01/03/2026
Depois que me tornei mãe, passei a olhar a minha mãe com outros olhos.
Não foi de uma hora pra outra.
Foi no silêncio das madrugadas.
Foi na vulnerabilidade que a maternidade escancara.
Eu comecei a entender dores que antes eu julgava exagero.
Comecei a enxergar dificuldades que antes eu nem percebia.
Comecei a amar minha mãe de um jeito diferente, um amor mais consciente, mais profundo, mais humano.
Ontem eu tive febre.
Calafrio.
Uma mastite que me atravessou o corpo e a alma.
A dor física é intensa. Mas existe também uma dor emocional difícil de explicar. A dor de entender que o leite materno esteja chegando ao fim. A dor de aceitar que algumas fases simplesmente se encerram, mesmo quando a gente ainda não estava pronta.
Respeitar isso também é maturidade.
Respeitar isso também é amor.
A maternidade me ensinou que a gente não controla os ciclos.
A gente atravessa.
Hoje eu estou mais quieta.
Em casa.
Tomando medicamentos que ainda vão me acompanhar por alguns dias.
E, ao mesmo tempo, me sentindo absurdamente privilegiada por poder estar com ele.
Por poder segurá-lo no colo.
Por poder olhar para aquele sorriso que desmonta qualquer dor.
Ser mãe transforma tudo.
Transforma o corpo, que não volta no tempo da nossa ansiedade.
Transforma a rotina.
Transforma as prioridades.
Transforma a forma como enxergamos a vida.
Mas, principalmente, transforma a alma.
A gente passa a olhar as pessoas com mais compaixão.
Passa a entender que todo mundo está atravessando alguma coisa.
Passa a compreender que força não é rigidez, é entrega.
Meu corpo mudou.
Meu ritmo mudou.
Minha forma de amar mudou.
Tudo passa.
Mas o que f**a é a transformação.
A maternidade dói.
Mas ela também cura.
E, no meio de tudo isso, eu sigo aprendendo que viver é
atravessar as fases com coragem…
e honrar cada uma delas!
Agradeço ao meu filho, por me ensinar um amor que me refaz todos os dias… e a minha mãe, por ter me amado assim antes mesmo que eu soubesse agradecer. Vocês são as duas pontas do mesmo milagre que transformou a minha vida.
🩵🥹
Mariana Rios / 2026.
Natural Medicina Alma da Terra