29/04/2023
Essa semana eu estava conversando com uma amiga, que é dentista, sobre quais fatores levar em conta para definir quanto custa nossa hora de trabalho.
Além de considerar o momento da consulta, também precisamos considerar o “trabalho invisível”, aquele que ocorre todos os dias fora da consulta.
Mas como assim?!
Antes do iniciar os atendimentos faço um pequeno preparo do prontuário, que envolve:
- para pacientes que já acompanho, rever o que havia de queixas/demandas e as condutas da consulta prévia;
- alguns pacientes enviam exames antes da consulta, costumo checar e deixar anotados no prontuário;
- no caso de pacientes novos, confiro de onde veio o encaminhamento, e se já havia recebido contato prévio para o caso, revisito as informações;
Outras demandas e situações independentes dos dias de atendimento:
- alguns pacientes usam medicações, dietas ou fórmulas especiais que exigem documentos específicos para uso/retirada no alto custo ou pelo convênio, que precisam ser preenchidos;
- realizar relatórios, laudos, pedidos de internação, pedidos de exame, declarações;
- discutir casos e alinhar condutas com colegas médicos que acompanham/encaminharam pacientes, assim como com a equipe multi que também faz seguimento dos pacientes (nutri, fono, TO, psicólogo etc);
- Rediscutir e revisar laudos de exames, especialmente de radiologia e patologia;
- responder mensagens e e-mail dos pacientes;
- conferir alguma informação técnica médica que possa ser necessária, seja de um caso que já atendi ou que irei atender.
Além disso, eu não considero meu tempo de estudo parte desse trabalho invisível, porque ele é algo para mim mesma. Porém, ele também aprimora a entrega do meu trabalho aos pacientes.
Ufa!
Tudo isso são horas de trabalho ocupadas, que geralmente não são vistas nem valorizadas pelos pacientes. Porém, precisam ser contabilizadas como horas de trabalho a serem pagas pelo custo do atendimento prestado.
Já tinha pensado nisso? 🤔