31/12/2025
Na virada do último minuto do ano, quando o tempo prende a respiração, algo invisível acontece no mundo inteiro.
Em uma casa simples no interior do Brasil, alguém fecha os olhos e agradece.
Em uma cidade coberta de neve, mãos enluvadas se apertam em silêncio.
Em um deserto iluminado por estrelas, uma prece sobe sem palavras.
Em um templo, uma igreja, uma mesquita, uma sinagoga — e também fora deles — corações batem no mesmo compasso de esperança.
O Ano Novo não chega igual para todos.
Ele veste roupas diferentes, fala idiomas distintos, dança ritmos variados.
Mas em cada canto do planeta, ele carrega o mesmo presente: a chance de recomeçar.
Recomeçam os que celebram com fogos e os que celebram em recolhimento.
Recomeçam os que creem em Deus, em muitos deuses, na vida, na natureza, no amor.
Recomeçam os que sobreviveram a dores profundas e os que ainda estão aprendendo a nomeá-las.
Recomeçam os que partiram e os que ficaram — porque o amor atravessa calendários.
E, junto com o novo ano, cresce também um chamado silencioso:
o da expansão do amor através da evolução e do desenvolvimento emocional de cada ser.
À medida que aprendemos a sentir, reconhecer e cuidar das nossas próprias emoções,
o amor deixa de ser apenas um desejo e se torna uma prática viva.
Ele amadurece, se expande, cria raízes conscientes.
E assim, pouco a pouco, começamos a reconciliar feridas ancestrais
— dores antigas que atravessaram gerações e ainda ecoam em nossos corpos, relações e escolhas.
Quando um ser humano se cura, ainda que um pouco,
toda a linhagem respira aliviada.
Quando alguém escolhe compreender em vez de ferir,
o mundo inteiro dá um passo em direção à paz.
Que o novo ano nos convide à responsabilidade amorosa por nossa própria evolução.
Que ele nos ensine que curar a si mesmo é um ato coletivo.
Que, ao honrarmos nossas histórias, possamos transformá-las
em pontes, e não em muros.
Assim, deixamos de ser apenas povos separados por fronteiras
e nos tornamos, de verdade, uma única família humana.
Uma família diversa, imperfeita, em aprendizado contínuo,
mas unida pelo desejo profundo de viver em paz.
Que nenhuma cor seja apagada, nenhuma fé silenciada, nenhuma cultura diminuída.
💚