Drª Carolina Schäffer

Drª Carolina Schäffer Sou Médica Otorrinolaringologia formada pela Puc Campinas. Em 2018, fiz o curso de Extensão da ABO

16/04/2026

Eu não aguento esse pequenos!!! É muito amor!!! Não tem como não ter vontade de amassar😍😍😍😍

Autismo não é doença.É uma condição do neurodesenvolvimento, definida por diferenças na comunicação social e por padrões...
02/04/2026

Autismo não é doença.
É uma condição do neurodesenvolvimento, definida por diferenças na comunicação social e por padrões comportamentais específicos, conforme os critérios do DSM-5-TR e da CID-11.

O diagnóstico não deve ser banalizado — mas quando bem indicado, abre portas para intervenção precoce, que é um dos fatores com maior impacto positivo no desenvolvimento funcional.

A ciência é clara: quanto mais cedo a identificação e o suporte adequado, melhores os desfechos em comunicação, autonomia e qualidade de vida.

Conscientização de verdade não é sobre rótulos.
É sobre informação, responsabilidade diagnóstica e inclusão real.

01/04/2026

Que coisa mais linda!!!!
Nunca deixem de acreditar nos seus filhos!
Não subestime sua competência ♥️
Parabéns família linda!! ♥️

31/03/2026

Prematuridade não termina na alta da UTI.
E também não termina quando o bebê “passa” no teste da orelhinha.

O que muita gente não sabe é que a Triagem Auditiva Neonatal avalia principalmente a audição periférica. Mas o desenvolvimento da linguagem depende também da maturação das vias auditivas centrais e da organização cerebral — processos que continuam ao longo dos primeiros anos de vida.

Por isso, mesmo com a triagem normal, bebês prematuros são considerados grupo de risco para alterações de linguagem e processamento auditivo.

A ciência mostra de forma consistente:
quanto menor a idade gestacional e o peso ao nascer, maior o risco para dificuldades de linguagem, especialmente nos primeiros anos — com impacto mais frequente na linguagem expressiva.

A recomendação atual é clara:
bebês com indicadores de risco precisam de monitoramento do desenvolvimento auditivo e da linguagem até a idade escolar.

Prematuridade não é destino.
Mas é um fator de risco — e risco precisa de acompanhamento.

Se seu filho nasceu prematuro, vale conversar com o pediatra e acompanhar de perto marcos de linguagem, comunicação e audição.

Intervenção precoce muda trajetórias.

Referências:
– Ministério da Saúde. Diretrizes de Atenção da Triagem Auditiva Neonatal (2025)
– Joint Committee on Infant Hearing (JCIH, 2019) Position Statement
– Sansavini et al. Preterm birth and language development: systematic review
– Ribeiro et al. (revisões brasileiras sobre prematuridade e linguagem)

25/03/2026

A fala é linda.
Mas ela não é o começo da linguagem. Ela é o resultado. 🌱

Antes das primeiras palavras, o cérebro da criança já está construindo as bases da comunicação:
• olhar
• gestos
• atenção compartilhada
• compreensão
• intenção comunicativa
• brincar simbólico

Quando um bebê olha para um objeto e depois olha para o adulto, ele está dizendo:
“Você está vendo o que eu estou vendo?”

Isso é atenção compartilhada — um dos pilares do desenvolvimento social e da linguagem.

Sabemos hoje, por estudos do neurodesenvolvimento, que dificuldades precoces em atenção compartilhada, resposta ao nome e uso de gestos podem ser sinais de alerta para transtornos do neurodesenvolvimento, como o TEA, ou para transtornos do desenvolvimento da linguagem.

Por isso, mais importante do que perguntar:
“Ele já fala?”

Talvez a pergunta devesse ser:
“Ele já se comunica?”

Porque desenvolvimento comunicativo começa muito antes da primeira palavra.
E observar esses sinais muda prognóstico. ❤️

Se você é pai, mãe ou professor:
Olhe para a comunicação antes da fala.

E se algo preocupar, investigar cedo faz toda diferença.

Desenvolvimento não começa na palavra.
Começa na conexão.



Referências (para quem quiser se aprofundar):
Mundy P. (2018). A review of joint attention and social-cognitive brain systems in typical development and autism spectrum disorder.
CDC – Developmental Milestones (2023 update)
CATALISE Consortium – Criteria for Developmental Language Disorder.

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🧬 Trissomia 21: linguagem, audição e desenvolvimento caminham juntosQuando falamos em Síndrome de Down, muitas pessoas p...
21/03/2026

🧬 Trissomia 21: linguagem, audição e desenvolvimento caminham juntos

Quando falamos em Síndrome de Down, muitas pessoas pensam apenas em características físicas ou no desenvolvimento cognitivo global.
Mas existe algo essencial que muitas vezes passa despercebido:

👂 A audição.

Crianças com Trissomia 21 têm maior risco de alterações auditivas, especialmente perdas condutivas por otites médias recorrentes. E isso não é um detalhe.

A audição é a principal porta de entrada para o desenvolvimento da linguagem.

Quando a criança não escuta bem:
• o vocabulário pode se desenvolver mais lentamente
• a fala pode ficar menos inteligível
• a memória fonológica pode ser impactada
• a aprendizagem escolar pode ser mais difícil

Por isso, existe um princípio fundamental no acompanhamento dessas crianças:

✨ Cuidar da audição é cuidar da linguagem.

E existe outra mensagem muito importante:

❌ “Ele tem Down, é normal demorar”
✔️ Não. Esperar não é intervenção.

Crianças com Trissomia 21 precisam de mais estímulo, não menos.
E quanto mais precoce o acompanhamento, melhores os desfechos em comunicação, cognição e participação social.

O que faz diferença na prática:
• triagem auditiva e acompanhamento regular
• seguimento otorrinolaringológico
• intervenção fonoaudiológica precoce
• ambiente rico em linguagem desde o bebê

💬 Pessoas com Trissomia 21 têm grande potencial comunicativo quando recebem o suporte adequado.

Inclusão começa com conhecimento.
E desenvolvimento começa com intervenção precoce.



📚 Referências (seleção):
• AAP Health Supervision for Children with Down Syndrome
• DSMIG Guidelines
• Grieco et al. (2024) – Neurodevelopment in Down Syndrome
• Estudos recentes sobre hearing loss e language outcomes em Down syndrome



Se você é pai, mãe, professor ou profissional da saúde:
acompanhar audição e linguagem muda trajetórias.

Compartilhe este conteúdo com quem precisa saber disso 💜

Foniatria OtorrinoPediatria IntervençãoPrecoce Neurodesenvolvimento

Engolir parece simples. Mas não é.A deglutição é um processo neuromuscular extremamente complexo que precisa de coordena...
20/03/2026

Engolir parece simples. Mas não é.

A deglutição é um processo neuromuscular extremamente complexo que precisa de coordenação entre cérebro, nervos, músculos da boca, faringe, laringe e esôfago.

Quando esse processo falha, pode surgir a disfagia — dificuldade para engolir com segurança ou eficiência.

E sim: disfagia também acontece em bebês e crianças.

Alguns grupos merecem atenção especial:
• Prematuros
• Crianças com síndromes genéticas
• Doenças neurológicas
• Malformações craniofaciais
• Crianças com dificuldades alimentares

Os sinais muitas vezes são sutis:
Tosse ao comer, engasgos frequentes, recusa alimentar, refeições muito longas, dificuldade para ganhar peso ou pneumonias de repetição.

E um ponto muito importante:
Disfagia não tratada pode levar a aspiração pulmonar, desnutrição, desidratação e prejuízo do desenvolvimento.

Por isso, observar precocemente faz toda a diferença.

O diagnóstico é médico e o tratamento é multiprofissional, envolvendo otorrinolaringologista, foniatra, fonoaudiólogo e nutricionista.

Se seu filho apresenta sinais de dificuldade alimentar, investigue.

Engasgo frequente não é normal.

Base científica:
Guia Prático de Prevenção e Manejo das Alterações da Deglutição – ABLV/ABORL-CCF (2026)

Prematuridade SeletividadeAlimentar PneumoniaAspirativa AlémDaLinguagem

16/03/2026

Sono não é apenas descanso.
É neurodesenvolvimento em ação.

Enquanto a criança dorme, o cérebro:
• consolida o que foi aprendido durante o dia
• organiza memórias
• fortalece conexões neurais
• regula emoções
• libera hormônio do crescimento

Ou seja: dormir bem faz parte do aprender.

Crianças com sono fragmentado ou de baixa qualidade podem apresentar:
• mais dificuldade de atenção
• pior memória de trabalho
• maior irritabilidade
• mais dificuldade escolar
• prejuízo na autorregulação

E um detalhe muito importante na prática clínica:
Ronco não é normal na infância.
Respiração oral, sono agitado, pausas respiratórias ou sudorese noturna podem ser sinais de alerta para distúrbios respiratórios do sono.

Sono bom precisa de:
🌙 rotina previsível
🌙 ambiente escuro e silencioso
🌙 temperatura adequada
🌙 boa alimentação
🌙 respiração nasal adequada

Dormir bem não é luxo.
É parte essencial do desenvolvimento cerebral, emocional e cognitivo.

Se uma criança não dorme bem, o cérebro dela também não consegue aprender bem.

📚 Referências:
Walker MP. Why We Sleep. Scribner; 2017.
Kurdziel L et al. Sleep-dependent memory consolidation in children. PNAS. 2013.
Owens JA. Insufficient sleep in adolescents and children. Pediatrics. 2014.
Mindell JA & Williamson AA. Benefits of a bedtime routine. Sleep Medicine Reviews. 2018.

Atenção Memória AlémDaLinguagem OtorrinoPediatria RespiraçãoNasal

13/03/2026

Autismo é mesmo mais comum em meninos… ou estamos apenas diagnosticando meninas mais tarde?

Um grande estudo populacional publicado no BMJ em 2026 acompanhou mais de 2,7 milhões de indivíduos na Suécia e mostrou um dado muito importante:
meninos são diagnosticados mais na infância, mas as meninas “alcançam” esses números ao longo da adolescência, e na vida adulta as taxas ficam muito próximas entre os sexos. 

Isso reforça algo que vemos muito na prática clínica:
meninas frequentemente:
• mascaram dificuldades sociais (masking)
• apresentam mais sintomas internalizantes
• passam despercebidas na infância
• recebem diagnóstico mais tarde

Talvez o autismo não seja predominantemente masculino.
Talvez a gente ainda precise aprender a reconhecer melhor o fenótipo feminino do autismo.

Precisamos ampliar o olhar clínico.

📚 Referência:
Fyfe C et al. Time trends in the male-to-female ratio for autism incidence: population-based birth cohort study. BMJ. 2026;392:084164. doi:10.1136/bmj-2025-084164 

DesenvolvimentoInfantil Foniatria AlémDaLinguagem

06/03/2026

sugerida

Atraso de fala não é preguiça.
E criança não fala porque é mimada.

Quando uma criança demora para falar, é comum que os pais escutem muitos palpites:

“Menino fala mais tarde.”
“Na escola ele destrava.”
“Você dá tudo na mão.”

Mas a ciência mostra outra coisa.

O desenvolvimento da linguagem depende de múltiplos fatores neurológicos, auditivos, cognitivos e ambientais. Quando há atraso, muitas vezes existe uma dificuldade real no processamento da linguagem — e não falta de vontade.

Crianças querem se comunicar.
Querem contar, pedir, protestar, compartilhar.

Quando a linguagem não acontece como esperado, isso merece atenção e avaliação adequada.

Se algo no desenvolvimento do seu filho te preocupa, confie na sua intuição.
Observar cedo e intervir cedo pode fazer toda a diferença.

🤍 Informação correta acolhe as famílias e muda trajetórias.

04/03/2026

Prematuridade não é apenas nascer antes do tempo.
Ela também influencia a forma como o cérebro se organiza — e isso pode impactar o desenvolvimento da linguagem.

Estudos mostram que quanto menor a idade gestacional e o peso ao nascer, maior o risco para atrasos de linguagem, especialmente entre 12 e 24 meses, período crítico para aquisição das primeiras palavras.

Muitos bebês prematuros evoluem muito bem, principalmente quando recebem estimulação, acompanhamento e orientação precoce.

Por isso, mais do que “esperar”, precisamos observar, orientar e intervir quando necessário.

Prematuridade não determina o futuro de uma criança.
Mas acompanhar de perto pode prevenir atrasos evitáveis.

Referência científica:
Sansavini A. et al. Preterm birth and developmental language disorders: a systematic review. Journal of Communication Disorders.

otorrinopediatria

Hoje celebramos o Dia do Otorrinolaringologista e o Dia Mundial da Audição.Segundo a OMS, mais de 430 milhões de pessoas...
03/03/2026

Hoje celebramos o Dia do Otorrinolaringologista e o Dia Mundial da Audição.

Segundo a OMS, mais de 430 milhões de pessoas no mundo vivem com perda auditiva incapacitante — muitas delas poderiam ter diagnóstico e intervenção precoces.

Mas na otorrino-pediatria, cuidar da audição é apenas parte da história.

Cuidamos das otites que interferem na aquisição da linguagem.
Da respiração oral que impacta sono, crescimento craniofacial e atenção.
Da rinite que fragmenta o descanso e prejudica o rendimento escolar.
Das alterações vocais e respiratórias que afetam comunicação e qualidade de vida.

Cada criança que escuta melhor, respira melhor e dorme melhor aprende melhor.

Ser otorrinolaringologista — e atuar na interface com a foniatria e o desenvolvimento infantil — é acompanhar trajetórias.
É prevenir atrasos.
É transformar potenciais em oportunidades.

Sou profundamente feliz por exercer uma especialidade que une ciência, desenvolvimento e cuidado.

Seguimos atentos aos sons, à respiração e ao crescimento saudável das nossas crianças. 💛


Dra. Carolina Schäffer Kalaf
Otorrinolaringologista e Foniatra

Endereço

Avenida Ulhoa Cintra, 175
Piracicaba, SP
13400-430

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