10/02/2026
Apesar de muitas pessoas acreditarem que a hanseníase é uma doença erradicada, ela segue como um desafio importante para a saúde pública no Brasil.
Só em 2023, cerca de 22 mil brasileiros foram diagnosticados com a doença. Desses, aproximadamente 2 mil já apresentavam incapacidades físicas, como deformações e perda de membros consequência direta do diagnóstico tardio.
O Brasil é hoje o terceiro país no mundo com mais casos de hanseníase, atrás apenas da Índia e da Indonésia. Desde a pandemia, o número de novos registros cresce a uma taxa próxima de 10% ao ano, segundo o Ministério da Saúde.
A hanseníase tem prevenção, diagnóstico e tratamento gratuitos pelo SUS. Medidas como a vacinação com BCG, o diagnóstico precoce e o acompanhamento médico são fundamentais para interromper a transmissão e evitar sequelas.
Mesmo assim, a doença ainda integra a lista de doenças negligenciadas da OMS, muito impactada por fatores socioeconômicos, dificuldade de acesso à saúde e, principalmente, pela desinformação e pelo preconceito.
Como alertam especialistas, a hanseníase tem cura o que não pode continuar existindo é o atraso no cuidado e a exclusão social de quem enfrenta a doença.
Informação salva, inclusão cuida e o diagnóstico precoce transforma realidades.