17/12/2025
Eu nunca havia visitado a cidade de São Paulo. Em dezembro de 2025, fui pela primeira vez. Foi também a primeira vez que andei de metrô, que vi shoppings de quatro andares e avenidas tão largas que pareciam não ter fim. Foi incrível.
Primeira vez, ainda, que observei tantas pessoas indo e vindo... sérias, apressadas, simplesmente ocupadas em viver suas próprias vidas. Percebi também a ausência de passarinhos (pelo menos na parte da cidade onde eu estava), e isso realmente me deixou um pouco triste. Enfim, de qualquer forma, talvez na cidade grande ninguém tenha tempo para os passarinhos…
E, em meio a tantos rostos, tantos veículos, tantas torres, tantas novidades, tantos ruídos e movimentos incessantes; em meio aos tons acinzentados do céu, dos carros e dos prédios… deparei-me com uma pequena casa verde, quase escondida em seu próprio jardim.
Aquela casinha verde parecia me convidar a algo simples e essencial: PARAR. Estar presente ali com ela por um instante. Desligar, ainda que brevemente, do fluxo incessante de estímulos e viver o mundo que ela me oferecia naquele momento. Confesso que senti medo de parar ali, em frente àquela casa, simplesmente para admirá-la… afinal de contas, eu estava em São Paulo. Não era Herculândia, com seus dez mil habitantes.
Nossa ansiedade, muitas vezes, nasce justamente desse excesso de pressa e de distrações. E é na pausa consciente, no olhar atento e contemplativo para o que nos cerca, que a mente encontra espaço para respirar. Aquela casa verde e seu jardim representavam exatamente isso: um respiro, um descanso silencioso em meio à agitação cinza.
Nossa ansiedade também se alimenta da pressa e do excesso de estímulos. A pausa consciente não é perda de tempo: É CUIDADO. E cuidar da saúde mental também é sobre aprender a parar um pouco... desacelerar. É sair do automático, respirar o agora e permitir que o olhar registre aquilo que só a presença é capaz de guardar.
Porque há memórias que o tempo leva…
mas há outras que só o viver atento transforma em permanência.💚