25/02/2026
A intolerância à histamina é uma condição decorrente do desequilíbrio entre a ingestão/produção endógena de histamina e a capacidade de degradação, principalmente pela enzima DAO (Diamino Oxidase).
Não se trata de alergia alimentar clássica mediada por IgE, mas de uma sobrecarga metabólica associada, na maioria dos casos, à disfunção intestinal.
Disbiose, SIBO, aumento de beta-glucuronidase, inflamação de mucosa, deficiência de cofatores (vitamina B6, cobre, vitamina C) e alterações na metilação — como polimorfismos em MTHFR — podem reduzir a capacidade de metabolização da histamina.
O resultado é uma manifestação multissistêmica: cefaleia, urticária, sintomas gastrointestinais, congestão nasal, alterações de humor e piora de sintomas hormonais.
A abordagem clínica não deve focar apenas na restrição alimentar, mas na correção da causa de base e na restauração da integridade intestinal.
Sintoma não é exagero. É bioquímica.