12/02/2026
Durante décadas, o IMC foi usado como principal critério para definir quem tem ou não obesidade. Mas a ciência já deixou claro que ele é limitado e, muitas vezes, enganoso.
Hoje sabemos que é possível ter IMC dentro da faixa considerada “normal” e, ainda assim, apresentar excesso de gordura corporal, inflamação metabólica, resistência à insulina, dislipidemia e maior risco cardiovascular. É o que chamamos de obesidade metabolicamente ativa em pessoas com peso aparentemente normal.
Por outro lado, também existem indivíduos com IMC elevado que não apresentam, naquele momento, alterações metabólicas importantes, o que mostra que o número isolado não conta a história inteira.
A avaliação da obesidade precisa ir além da balança e da calculadora. Composição corporal, distribuição de gordura, exames laboratoriais, histórico clínico e contexto individual são fundamentais.
Usar apenas o IMC para excluir alguém do diagnóstico é atrasar o cuidado.
Obesidade não é um número. É uma condição complexa que exige olhar clínico, ciência e responsabilidade.