentiu um “eu também”, tu não tá sozinha.

28/01/2026

Viajar com filhos não é pausa.
É presença.

A vida não desliga. Ela muda de ritmo.
E a gente reorganiza prioridades no caminho.

Às vezes, a gente volta cansada.
Mas volta mais inteira.
Porque tem um tipo de cansaço que vem de viver de verdade, não de se cobrar.

Se tu é mãe e já sentiu isso, manda esse vídeo pra alguém que vai entender sem precisar explicar.

Endereço

Parque Una, Ed Plex, Sala 404
Pelotas, RS
96080-730

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