24/03/2026
Março é chamado de mês da mulher, um momento que deveríamos celebrar o feminino e reforçar a importância pela igualdade entre os gêneros.
Porém temos tido dias muito difíceis, inacreditáveis. Desde o início do mês não temos uma semana sem um caso de violência contra mulher. Passamos por estupro coletivo, ex-companheiro querendo tocar fogo no apartamento e matar sua ex-mulher, e ontem a notícia de uma jovem estudante de medicina morta por seu ex-namorado.
Olhando essa avalanche de notícias que agora começam a ganhar espaço, vemos o quanto a luta ainda está começando. O machismo e a misoginia são estruturais e mudar estruturas não é nada simples.
Dor, revolta, indignação... São algumas das palavras que chegam para mim. Como ginecologista, recebendo mulheres diariamente, tento fazer minha parte. Escuto minhas pacientes, tento perceber sinais, tento ajudá-las a perceber muitas vezes que algo que estão passando não é normal, não é aceitável. Uma gota num oceano, eu sei... Mas vamos lutando no dia a dia com as armas e as possibilidades que temos.
Essa foto foi tirada no ano passado, no congresso da nossa sociedade, .ginecologia, no Mar Hotel.
A cada notícia tenho mais clareza da necessidade que temos de nos posicionar enquanto médicos ginecologistas, em especial por cuidarmos de mulheres.
Está difícil, mas vamos em frente. Juntas, juntos.