Anderson Santiago - Psicólogo

Anderson Santiago - Psicólogo "Nada que seja humano é alheio a mim". Terêncio

Grupo de Estudos - Energia Psíquica Estaremos iniciando uma nova jornada em nosso Grupo de Leitura e Estudos: estaremos ...
03/02/2026

Grupo de Estudos - Energia Psíquica

Estaremos iniciando uma nova jornada em nosso Grupo de Leitura e Estudos: estaremos agora voltando nossas atenções para este fundamental texto da psicologia complexa sobre o conceito de energia psíquica.

Nas palavras do autor:

"Seria melhor que uma psicologia que considera o acontecer
psíquico como um epifenômeno se denominasse fisiologia cerebral e se desse por satisfeita com o paupérrimo resultado fornecido por uma tal psicofisiologia. O acontecer psíquico merece ser considerado como um fenômeno em si, pois não existe razão alguma para considerá-lo um mero epifenômeno – embora esteja ligado à função cerebral – assim como tampouco podemos conceber a vida como um epifenômeno da química carbônica. A experiência direta de relações psíquicas quantitativas por um lado, e a obscuridade reinante no campo ainda totalmente inexplorado da conexão psicofísica por outro, justificam considerar, pelo menos provisoriamente, a psique como um sistema energético relativamente fechado" (OC 8/1, § 10-11).

Encontros
Quinzenalmente às segundas das 10h às 12h.
Início em 02 de março
* Os encontros serão gravados e disponibilizados para os participantes.

Mensalidade: R$ 100
Pagamento via Pix (Stone)
Inscrições: comigo via direct
Plataforma: Google Meet

Coordenação:
Anderson Santiago da Silva é Psicólogo Clínico (CRP 02/18788), especialista em Psicologia Analítica, professor universitário, coordenador de grupos de estudos, supervisor clínico e coautor dos livros 'Suicídio e suas interfaces' e 'Psicologia e Religião' (ambos pela Editora Artesã), e Psicologia Analítica no Brasil pela Editora Vieira.

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Uma argumentação racional é apenas possível e profícua quando as emoções provocadas por alguma situação não ultrapassam ...
28/01/2026

Uma argumentação racional é apenas possível e profícua quando as emoções provocadas por alguma situação não ultrapassam determinado ponto crítico. Pois quando a temperatura afetiva se eleva para além desse nível, a razão perde sua possibilidade efetiva, surgindo em seu lugar slogans e desejos quiméricos, isto é, uma espécie de possessão coletiva que, progressivamente, conduz a uma epidemia psíquica. Nestas condições, prevalecem todos os elementos da população que levam uma existência antissocial, tolerada pela ordem da razão. Esse tipo de indivíduo não é simplesmente uma curiosidade apenas vista nas prisões e nos hospícios. Em minha opinião, para cada caso manifesto de doença mental existem ao menos dez casos latentes que nem sempre chegam a se manifestar, mas cujas condutas e concepções encontram-se sob a influência de fatores inconscientes doentios e perversos, apesar de toda a aparência de normalidade. [...]. O seu estado mental corresponde a um grupo da população que se acha coletivamente exaltado por preconceitos afetivos e fantasias de desejo impulsivas. Nessa espécie de ambiente, eles se sentem totalmente ajustados e em casa. Eles conhecem, por
experiência própria, a linguagem desses estados e sabem lidar com eles. Suas quimeras, baseadas em ressentimentos fanáticos, fazem apelo para a irracionalidade coletiva, encontrando aí um solo frutífero, na medida um que exprimem certos motivos e ressentimentos também presentes nas pessoas normais, embora adormecidos sob o manto da razão e da compreensão. Esses indivíduos, apesar de constituírem
um número pequeno em relação ao conjunto da população, representam um grande perigo, pois são fontes infecciosas sobretudo em razão do conhecimento muito limitado que as pessoas, ditas normais, possuem de si mesmas.

📝 Presente e futuro, § 490.

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Anderson Santiago da Silva
Psicólogo (CRP 02/181788), professor universitário, supervisor clínico, especialista em Psicologia junguiana com enfoque na clínica e co-autor de livros sobre psicologia analítica e suicídio

"A psicologia, enquanto ciência da alma, deve restringir-se ao seu objeto e precaver-se no sentido de não ultrapassar se...
21/01/2026

"A psicologia, enquanto ciência da alma, deve restringir-se ao seu objeto e precaver-se no sentido de não ultrapassar seus limites, fazendo afirmações metafísicas ou não importa que profissão de fé. Se a psicologia pretendesse pressupor um Deus como causa hipotética, estaria reclamando implicitamente a possibilidade de uma prova de Deus. Com isso, extrapolaria seu campo de competência de um modo absolutamente inadmissível. Ciência só pode ser ciência; não há profissões de fé “científicas”, nem “contradictiones in adiecto” (contradições nos termos). Ignoramos em última instância de onde se origina o arquétipo, da mesma forma que ignoramos a origem da alma. A competência da psicologia enquanto ciência empírica não vai além da possibilidade de constatar, à base de uma pesquisa comparativa, se o tipo encontrado na alma pode ou não ser designado como uma “imagem de Deus’. Desta forma, nada se afirma de positivo ou de negativo acerca de uma possível existência de Deus, do mesmo modo que o arquétipo do “herói” não pressupõe a sua existência".

📝 Psicologia e alquimia, § 15.

Como é possível observar acima, Jung deixa sempre muito claro que a psicologia deve se ater ao seu objeto, a psique e que ela deve evitar a todo custo qualquer afirmação metafísica, a favor ou contra a religião, pelo simples fato de não poder prová-la. Contudo, ele nunca ignorou a importância psicológica da religião para o desenvolvimento individual e coletivo do ser humano e por isso, em um período em que as ciências das religiões começavam a se estruturar mais rigorosamente, questionando reducionismos materialistas, ele defende e demonstra em seus livros como a religião pode ser objeto de estudos da psicologia. E por isso, me causa surpresa observar a ausência, em geral, da disciplina de psicologia da religião nas grades curriculares dos cursos de psicologia ao redor do Brasil, não só por ser um país notadamente religioso, mas por estarmos falando de uma disciplina secular.

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Anderson Santiago da Silva
Psicólogo (CRP 02/181788), professor universitário, supervisor clínico, especialista em Psicologia junguiana com enfoque na clínica e co-autor de livros sobre psicologia analítica e suicídio

As diferenças psíquicas não são consideradas simples curiosidade ou como algo encantador, mas como algo desagradável, di...
19/01/2026

As diferenças psíquicas não são consideradas simples curiosidade ou como algo encantador, mas como algo desagradável, difícil de suportar ou insuportável, como algo errado e condenável. O ser outro funciona como perturbação da ordem mundial, como erro que deve ser afastado o mais rápido possível ou como delito que é preciso punir.

[...] Mesmo aceitando em geral a diversidade da psique humana, esquecemos na prática sempre de novo que o outro é realmente um outro, que sente outra coisa, pensa, percebe e quer outra coisa do que eu.

Como vemos, até teorias científicas aceitam que o sapato de cada um aperta no mesmo lugar. Além dessa hilariante briga caseira de opiniões psicológicas, existem no entanto outras pressuposições igualitárias de caráter sócio-político e se consequências bem mais sérias, que esquecem por completo a existência da psique individual.

📚 Civilização em Transição, parágrafos 277 e 279

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Anderson Santiago da Silva
Psicólogo (CRP 02/181788), professor universitário, supervisor clínico, especialista em Psicologia junguiana com enfoque na clínica e co-autor de livros sobre psicologia analítica e suicídio

"Mas se o terapeuta não estiver disposto a questionar suas próprias convicções, no interesse do paciente, é lícito pôr e...
14/01/2026

"Mas se o terapeuta não estiver disposto a questionar suas próprias convicções, no interesse do paciente, é lícito pôr em dúvida a firmeza de sua atitude básica. É possível que não possa ceder por razões de segurança própria que, quando ameaçada, o faz enrijecer. Aliás, a capacidade de elasticidade psíquica tem limites que divergem de indivíduo para indivíduo e de coletividade para coletividade, e às vezes são tão estreitos, que uma certa rigidez significa o real limite dessa capacidade. 'Ultra posse nemo obligatur'".

Prática da psicoterapia. § 184.

A prática clínica é, inegavelmente, fundada numa atitude ética que para Jung é fundamental, já que a personalidade do terapeuta é um importante fator de cura na terapia. Contudo, precisamos ter cuidado para não estimular certo enrijecimento cognitivo que nos faça negar ao outro o direito de ser um outro e presumir que só é possível existir na "igualdade".

E na citação acima, observa-se como Jung estabelece a flexibilidade cognitiva (que ele chama de "elasticidade psíquica") como elemento fundamental para a clínica, ao estimular que o terapeuta não se coloque como dono da verdade, impondo sua cosmovisão ao paciente nem que ignore sua equação pessoal e seja engolido pela cosmovisão do paciente.

Por isso, a terapia e supervisão são imprescindíveis para a formação e amadurecimento da personalidade do terapeuta, além da formação continuada.

Inclusive, Jung destaca que essa elasticidade psíquica varia tanto entre indivíduos, quanto entre coletividades e que muitas vezes, certa rigidez significa exatamente o real limite cognitivo dessa pessoa e que forçá-la a uma mudança seria apenas um exercício de poder e não uma atitude dialética. Até porque uma pessoa inconsciente de si, é inconsciente mesmo!

Essas questões são fundamentais para se pensar a clínica e suas questões éticas.

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Anderson Santiago da Silva

Psicólogo (CRP 02/181788), professor universitário, supervisor clínico, especialista em Psicologia junguiana com enfoque na clínica e co-autor de livros sobre psicologia analítica e suicídio

"A psicologia onírica nos abre o caminho para uma psicologia comparada geral da qual podemos esperar que resulte uma com...
06/01/2026

"A psicologia onírica nos abre o caminho para uma psicologia comparada geral da qual podemos esperar que resulte uma compreensão do desenvolvimento e da estrutura da psique humana, análoga à que a anatomia comparada nos trouxe com relação ao corpo humano".

📝 Natureza da Psique, § 476.

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Anderson Santiago da Silva
Psicólogo (CRP 02/181788), professor universitário, supervisor clínico, especialista em Psicologia junguiana com enfoque na clínica e co-autor de livros sobre psicologia analítica e suicídio

"Na psicoterapia junguiana nós usamos os sonhos, na maioria das vezes, para levar o analisando a certos insights ou ao a...
02/01/2026

"Na psicoterapia junguiana nós usamos os sonhos, na maioria das vezes, para levar o analisando a certos insights ou ao autoconhecimento, pois não há cura psíquica nem progresso sem autoconhecimento - o autoconhecimento, no entanto, no sentido de reconhecer o que a pessoa é (como descreve Gerhard Dorn), não o conceito superficial que o eu tem de si ou a ideia que o analista faz do analisando. Esse é também o motivo pelo qual, na prática, nós não damos ao analisando um diagnóstico, mas, na maioria das vezes, dizemos apenas: "vamos ver como a sua própria alma vê a sua situação" - a saber, o que os sonhos dizem. Desse modo, qualquer interferência pessoal do analista na vida do analisando é restrita, pelo menos o máximo possível".

📝 Sonhos: um estudo dos sonhos de Jung, Descartes, Sócrates e outras figuras históricas, pág. 25.

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Anderson Santiago da Silva
Psicólogo (CRP 02/181788), professor universitário, supervisor clínico, especialista em Psicologia junguiana com enfoque na clínica e co-autor de livros sobre psicologia analítica e suicídio

Olhando para a história da humanidade só vemos a superfíciemais externa dos acontecimentos e estes ainda distorcidos pel...
29/12/2025

Olhando para a história da humanidade só vemos a superfície
mais externa dos acontecimentos e estes ainda distorcidos pelo espelho turvo da tradição. O que realmente aconteceu isto escapa ao olhar perquiridor do historiador, pois o fator realmente histórico está bem oculto; é vivido por todos mas observado por ninguém. É a vivência mais subjetiva e mais privada da vida psíquica. Guerras, dinastias, revoluções sociais, conquistas e religiões são os sintomas mais superficiais de uma atitude psíquica secreta do indivíduo que ele próprio desconhece e, portanto, não é transmitida a nenhum historiador; os fundadores de religiões são talvez aqueles que mais informações podem dar. Os grandes acontecimentos da história mundial são, no fundo, os de menor importância. Essencial mesmo é apenas a vida subjetiva do indivíduo. Só ela faz história, somente nela
acontecem em primeiro lugar as grandes transformações; todo o futuro e toda a história mundial brotam qual gigantesca soma dessas fontes ocultas do indivíduo. Em nossa vida mais privada e mais subjetiva somos não apenas os objetos passivos mas os fatores de uma época. Nossa época somos nós!

📝 Civilização em transição, § 315.

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Anderson Santiago da Silva
Psicólogo (CRP 02/181788), professor universitário, supervisor clínico, especialista em Psicologia junguiana com enfoque na clínica e co-autor de livros sobre psicologia analítica e suicídio

"Para a sociedade, nada é mais alienante e devastador do que esse comodismo e essa irresponsabilidade moral e, por outro...
23/12/2025

"Para a sociedade, nada é mais alienante e devastador do que esse comodismo e essa irresponsabilidade moral e, por outro lado, nada é mais provocante para a compreensão e a aproximação do que o abandono das projeções. Essa correção tão necessária requer autocrítica, uma vez que não se pode obrigar a alguém a entender suas projeções. Ele não as reconhece como tais nem compreende como se pode fazê-las. Reconhecer o preconceito e a ilusão como tais somente é possível quando se está disposto a partir de um conhecimento psicológico geral, duvidar da certeza incondicional de suas pressuposições e compará-las, de modo cuidadoso e penetrante, com os fatos objetivos. É interessante que o conceito de "autocrítica" é muito utilizado também pelos Estados marxistas, embora não no sentido que
lhe damos de uma oposição à razão do Estado. Nesses Estados, a autocrítica deve servir ao Estado e não à verdade e à justiça no trato entre os homens. A massificação não tem absolutamente a intenção de promover a compreensão e a relação entre os homens. É orientada para a atomização, isto é, para o isolamento psíquico do indivíduo. Quanto menos interligados os indivíduos, mais sólida a organização estatal e vice-versa".

📝 Presente e futuro, § 577.

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Anderson Santiago da Silva
Psicólogo (CRP 02/181788), professor universitário, supervisor clínico, especialista em Psicologia junguiana com enfoque na clínica e co-autor de livros sobre psicologia analítica e suicídio

"Ao tornar-se consciente, a sombra é integrada ao eu, o que faz com que se opere uma aproximação à totalidade. A totalid...
18/12/2025

"Ao tornar-se consciente, a sombra é integrada ao eu, o que faz com que se opere uma aproximação à totalidade. A totalidade não é a perfeição, mas sim o ser completo. Pela assimilação da sombra, o homem como que assume seu corpo, o que traz para o foco da consciência toda a sua esfera animal dos instintos, bem como a psique primitiva ou arcaica, que assim não se deixam mais reprimir por meio de ficções e ilusões. E é justamente isso que faz do homem o problema difícil que ele é. Esta realidade fundamental temos que tê-la sempre presente à consciência, se quisermos continuar nosso desenvolvimento".

📝 Ab-reação, análise de sonhos e transferência, § 452.

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Anderson Santiago da Silva
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"O que vemos do mundo está longe da totalidade, é meramente superfície; não penetramos na substância do mundo, naquilo q...
16/12/2025

"O que vemos do mundo está longe da totalidade, é meramente superfície; não penetramos na substância do mundo, naquilo que Kant chamou de "a coisa em si". Isso seria o inconsciente das coisas, e, na medida em que são inconscientes, são desconhecidas para nós".

📝 Seminários sobre Análise de Sonhos, p. 69.

Esse trecho dos Seminários é bem importante para dar uma ideia de como a filosofia crítica de Kant é importante para uma rigorosa compreensão da psicologia elaborada por C. G. Jung.

Principalmente, mas não só, o recorte epistemológico proposto por Kant a partir do seu idealismo transcendental com as noções de fenômeno e coisa em si. Como a dimensão da "coisa em si" não pode ser observada diretamente mas é deduzida a partir das nossas capacidade de analisar o material na consciência, a formulação kantiana coube perfeitamente na discussão empreendida por Jung acerca da hipótese do inconsciente.

E da mesma forma que Kant opera uma revolução copernicana na nossa capacidade de conhecer o mundo, deslocando o acento para o sujeito cognoscente, Jung faz o mesmo ao discutir conceitos como equação pessoal, sombra e cosmovisão ou visão de mundo, por exemplo.

É por isso que Jung também afirmou no Natureza da Psique que "ter uma cosmovisão significa formar uma imagem do mundo e de si mesmo, saber o que é o mundo e quem sou eu. Tomado ao pé da letra, isto seria exigir demais. Ninguém pode saber o que é o mundo, nem tampouco quem é ele próprio. Mas, cun grano salis, isto significa o melhor conhecimento possível" (§ 698).

Um conhecimento adequado destes fatos nos permite uma maior humildade intelectual sobre o mundo (as pessoas, nossos pacientes) e sobre nós, e um antídoto contra a massificação e alienação tão comuns hodiernamente.

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Anderson Santiago da Silva
Psicólogo (CRP 02/181788), professor universitário, supervisor clínico, especialista em Psicologia junguiana com enfoque na clínica e co-autor de livros sobre psicologia analítica e suicídio

📝 DICA DE LIVRO📚 ENSAIO SOBRE A DÁDIVA: forma e razão da troca nas sociedades arcaicas👤 Autor: Marcel Mauss 📚 Editora Ma...
11/12/2025

📝 DICA DE LIVRO

📚 ENSAIO SOBRE A DÁDIVA: forma e razão da troca nas sociedades arcaicas
👤 Autor: Marcel Mauss
📚 Editora

Marcel Mauss é conhecido por ter sido um dos fundadores da antropologia social francesa e ser considerado o "pai da etnologia francesa", além de ativo colaborador da revista L'Année sociologique e ser sobrinho do famoso "pai da sociologia moderna" Émile Durkheim. Não é possível ignorar também sua influência sobre a antropologia estrutural a partir de figuras como Claude Lévi-Strauss.

Nesta obra, Mauss aborda a dádiva como uma "fato social total" que abrange dimensões religiosas, jurídicas, econômicas e morais. Seu objetivo é evidenciar como a troca de presentes é mais do que um gesto simples ao estabelecer laços sociais, obrigações e significados profundos.

Em suas palavras, "(...) o que eles trocam não são exclusivamente bens e riquezas, móveis e imóveis, coisas úteis economicamente. São sobretudo amabilidades, banquetes. Ritos, serviços militares, mulheres, crianças, danças, festas, feiras, dos quais o mercado é apenas um dos momentos e nos quais a circulação de riquezas é apenas um dos termos de um contrato muito mais geral e permanente. Por fim, essas prestações e contraprestações se dão de uma forma bastante voluntária, por meio de presentes e regalos, embora sejam, no fundo, rigorosamente obrigatórias, sob pena de guerra privada ou pública" (p. 13-14).

Ótima leitura!

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Anderson Santiago da Silva
Psicólogo (CRP 02/181788), professor universitário, supervisor clínico, especialista em Psicologia junguiana com enfoque na clínica e co-autor de livros sobre psicologia analítica e suicídio

Endereço

Rua Do Giriquiti, 140, Sala 301, Empresarial Giriquiti, Boa Vista
Recife, PE
50070010

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