Dra Laura Fachin Greca

Dra Laura Fachin Greca Médica Endocrinologista
Titulada pela SBEM
CREMERS 26310
RQE 17830

Durante décadas, o IMC foi usado como principal critério para definir quem tem ou não obesidade. Mas a ciência já deixou...
12/02/2026

Durante décadas, o IMC foi usado como principal critério para definir quem tem ou não obesidade. Mas a ciência já deixou claro que ele é limitado e, muitas vezes, enganoso.

Hoje sabemos que é possível ter IMC dentro da faixa considerada “normal” e, ainda assim, apresentar excesso de gordura corporal, inflamação metabólica, resistência à insulina, dislipidemia e maior risco cardiovascular. É o que chamamos de obesidade metabolicamente ativa em pessoas com peso aparentemente normal.

Por outro lado, também existem indivíduos com IMC elevado que não apresentam, naquele momento, alterações metabólicas importantes, o que mostra que o número isolado não conta a história inteira.

A avaliação da obesidade precisa ir além da balança e da calculadora. Composição corporal, distribuição de gordura, exames laboratoriais, histórico clínico e contexto individual são fundamentais.

Usar apenas o IMC para excluir alguém do diagnóstico é atrasar o cuidado.
Obesidade não é um número. É uma condição complexa que exige olhar clínico, ciência e responsabilidade.

A obesidade carrega um peso que vai muito além do número na balança. Muitos pacientes chegam ao consultório já machucado...
05/02/2026

A obesidade carrega um peso que vai muito além do número na balança. Muitos pacientes chegam ao consultório já machucados - não pela doença em si, mas pelo estigma que enfrentam todos os dias, como se o corpo fosse prova de falha pessoal, preguiça ou falta de esforço.

A obesidade é uma doença crônica, complexa e multifatorial. Reduzi-la a frases prontas não ajuda, não trata e não motiva. Pelo contrário: afasta, silencia e adia o cuidado.

Como médica, vejo o quanto o julgamento dói tanto quanto o excesso de peso. E vejo, também, o quanto respeito, escuta e acompanhamento adequado mudam trajetórias.

Muitas mulheres chegam ao consultório pedindo para tratar a menopausa, quando o que deve ser tratado são os sintomas des...
03/02/2026

Muitas mulheres chegam ao consultório pedindo para tratar a menopausa, quando o que deve ser tratado são os sintomas dessa fase - não a fase em si. A menopausa é um marco biológico natural da vida feminina, assim como a puberdade, a adolescência ou a primeira menstruação.

Ninguém “cura” alguém da adolescência. Ninguém trata a puberdade como patologia.
O que se faz é cuidar dos impactos daquela etapa no corpo e na vida.

Com a menopausa é exatamente assim. Ela envolve mudanças hormonais previsíveis, que podem provocar fogachos, alterações do sono, variações de humor, mudanças metabólicas, perda óssea, sintomas urogenitais e impacto na qualidade de vida. Esses sintomas merecem atenção, avaliação individualizada e tratamento quando indicado.

O erro está em transformar uma fase fisiológica em doença. Menopausa não é algo a ser combatido, mas uma etapa da vida a ser atravessada com bons cuidados.

30/01/2026

Você fez uma dieta para estar mais feliz com seu corpo no Carnaval? Então saiba o que pode comprometer todo o seu esforço em poucos dias.

Por aqui, já falei sobre quem resiste a usar medicamentos. No entanto, existe um outro extremo que também merece atenção...
26/01/2026

Por aqui, já falei sobre quem resiste a usar medicamentos. No entanto, existe um outro extremo que também merece atenção: pessoas que tomam remédio para tudo, muitas vezes sem indicação clara ou acompanhamento adequado.

Isso não é inofensivo. Porque quando transformamos qualquer desconforto em motivo para automedicação, corremos o risco de silenciar sintomas sem tratar causas, mascarar doenças em evolução e sobrecarregar órgãos responsáveis pela metabolização, como fígado e rins.

Além disso, o uso recorrente e indiscriminado de medicamentos pode levar a interações medicamentosas, efeitos colaterais cumulativos, alterações hormonais inesperadas e até perda de eficácia terapêutica. Em alguns casos, cria-se uma falsa sensação de controle, enquanto o problema real permanece intocado.

Outro ponto importante é a banalização da prescrição. Medicamentos, quando bem indicados, salvam vidas, melhoram prognósticos e devolvem qualidade de vida. Quando usado sem critério, pode fazer exatamente o oposto.

Tem coisas no meu trabalho que não são terapia, mas são terapêuticas. Existe um certo alívio em ver a medicina séria ocu...
23/01/2026

Tem coisas no meu trabalho que não são terapia, mas são terapêuticas. Existe um certo alívio em ver a medicina séria ocupando o espaço que sempre foi dela - não no grito, não no hype, não no milagre, mas na consistência. Quando a ciência aparece, o picareta não precisa nem ser combatido. Ele simplesmente não se sustenta.

Esse papo de “detox” depois de férias, festas ou períodos de exagero é, muitas vezes, uma ilusão. Porque o corpo não fun...
22/01/2026

Esse papo de “detox” depois de férias, festas ou períodos de exagero é, muitas vezes, uma ilusão. Porque o corpo não funciona por compensação, ele não reseta excessos porque você passou 10 dias comendo leve, fazendo mais exercício e suspendendo o álcool.

Saúde não responde a ações pontuais, responde a constância. O estômago não precisa de um menu milagroso. O intestino não se reorganiza por decreto. O metabolismo não entende promessas de “segunda-feira eu começo”.

O que melhora a saúde não é um curto período de restrição, mas hábitos repetidos ao longo do tempo. Alimentação equilibrada, atividade física regular, sono adequado, consumo consciente de álcool (ou suspensão, caso seja seu desejo) e acompanhamento médico.

Tratar o cuidado com o corpo como um evento pós-exagero só reforça um ciclo de culpa e falsa reparação. Saúde não entra em modo “emergência” para depois voltar ao abandono.

Não existe reset, existe constância.

Nem todo ano novo precisa vir com a promessa de uma vida nova, alguns de nós só desejamos dar continuidade ao que, com m...
31/12/2025

Nem todo ano novo precisa vir com a promessa de uma vida nova, alguns de nós só desejamos dar continuidade ao que, com muito suor, construímos.

Quem conquistou saúde, mudou hábitos, transformou a própria rotina e agora quer manter tudo isso, siga em frente.

Mas sei, também, que muita gente realmente precisa de uma vida nova em 2026.

Quem enfrenta uma doença e busca cura.
Quem precisa tratar para conviver melhor com ela.
Quem espera, finalmente, um diagnóstico que esclareça o caminho.

Nem todos precisam de uma vida nova, mas muitos sim. E, para caminhar com ela ou rumo a ela, conte comigo.

Feliz 2026.

Em meados de 1930, o cortisol foi oficialmente descoberto pela ciência e, alguns anos depois, descoberto pelas pessoas. ...
27/12/2025

Em meados de 1930, o cortisol foi oficialmente descoberto pela ciência e, alguns anos depois, descoberto pelas pessoas. Desde então, virou quase um personagem folclórico. Hoje, tudo o que acontece na vida humana parece estar na conta do cortisol: da pele opaca ao namoro que acabou🤭.

E, claro, essa "onda” abre o precedente perfeito para que os picaretas⛏️ da saúde apareçam por aí oferecendo te**es de cortisol e tratamentos normalmente desnecessários.

Mas vamos aos fatos:

O cortisol é um hormônio produzido pelas glândulas adrenais, essencial para manter você vivo. Enfim, ele trabalha mais do que muitos picaretas, inclusive😂. E trabalha num ritmo próprio, porque seus níveis oscilam ao longo do dia: altos pela manhã (para você acordar) e mais baixos à noite (para você desacelerar).

É por isso que dosar cortisol aleatoriamente não vai te entregar aquele “diagnóstico definitivo” que prometem. Nem dizer o quanto de estresse ele pode estar causando. Afinal, o cortisol não causa estresse, é o estresse que aumenta o cortisol. Portanto, temos que tratar o estresse e não o cortisol.

Ou seja: antes de culpar o cortisol por cada detalhe da sua vida, lembre-se de que, para cada dúvida real sobre hormônios, existe um Endócrino de verdade para lhe orientar.

Tenho visto, em publicações de forma humorada, pessoas pedindo canetas de uso médico como presente de Natal. E no meio d...
24/12/2025

Tenho visto, em publicações de forma humorada, pessoas pedindo canetas de uso médico como presente de Natal. E no meio das brincadeiras, lembro a todos que, por mais que a intenção seja boa, isso não é exatamente um presente - nem de Natal, nem de aniversário, nem de data alguma.

Essas canetas fazem parte de um tratamento médico, que precisa de avaliação individual, indicação correta e acompanhamento. Por isso, o alerta não é sobre proibir gestos de cuidado, mas sobre garantir que esse cuidado aconteça do jeito certo, no momento certo e para quem realmente precisa.

Então, antes de "comprar esse tipo ideia”, vale uma conversa, uma orientação e, principalmente, lembrar que saúde combina com responsabilidade e acompanhamento profissional.

Desejo boas festas com leveza, tranquilidade e, sobretudo, muita saúde para todos.

19/12/2025

Vai viajar no recesso e não sabe como levar seu Ozempic, Saxenda, Wegovy ou Mounjaro? Hoje, venho conversar sobre a dúvida da semana aqui no consultório. Saiba o que fazer e o que não pode acontecer de jeito nenhum com a medicação.

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