27/12/2025
E a nossa noite de véspera de Natal foi assim: apagamos as luzes da sala. Minha filha entrou vestida de azul, trazendo Jade nos braços, enrolada em lençóis brancos. Era a nossa forma simples de lembrar a chegada do Menino Deus.
Sentamos todos em círculo. Eu me ajoelhei. Fui anunciando a chegada do Menino Luz, rezamos o Pai Nosso e falamos do Salvador do mundo, d'Aquele que chegou pela delicadeza de um útero, pelo “sim” de Maria.
Eu quase não consegui falar. A voz tremia. Estava emocionada, com lágrimas nos olhos, tentando conter a emoção para continuar com a mensagem. Rezamos o Pai Nosso. Anunciamos: "o Salvador chegou!"
Em seguida falamos também sobre Nossa Senhora, do útero que acolheu o impossível. Do corpo que disse "sim" para que a luz tivesse morada entre nós.
Talvez desse para perceber também no vídeo o quanto essa avó é completamente rendida a essa neta… e o quanto me emocionou ver Gabi representando Maria e uma bebê de oito meses representando algo tão grande.
Ali no centro da minha sala, quando Jade foi colocada na manjedoura, não era só uma encenação. Era lembrança e era essência do natal ali outra vez para todos nós. Em minha casa, sem palco, sem espetáculo, apenas sentindo a presença.
Não era barulho, não era festa, não era espetáculo.
Era recolhimento. Assim como sempre acreditei que deve ser o natal.
Depois acendemos as luzes. E, de algum jeito, o Natal tinha acontecido mais uma vez entre nos. Simples, inteiro, e com o sentido que creio e que sempre busquei passar para meus filhos. 🙏🏻💙♥️💚