12/02/2026
Alegria de brasileiro é aquele clássico: sobe pro céu num dia, despenca no outro.
Dia 9: notícia de que a Câmara estava aprovando com urgência a quebra da patente do Mounjaro.
Dia 10: o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, declara que o governo é contra.
E aí? Coincidência? Estratégia política mirando 2026? Ou pressão pesada da indústria? Porque convenhamos… estamos falando da Eli Lilly — uma das maiores e mais poderosas farmacêuticas do planeta. Ingenuidade achar que não existe lobby forte quando o assunto é um dos medicamentos mais lucrativos do mundo.
A pergunta que f**a é simples: se existe uma arma extremamente ef**az no combate à obesidade, que pode mudar o jogo da saúde pública, por que ela ainda não está acessível a quem mais precisa?
No fim do dia, a discussão não é ideológica. É sobre acesso, custo e impacto real na vida das pessoas.
Obesidade não é estética. É doença crônica. E quem sofre com ela não pode f**ar refém de disputa política nem de guerra corporativa.
Dr. Marcelo Bechara
Clínico e Cirurgião Geral
CRM 137772