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Aumento de casos de Autismo, existe uma epidemia? - Entendendo ...entendendoautismo.com.br/artigo/aumento-de-casos-de-au...
22/08/2018

Aumento de casos de Autismo, existe uma epidemia? - Entendendo ...
entendendoautismo.com.br/artigo/aumento-de-casos-de-autismo-existe-uma-epidemia/
Quando se fala em epidemia de autismo, entende-se que um número muito maior de crianças está nascendo autista. Mas não é verdade. Acontece que mais ...
As pessoas também perguntam
Qual é a causa do autismo?
O que é uma pessoa com autismo?
Quantas pessoas tem autismo no Brasil?
O que é o autismo infantil?
O que é Autismo. O Autismo, também conhecido como Transtornos do Espectro Autista (TEA), são transtornos que causam problemas no desenvolvimento da linguagem, nos processos de comunicação, na interação e comportamento social da criança.29 de jun de 2017
O que é Autismo, sintomas, tipos (infantil, leve) e mais | MS
https://minutosaudavel.com.br/o-que-e-autismo-sintomas-tipos-infantil-leve-e-mais/
Pesquisar: O que é o autismo infantil?

O aumento de casos de autismo nos leva a uma questionamento: será que existe uma epidemia de caos de Autismo? Muitos casos estão são de autismo.

15/03/2018

O QUE É DISARTRIA?

Disartria é definida como a dificuldade de utilizar os músculos da fala, ou então a fraqueza destes. Embora disartria pareça ser um problema de linguagem, é realmente um problema motor. Pode ser causada por danos no tronco cerebral ou às fibras nervosas que ligam a camada externa do cérebro (córtex cerebral) ao tronco cerebral.

Disartria

Pessoas que têm disartria produzem sons que se aproximam ao real som das palavras, e na ordem correta. A fala pode ser ofegante, irregular, imprecisa e com tons monótonos ou de vibração, dependendo do local em que ocorreu o dano cerebral. Pelo fato de a capacidade para compreender e usar a linguagem não ser afetada, a maioria das pessoas com disartria pode ler e escrever normalmente.

Entre as possíveis CAUSAS de disartria estão:

– AVC
– Cirurgia ou fraqueza da língua
– Distrofia muscular
– Doença de Huntington
– Doença de Lyme
– Doença de Parkinson
– Doença de Wilson
– Esclerose lateral amiotróf**a
– Esclerose múltipla
– Infecções
– Medicamentos, tais como narcóticos ou tranquilizantes que afetam o sistema nervoso central
– Miastenia grave
– Paralisia cerebral
– Paralisia de Bell
– Síndrome de Guillain-Barré
– Traumatismo cranioencefálico
– Tumor cerebral

SINTOMAS DE DISARTRIA:
Os sintomas da disartria podem variar, a depender da causa subjacente e local afetado. Os sinais mais comuns são:
– Fala arrastada
– Ritmo lento de fala
– Incapacidade de falar mais alto do que um sussurro
– Discurso muito rápido e difícil de entender
– Voz rouca
– Voz anasalada
– Ritmo irregular ou anormal de fala
– Voz com volume irregular
– Fala monótona
– Dificuldade em mover a língua ou músculos faciais
– Babar

DIAGNÓSTICO
Especialistas que podem diagnosticar disartria são:
– Clínico geral
– Fonoaudiólogo
– Neurologista

PAPEL DO FONOAUDIÓLOGO NO DIAGNÓSTICO
Vários exames podem identif**ar e diagnosticar a causa da disartria. Um fonoaudiólogo irá avaliar a gravidade da doença, tais como pesquisar e analisar a fala do paciente, bem como as funções de mover lábios, língua e músculos faciais. Contudo, avaliará também aspectos de qualidade de voz e respiração.

Disartria

TRATAMENTO
O tratamento depende da causa, tipo e gravidade da disartria. Entre as opções de tratamento estão terapia para exercitar a linguagem, medicamentos para tratar condições que possam estar causando a disartria e cirurgia para retirada de um tumor ou correção de alguma alteração anatômica.

Os objetivos dos tratamentos incluem:
– Retardar ou acelerar a velocidade da fala
– Melhorar a respiração para que a pessoa possa falar mais alto
– Fortalecimento dos músculos
– Melhorar os movimentos da língua e dos lábios
– Melhorar a produção dos sons da fala, de modo que ela fique mais clara
– Ensinar cuidadores, familiares e professores estratégias para melhor se comunicar com o paciente
– Em casos graves, ensinar meios alternativos de comunicação (por exemplo gestos, placas com as letras do alfabeto ou equipamento eletrônico).

COMPLICAÇÕES POSSÍVEIS
Disartria pode causar algumas complicações, incluindo:
– Dificuldades na comunicação
– Problemas com interações sociais
– Depressão, devido a frustração causada pelos sintomas.

EXPECTATIVAS
Trabalhar com um profissional da fonoaudiologia pode ajudar a melhorar as habilidades na fala e entendimento por parte das outras pessoas. Segundo a Associação Americana de Fala, Linguagem e Audição, cerca de dois terços dos adultos com doença do sistema nervoso central aumentam suas habilidades de fala após a intervenção fonoaudiológica.

15/03/2018

O QUE É FONOAUDIOLOGIA ESCOLAR?
Qual é a função do fonoaudiólogo na escola?

De acordo com a Lei 6965, de 09/12/1981, que regulamenta a profissão, é de competência do fonoaudiólogo que trabalha em escolas desenvolver trabalho de prevenção no que se refere à área da comunicação oral e escrita, voz e audição e também participar da equipe de orientação e planejamento escolar, inserindo aspectos preventivos ligados a assuntos fonoaudiológicos.
A atuação do fonoaudiólogo que trabalha em escolas difere do profissional que atua em clínica e hospitais. Na escola, o fonoaudiólogo atua de forma preventiva, enquanto que em clínicas e em hospitais essa atuação é terapêutica. Não compete ao fonoaudiólogo que trabalha em escolas realizar terapia fonoaudiológica.
O trabalho da Fonoaudiologia Escolar é de orientação, estimulação e detecção de problemas na área de voz, de comunicação oral e escrita e audição, tendo como população-alvo alunos, pais e professores.
Com os alunos, o trabalho fonoaudiológico tem os seguintes objetivos:

1. Otimizar o desenvolvimento da linguagem oral, leitura e escrita.
2. Promover estratégias de prevenção, preservação e controle de abusos e riscos para a voz e a audição.
3. Estimular a eliminação de hábitos inadequados relacionados às alterações fonoaudiológicas.
4. Detectar precocemente alterações fonoaudiológicas relacionadas à audição, voz, motricidade orofacial e linguagem oral e escrita.
5. Encaminhar para profissionais, quando necessário e acompanhar os tratamentos externos à escola.
A atuação com professores visa:
1. Orientar quanto aos cuidados com a voz.
2. Ensinar estratégias vocais para conservação e maximização da voz, durante o uso profissional.
3. Promover informações quanto às alterações fonoaudiológicas, como desenvolvimento normal da linguagem oral, leitura e escrita, e como estes podem ser otimizados em sala de aula.
4. Capacitar o profissional para detecção de possíveis alterações fonoaudiológicas que seus alunos venham a apresentar.
5. Encaminhar o professor que apresentar alterações vocais para profissionais especializados, acompanhando o tratamento.
No trabalho com os pais, o fonoaudiólogo realiza orientações sobre:
1. O desenvolvimento normal da criança e as alterações fonoaudiológicas comuns na infância.
2. A importância do estímulo familiar para otimização do desenvolvimento da criança.
3. O possível problema do filho e explicação de encaminhamentos necessários.

14/02/2018

Seu filho é autista e agora?

Gostaria de parabenizar a atriz Daphne Bozaski de malhação a Benê que interpreta uma autista. Isso serve de alerta a pais que tem o diagnóstico e sofrem, por acharem que o futuro de seus filhos será de indiferenças e sofrimentos.
Benê já chama a atenção do público desde o início. Ela tem uma certa dificuldade de comunicação, em entender o que os outros falam. Desconhece ironia e leva tudo ao pé da letra. A princípio, parece uma inocência exacerbada. Benê adora tocar piano, e em uma aposta, ganhou a chance de ter aulas com Guto (Bruno Gadiol). Ela acaba recebendo críticas, justo quando achava estar dominando o instrumento, e decide parar com a atividade.

Segundo o dr. Maranhão, essa é uma característica marcante dos portadores do Asperger. “Eles são extremamente focados em algum interesse particular, bem específico. Por terem uma hipersensibilidade auditiva, eles têm facilidade em aprender música e não lidam muito bem com cobranças e críticas, já que, internamente, eles também se cobram excessivamente para fazer tudo sempre muito certo”.

Já Jimenez ressalta a importância de dar um suporte adequado ao portador. “Pais e professores devem ter um cuidado maior no momento de orientar pessoas com Asperger", explica o psicólogo, "Tanto para criticar, quanto para elogiar também. E deve-se, sim, incentivar a tocar”.

Não suporta contato físico .Em uma conversa com Guto sobre sentimentos na música, ele tenta explicar para a jovem que é preciso tocar piano com emoção, e tenta demonstrar isso abraçando( Benê). Na mesma hora, ela grita e sai correndo, afastando o rapaz e dizendo não gostar de contato físico. Geralmente, quem tem Asperger não consegue entender o que são esses sentimentos, assim como possuem dificuldades em estabelecer um contato físico com as pessoas.

“Uma parcela dos portadores dessa síndrome pode ter uma desorganização sensorial, a chamada ‘sinestesia’, que os torna hiper ou hipo sensíveis ao tato, ao olfato, à audição, à visão e à gustação”, explica o Dr. Maranhão, “E é possível que eles apresentem dor ou desconforto ao toque das pessoas, incômodos com certos tipos de tecidos ou etiquetas de camisetas etc. Na verdade, Benê sabe o que são as emoções, mas ela e os portadores dessa síndrome as sentem de uma forma diferente, mais internalizada”.

Mesmo tendo ciência dos sentimentos, os portadores da síndrome não conseguem controlar essa manifestação. "Um dos principais efeitos da síndrome é a dificuldade de autorregulação emocional e a falta de empatia. A falta de empatia não acontece apenas em relação ao outro, mas consigo mesmo, sem conseguir compreender seus próprios sentimentos/emoções", esclarece o Dr. Jimenez.

Crises nervosas e fuga para casa
Logo após ser abraçada por Guto e se sentir desconfortável, Benê corre para casa, enquanto enfrenta uma crise nervosa. Ela não escuta nada com clareza ao seu redor, e sua visão f**a embaçada. Quando um portador da síndrome está se adaptando a algum ambiente ou situação, as crises são comuns, e requerem um acompanhamento profissional.

“Para sair desse cenário que, para ele, acarreta uma crise, o portador da síndrome busca um lugar seguro, livre de ruídos e estímulos, não muito diferente de uma pessoa com enxaqueca, que procura evitar certos ambientes e repousar em um quarto escuro e silencioso até que sua crise passe”, explica o Dr. Maranhão.

Ao presenciar um portador da síndrome em momento de crise, o ideal é deixá-lo à vontade e, se possível, levá-lo para casa ou para outro ambiente familiar, em segurança. "A personagem sai correndo para casa porque 'corre' para o conhecido, ou seja, o seu habitat, o seu mundo", aponta o Dr. Jimenez.

Frustração no aprendizado
Nas aulas de piano, Benê não entende as dicas do professor, e f**a muito frustrada. Por mais que Guto tente explicar o jeito certo de tocar as músicas, ela não consegue compreender, e f**a cada vez mais nervosa com a prática. Jimenez aponta que, embora os portadores da síndrome tenham dificuldades no aprendizado, eles possuem uma capacidade analítica aguçada. "Se o docente conseguir a atenção dessa pessoa, conseguirá manter o seu interesse especial sobre o assunto em si. Por isso é tão importante ter professores competentes", explica o psicólogo.

É importante, também, estar atento à forma de lidar com as críticas ao portador. O Dr. Maranhão ressalta que podem haver outros transtornos que afetam o desempenho. “No caso da Síndrome de Asperger, os portadores só terão dificuldade de aprendizado se tiverem um transtorno de déficit de atenção e hiperatividade - o que acomete em 44% dos casos. Ao dar feedback sobre algo que não está com a qualidade que se espera, é preciso saber fazê-lo, ter sensibilidade, é preciso compreender que eles se cobram e sentem as emoções de forma diferente”, conclui o psiquiatra.

Síndrome de Asperger: o que é?
O Asperger faz parte dos Transtornos do Espectro Autista (TEA), e é uma síndrome que afeta o desenvolvimento da socialização e eficiência comunicativa, geralmente na infância.

"Hoje, o transtorno é considerado um autismo mais leve, tendo assim vários graus. Mas o Asperger, trabalhado com os estímulos cognitivos na intensidade certa e profissionais especializados, junto com a ajuda da família, são capazes de reverter alguns padrões de comportamento, que abrange diferentes graus de limitação à socialização", explica Jimenez.
A jovem vai descobrindo os sintomas aos poucos, e conta com a compreensão de suas melhores amigas, assim como da família, para conseguir superar os problemas e viver normalmente.

O tratamento para portadores do Asperger deve ser personalizado, de acordo com o grau de manifestação dos sintomas. No entanto, é importante criar um ambiente confortável para a pessoa, no qual ela não se sinta uma exceção. "O ideal é ter a junção da trinca no acompanhamento do indivíduo: pais, professores e um psicólogo", conclui o especialista.

Do ponto de vista clínico, a novela está sendo muito fiel à realidade ao retratar a síndrome, como explica o Dr. Maranhão. “É muito bom, muito oportuno e merece elogios a decisão dos autores de ‘Malhação’ de trazer o autismo para o enredo. Precisamos falar mais abertamente sobre o assunto, sempre com serenidade, com a perspectiva do respeito e da inclusão, ainda mais numa programação de TV voltada a adolescentes”.

Speech Pathologist

10/01/2018

Troca de letras

A dislalia é um distúrbio que acomete a fala, caracterizado pela dificuldade em articular as palavras. A pessoa portadora de dislalia, troca as palavras por outras similares na pronuncia, fala erroneamente as palavras, omitindo ou trocando as letras. Resumidamente, as manifestações clínicas da dislalia consistem em omissão, substituição ou deformação dos fonemas.

Pode-se dizer que a palavra do dislálico é fluída, ainda que possa ser incompreensível, sendo que o desenvolvimento da linguagem pode ser normal ou atrasado. Não há intervenção na musculatura responsável pela emissão das palavras.

Crianças que chupam chupeta e mamam mamadeira por um tempo prolongado, bem como as que chupam o dedo ou mesmo mamam pouco tempo no seio, podem apresentar um quadro de dislalia. Apesar de não existir relação direta, é indiscutível que essas crianças passam a apresentar flacidez muscular e postura indevida da língua, o que pode resultar nesse distúrbio. Outras causas são: línguas hipotônicas (flácidas), podendo ainda apresentar alterações na arcada dentária, ou então, falhas na pronúncia de determinados fonemas em conseqüência da postura e respiração dificultada.

A dislalia pode ser subdividida em quatro tipos:

Dislalia evolutiva: considerada normal em crianças, sendo corrigida gradativamente durante o seu desenvolvimento.
Dislalia funcional: neste caso, ocorre substituição de letras durante a fala, não pronunciar o som, acrescente letras na palavra ou distorce o som.
Dislalia audiógena: ocorre em indivíduos que são deficientes auditivos e que não conseguem imitar os sons.
Dislalia orgânica: ocorre em casos de lesão no encéfalo, impossibilitando à correta pronuncia, ou quando há alguma alteração na boca.
Até os quatro anos de idade, os erros de linguagem são considerados normais. Todavia, após essa fase, a criança pode vir a ter problemas caso continue falando errado, podendo afetar até a escrita. O caso clássico desse distúrbio é o Cebolinha, personagem da Turma da Mônica.

O tratamento da dislalia é feita com o auxilia de um fonoaudiólogo e varia de acordo com a necessidade de cada criança.

05/01/2018

O que é Autismo?
Sinônimos: Transtorno do Espectro Autista

O autismo é um transtorno de desenvolvimento que geralmente aparece nos três primeiros anos de vida e compromete as habilidades de comunicação e interação social.

O autismo, assim como a Síndrome de Asperger, foi incorporado a um novo termo médico e englobador, chamado de Transtorno do Espectro do Autismo (TEA). Com essa nova definição, a Síndrome de Asperger passa a ser considerada, portanto, uma forma mais branda de autismo. Dessa forma, os pacientes são diagnosticados apenas em graus de comprometimento.
O Transtorno do Espectro Autista é definido pela presença de “Déficits persistentes na comunicação social e na interação social em múltiplos contextos, atualmente ou por história prévia”,

CAUSAS

As causas do autismo ainda são desconhecidas, mas a pesquisa na área é cada vez mais intensa. Provavelmente, há uma combinação de fatores que levam ao autismo. Sabe-se que a genética e agentes externos desempenham um papel chave nas causas do transtorno. De acordo com a Associação Médica Americana, as chances de uma criança desenvolver autismo por causa da herança genética é de 50%, sendo que a outra metade dos casos pode corresponder a fatores exógenos, como o ambiente de criação.

De qualquer maneira, muitos genes parecem estar envolvidos nas causas do autismo. Alguns tornam as crianças mais suscetíveis ao transtorno, outros afetam o desenvolvimento do cérebro e a comunicação entre os neurônios. Outros, ainda, determinam a gravidade dos sintomas.

Quanto aos fatores externos que possam contribuir para o surgimento do transtorno estão a poluição do ar, complicações durante a gravidez, infecções causadas por vírus, alterações no trato digestório, contaminação por mercúrio e sensibilidade a vacinas.

E por falar nelas, ainda se acredita muito que algumas vacinas possam causar autismo em crianças. Os pais podem pedir ao médico ou enfermeira que esperem ou até mesmo recusem a aplicação da vacina. No entanto, é importante pensar também nos riscos de não vacinar a criança.

Algumas pessoas acreditam que uma pequena quantidade de mercúrio (chamada de timerosal), que é um conservante comum em vacinas multidose, causa autismo ou TDAH. No entanto, as pesquisas NÃO indicam que esse risco seja verdadeiro.

A American Academy of Pediatrics e The Institute of Medicine dos EUA concordam que nenhuma vacina ou componente dela é responsável pelo número de crianças que atualmente são diagnosticadas com autismo. Eles concluíram que os benefícios das vacinas são maiores do que os riscos.

Todas as vacinas de rotina da infância estão disponíveis em formas de dose única em que não foi adicionado mercúrio.

Quantas crianças têm autismo?

O número exato de crianças com autismo é desconhecido. Um relatório publicado pelos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA sugere que o autismo e seus distúrbios relacionados são muito mais comuns do que se imagina. Não está claro se isso se deve a um aumento na taxa da doença ou à maior capacidade de diagnóstico do problema.

O autismo afeta quatro a cinco vezes mais meninos do que meninas. Renda familiar, educação e estilo de vida parecem não influenciar no risco de autismo.Alguns médicos acreditam que a maior incidência de autismo se deve a novas definições do transtorno. O termo "autismo" agora inclui um espectro mais amplo de crianças. Por exemplo, hoje em dia, uma criança diagnosticada com autismo altamente funcional poderia ser simplesmente considerada tímida ou com dificuldade de aprendizado há 30 anos.

Outros transtornos de desenvolvimento parecido incluem:

Síndrome de Rett: muito diferente do autismo, só ocorre no s**o feminino
Transtorno desintegrativo da infância: doença rara em que uma criança adquire as habilidades e depois esquece tudo antes dos 10 anos de idade
Transtorno de desenvolvimento pervasivo: não especif**ado, também chamado de autismo atípico.
Fatores de risco:

S**o: meninos são de quatro a cinco vezes mais propensos a desenvolver autismo do que meninas
Histórico familiar: famílias que já tenham tido algum integrante com autismo correm riscos maiores de ter outro posteriormente. Da mesma forma, é comum que alguns pais que tenham gerado algum filho autista apresentem problemas de comunicação e de interação social eles mesmos
Outros transtornos: crianças com alguns problemas de saúde específicos tendem a ter mais riscos de desenvolver autismo do que outras crianças. Epilepsia e esclerose tuberosa estão entre esses transtornos
Idade dos pais: quanto mais avançada a idade dos pais, mais chances de a criança desenvolver autismo até os três anos.
A maioria dos pais de crianças com autismo suspeita que algo está errado antes de a criança completar 18 meses de idade e busca ajuda antes que ela atinja 2 anos. As crianças com autismo normalmente têm dificuldade em:

Brincar de faz de conta
Interações sociais
Comunicação verbal e não verbal
Algumas crianças com autismo parecem normais antes de um ou dois anos, mas de repente "regridem" e perdem as habilidades linguísticas ou sociais que adquiriram anteriormente. Esse tipo de autismo é chamado de autismo regressivo.

Uma pessoa com autismo pode:

Ter visão, audição, tato, olfato ou paladar excessivamente sensíveis (por exemplo, eles podem se recusar a usar roupas "que dão coceira" e f**am angustiados se são forçados a usálas)
Ter uma alteração emocional anormal quando há alguma mudança na rotina
Fazer movimentos corporais repetitivos
Demonstrar apego anormal aos objetos.
Os sintomas do autismo podem variar de moderados a graves.

Os problemas de comunicação no autismo podem incluir:

Não poder iniciar ou manter uma conversa social
Comunicar-se com gestos em vez de palavras
Desenvolver a linguagem lentamente ou não desenvolvê-la
Não ajustar a visão para olhar para os objetos que as outras pessoas estão olhando.Não se referir a si mesmo de forma correta (por exemplo, dizer "você quer água" quando a criança quer dizer "eu quero água")
Não apontar para chamar a atenção das pessoas para objetos (acontece nos primeiros 14 meses de vida)
Repetir palavras ou trechos memorizados, como comerciais
Usar rimas sem sentido
Existem diversos sintomas que podem indicar autismo, e nem sempre a criança apresentará todos eles. Entre os grupos de sintomas que podem afetar uma pessoa com autismo estão:

Não faz amigos
Não participa de jogos interativos
É retraído
Pode não responder a contato visual e sorrisos ou evitar o contato visual
Pode tratar as pessoas como se fossem objetos
Prefere f**ar sozinho, em vez de acompanhado
Mostra falta de empatia
Resposta a informações sensoriais

Não se assusta com sons altos
Tem a visão, audição, tato, olfato ou paladar ampliados ou diminuídos
Pode achar ruídos normais dolorosos e cobrir os ouvidos com as mãos
Pode evitar contato físico por ser muito estimulante ou opressivo
Esfrega as superfícies, põe a boca nos objetos ou os lambe
Parece ter um aumento ou diminuição na resposta à dor
Brincadeiras

Não imita as ações dos outros
Prefere brincadeiras solitárias ou ritualistas
Não faz brincadeiras de faz de conta ou imaginação
Comportamentos

Acessos de raiva intensos
F**a preso em um único assunto ou tarefa (perseverança)
Baixa capacidade de atenção
Poucos interesses
É hiperativo ou muito passivo
Comportamento agressivo com outras pessoas ou consigo
Necessidade intensa de repetição
Faz movimentos corporais repetitivos

Crianças, em geral, dão os primeiros sinais de autismo logo no primeiro ano de vida. Se você notar qualquer sinal do transtorno em seu filho, converse com um médico. Ele poderá recomendar exames específicos. Os comportamentos da criança de alerta são:

Não responder com sorriso ou expressão de felicidade aos seis meses
Não imitar sons ou expressões faciais aos nove meses
Não balbuciar aos 12 meses
Não gesticular aos 12 meses
Não dizer nenhuma palavra aos 16 mesesNão dizer frases compostas de pelo menos duas palavras aos 24 meses
Perder habilidades sociais e de comunicação em qualquer idade.
Na consulta médica
É provável que um pediatra consiga fazer o diagnóstico de autismo, analisando os sintomas. No entanto, você pode ser encaminhado para um centro especializado em que equipe multidisciplinar avaliará a criança.

Como as consultas costumam ser breves e há muitas informações e perguntas para cobrir, é uma boa ideia estar bem preparado. Aqui estão algumas informações para ajudar no diagnóstico mais rápido:

Anote quaisquer sintomas que você está enfrentando, inclusive os que podem parecer sem relação com o motivo pelo qual você agendou a consulta
Anote as informações pessoais importantes, incluindo quaisquer tensões principais ou mudanças de vida recentes.Faça uma lista de todos os medicamentos, bem como de quaisquer vitaminas ou suplementos que você está tomando
Leve um membro da família ou amigo junto. Às vezes pode ser difícil lembrar todas as informações fornecidas durante a consulta. Alguém que acompanha você pode se lembrar de algo que você perdeu ou esqueceu.
O que esperar do médico?
Confira alguns exemplos de questões que poderão ser levantadas por um especialista:

Quais comportamentos em específicos levaram você a procurar ajuda médica para seu filho?
Quando os primeiros sintomas começaram?
Esses comportamentos atípicos são frequentes ou ocasionais?
Quais os hábitos favoritos de seu filho?
Seu filho interage com familiares e outras crianças?
Sua família tem histórico de autismo ou algum outro transtorno cerebral?
Diagnóstico de Autismo
O médico procurará por sinais de atraso no desenvolvimento da criança. Se observados os principais sintomas do autismo, ele encaminhará a criança em questão para um especialista, que poderá fazer um diagnóstico mais exato e preciso. Geralmente, ele é feito antes dos três anos de idade, já que os sinais do transtorno costumam aparecer cedo.

Para realizar o diagnóstico, o médico utiliza o critério do Manual de Diagnóstico e Estatística de Transtornos Mentais, da Associação Americana de Psiquiatria. Segundo ele, a criança poderá ser diagnosticada com autismo se apresentar pelo menos seis dos sintomas clássicos do transtorno.

Todas as crianças devem fazer exames de desenvolvimento de rotina com o pediatra. Podem ser necessários mais te**es se o médico ou os pais estiverem preocupados. Para autismo, isso deve ser feito principalmente se uma criança não atingir marcos de linguagem.

Essas crianças poderão fazer uma avaliação auditiva, teste de chumbo no sangue e teste de triagem para autismo, como a lista de verif**ação de autismo em crianças (CHAT) ou o questionário para triagem de autismo.

Um médico experiente no diagnóstico e tratamento de autismo normalmente é necessário para fazer o diagnóstico. Como não há te**es biológicos para o autismo, o diagnóstico muitas vezes será feito com base em critérios muito específicos.

Uma avaliação de autismo normalmente inclui um exame físico e neurológico completo. Pode incluir também alguma ferramenta de exame específ**a, como:

Entrevista diagnóstica para autismo revisada (ADIR)
Programa de observação diagnóstica do autismo (ADOS)
Escala de classif**ação do autismo em crianças (CARS)
Escala de classif**ação do autismo de Gilliam
Teste de triagem para transtornos invasivos do desenvolvimento.
As crianças com autismo ou suspeita de autismo normalmente passarão por te**es genéticos em busca de anomalias nos cromossomos.

O autismo inclui um amplo espectro de sintomas. Portanto, uma avaliação única e rápida não pode indicar as reais habilidades da criança. O ideal é que uma equipe de diferentes especialistas avalie a criança com suspeita de autismo. Eles podem avaliar: comunicação, linguagem, habilidades motoras, fala, êxito escolar e habilidades de pensamento.

SAIBA MAIS

Autistas precisam vencer dificuldades de comunicação
Convivendo/ Prognóstico
O autismo continua sendo um distúrbio difícil para as crianças e suas famílias, mas a perspectiva atual é muito melhor do que na geração passada. Naquela época, a maioria das pessoas com autismo era internada em instituições.

Hoje, com o tratamento correto, muitos dos sintomas do autismo podem melhorar, mesmo que algumas pessoas permaneçam com alguns sintomas durante toda a vida. A maioria das pessoas com autismo consegue viver com suas famílias ou na sociedade.

A perspectiva depende da gravidade do autismo e do nível de tratamento que a pessoa recebe. Procurar ajuda de outras famílias que tenham parentes com autismo e por profissionais que deem o suporte necessário aos parentes também é uma alternativa interessante.

Complicações possíveis
O autismo pode estar associado a outros distúrbios que afetam o cérebro, como a Síndrome do X frágil, déficit intelectual e esclerose tuberosa. Algumas pessoas com autismo podem, também, desenvolver convulsões.

O estresse de lidar com o autismo pode levar a complicações sociais e emocionais para a família e os cuidadores, bem como para a própria pessoa com autismo. Por isso, acompanhamento psicológico tanto para um, quanto para o outro é essencial.

Tratamento de Autismo
Não existe cura para autismo, mas um programa de tratamento precoce, intensivo e apropriado melhora muito a perspectiva de crianças pequenas com o transtorno. A maioria dos programas aumentará os interesses da criança com uma programação altamente estruturada de atividades construtivas. Os recursos visuais geralmente são úteis.

O principal objetivo do tratamento é maximizar as habilidades sociais e comunicativas da criança por meio da redução dos sintomas do autismo e do suporte ao desenvolvimento e aprendizado.

Mas a forma de tratamento que tem mais êxito é o que é direcionado às necessidades específ**as da criança. Um especialista ou uma equipe experiente deve desenvolver o programa para cada criança. Há várias terapias para autismo disponíveis, incluindo:

Terapias de comunicação e comportamento
Medicamentos
Terapia ocupacional
Fisioterapia
Terapia do discurso/linguagem
Existem diversos programas para tratar problemas sociais, de comunicação e de comportamento que estejam relacionados ao autismo. Alguns desses programas focam na redução de problemas comportamentais e na aprendizagem de novas habilidades. Outros procuram ensinar crianças a como agir em determinadas situações sociais e a como se comunicar propriamente. Um desses programas é a ABA, sigla em inglês para Análise Aplicada do Comportamento, muito utilizado em crianças pequenas com algum distúrbio dentro do espectro do autismo. A ABA usa uma abordagem de aprendizado individual que reforça a prática de várias habilidades. O objetivo é que a criança se aproxime do funcionamento normal do desenvolvimento. Os programas de ABA normalmente são feitos na casa da criança sob a supervisão de um psicólogo comportamental.

Outro programa bastante recorrente como alternativa de tratamento é o TEACCH (sigla em inglês para Tratamento e Educação para Autistas e Crianças com Déficits relacionados à Comunicação), que utiliza outros recursos visuais que ajudam a criança a trabalhar de forma independente e a organizar e estruturar seu ambiente.

O TEACCH tenta melhorar as habilidades e a adaptação de uma criança, ao mesmo tempo que aceita os problemas associados aos distúrbios dentro do espectro do autismo. Diferentemente dos programas de ABA, os programas TEACCH não esperam que as crianças atinjam o desenvolvimento normal com o tratamento.

Medicamentos

Não existem medicamentos capazes de tratar os principais sintomas do autismo, mas, muitas vezes, são usados medicamentos para tratar problemas comportamentais ou emocionais que os pacientes com autismo apresentem, como agressividade, ansiedade, problemas de atenção, compulsões extremas que a criança não pode controlar, hiperatividade, impulsividade, irritabilidade, alterações de humor, surtos, dificuldade para dormir e ataques de raiva.

Dieta

Nem todos os especialistas concordam que as mudanças na dieta fazem diferença, nem todas as pesquisas sobre esse método mostraram resultados positivos, mas se você está considerando essas ou outras alterações alimentares como via de tratamento para seu filho, é recomendável uma conversa com um gastroenterologista (especialista no sistema digestório) e com um nutricionista.

Algumas crianças com autismo parecem responder a uma dieta sem glúten ou sem caseína. O glúten é encontrado em alimentos que contêm trigo, centeio e cevada. A caseína é encontrada no leite, no queijo e em outros produtos lácteos.

Outras abordagens

Existem muitos tratamentos anunciados para o autismo que não têm base científ**a e histórias de "curas milagrosas" que não atendem às expectativas. Se seu filho tem autismo, pode ser útil falar com outros pais de crianças autistas e com especialistas em autismo. Acompanhe o avanço das pesquisas na área, que está se desenvolvendo rapidamente.

Um exemplo desses tratamentos precoce são as infusões de secretina. Houve muita empolgação com esse método de tratamento no passado. Agora, depois de muitas pesquisas realizadas em vários laboratórios, é possível que a secretina não faça nenhum efeito para crianças com autismo. No entanto, as pesquisas continuam.

Prevenção
Não há uma fórmula correta para prevenir o autismo, mas estudos recentes mostram que o papel da herança genética para o desenvolvimento do transtorno não é tão grande como se supunha. Os genes desempenham 50% das chances de uma criança vir a ter autismo. Ou seja, em pelo menos metade dos casos não há muito o que fazer contra a genética humana. Mas os outros 50% correspondem a fatores externos, muito relacionados ao ambiente em que a criança cresce e a hábitos comportamentais. Isso abre um campo enorme de pesquisa, especialmente no que diz respeito à prevenção do autismo. O fato é que:

Procure ajuda, quanto mais cedo começar o tratamento melhor será seu desenvolvimento.

Endereço

Petrópolis, RJ
25750220

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