Plano de cuidados

Plano de cuidados O plano de cuidados objetiva oferecer informações e dicas de saúde.

10/11/2019

Dica do dia:

Dietas com baixo teor de carboidratos tornaram-se cada vez mais populares como uma estratégia de saúde e perda de peso.
Embora estudos de curto prazo apoiem dietas pobres em carboidratos para perda de peso, os efeitos sobre a mortalidade não são conhecidos.

Dois estudos observacionais sugerem que tanto a alta quanto a baixa ingestão de carboidratos estão associadas ao aumento da mortalidade. No grande estudo multinacional PURE, dietas ricas em carboidratos foram associadas com aumento da mortalidade, enquanto uma revisão de grandes estudos de uma amostra de pacientes nos EUA e Europa mostrou que baixa ingestão de carboidratos estava associada a aumento de mortalidade.

A revista médica The Lancet Public Health publicou recentemente um artigo relatando os resultados do estudo observacional Atherosclerosis Risk in Communities (ARIC), que tentou avaliar os dois assuntos em mais detalhes. Neste estudo observacional, mais de 15.400 pessoas nos Estados Unidos foram acompanhadas por 25 anos. Informações nutricionais foram colhidas de entrevistas que incluíram um questionário de frequência alimentar de 61 itens no início e novamente em 6 anos, com foco na avaliação da fonte ou qualidade de proteínas e gorduras consumidas em dietas pobres em carboidratos.

Dietas com baixa quantidade de carboidratos ( 70% das calorias) em carboidratos foram associadas com o aumento da mortalidade, enquanto consumidores moderados de carboidratos (50% -55% das calorias) tiveram o menor risco de mortalidade.

Este estudo se encaixa na narrativa de que "moderação é fundamental". Pode ser que os carboidratos precisem ser consumidos acima de um nível mínimo para fornecer energia para o exercício e evitar o consumo excessivo de gordura e proteína, e o excesso de carboidratos aumenta o risco de doenças como obesidade e diabetes.

Fonte:
1. Nordmann AJ, Nordmann A, Briel M, et al. Effects of low-carbohydrate vs low-fat diets on weight loss and cardiovascular risk factors: a meta-analysis of randomized controlled trials. Arch Intern Med. 2006;166:285-293. Abstract

2. Dehghan M, Mente A, Zhang X, et al; Prospective Urban Rural Epidemiology (PURE) study investigators. Associations of fats and carbohydrate intake with cardiovascular disease and mortality in 18 countries from five continents (PURE): a prospective cohort study. Lancet. 2017;390:2050-2062. Abstract

3. Noto H, Goto A, Tsujimoto T, Noda M. Low-carbohydrate diets and all-cause mortality: a systematic review and meta-analysis of observational studies. PloS One. 2013;8:e55030.

4. Seidelmann SB, Claggett B, Cheng S, et al. Dietary carbohydrate intake and mortality: a prospective cohort study and meta-analysis. Lancet Public Health. 2018 Aug 16. [Epub ahead of print]

29/10/2019

AVC

20/10/2019

Olá. Bom dia. Hoje retornamos a rotina de trabalho e/ou estudo. Qual é o seu plano de cuidados para esta semana? Se já tem ele em mente e já vem praticando exercícios e seguindo sua reeducação alimentar, continue sem perder o foco. Se ainda não começou e a decisão de fazer esta mudança de estilo de vida já foi tomada, então está na hora de por em prática.
Estabeleça as metas possíveis. Se o objetivo final é perder 10% do peso em 6 meses, isso signif**a um quilo por semana ou até menos. Compre uma balança de banheiro e se pese frequentemente. Assim você saberá se está conseguindo seguir a sua meta. Não menospreze as suas conquistas. Se você perdeu um pouco menos do que o previsto, reveja o que deu errado e retome o caminho. A maioria das pessoas que conseguiu perder e manter o peso ideal faz o controle do peso praticamente todos os dias. Faça uma planilha e anote o peso diário. Boa sorte e boa semana de trabalho.

26/07/2019

9 de junho de 2019
O fim da vitamina D para a prevenção cardiovascular
Arshed A. Quyyumi, MD, FRCP1; Ibhar Al Mheid, MD1
JAMA Cardiol. Publicado on-line em 19 de junho de 2019. doi: 10.1001 / jamacardio.2019.1906
A fascinação generalizada pela vitamina D como panacéia para a maioria das doenças, incluindo doenças cardiovasculares (DCV), é responsável por um aumento de quase 100 vezes nos te**es de vitamina D e suplementação oral na última década, principalmente em populações de baixo risco para deficiência de vitamina D. A avaliação dos níveis de vitamina D é o quinto teste de laboratório mais solicitado nos Estados Unidos, com um custo anual estimado de aproximadamente US $ 350 milhões. Este teste foi facilitado pelo advento da espectrometria de massa para a medição precisa e reprodutível da 25-hidroxivitamina D sérica (25-OH D), que tem uma meia-vida longa e reflete tanto a ingestão quanto a síntese cutânea de vitamina D. A suplementação de vitamina D é pelo menos em parte devido à má interpretação de associações epidemiológicas impressionantes entre o status de vitamina D e uma amplitude de medidas de saúde, levando a uma suposição potencialmente causadora de causalidade.
A incerteza científ**a persiste sobre a relação entre os níveis de vitamina D e o risco de doença cardiovascular (DCV). Uma pesquisa dos EUA em 2012 encontrou um uso crescente, com cerca de 19% dos entrevistados relataram tomar vitamina D, excluindo multivitaminas. Para saber mais, os pesquisadores realizaram uma meta-análise de todos os ensaios clínicos randomizados e controlados que avaliaram a eficácia da suplementação de vitamina D na prevenção cardiovascular.
Os autores identif**aram 21 estudos com 83.291 participantes (idade média de 65 anos). Os vários estudos utilizaram diferentes suplementos, incluindo os análogos de colecalciferol e vitamina D. A DCV foi o desfecho primário em apenas quatro estudos.
Em acompanhamento variando de 1 a 12 anos, a suplementação de vitamina D não mostrou efeito signif**ativo sobre eventos cardiovasculares adversos maiores, seja globalmente ou em qualquer um dos subgrupos examinados. Os suplementos também não foram associados a um efeito no infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral, mortalidade cardiovascular ou mortalidade por todas as causas.

26/07/2019

Plano de cuidados – revendo as metas
Olá! Aqui estamos nós novamente. Hoje é sexta feira. E aí, como foi a semana? O que conseguiu no seu plano de cuidados.
Se fez tudo o que estava previsto, parabéns e vamos em frente.
Se não fez nada em seu plano de cuidados, está na hora de rever as metas e estabelecer um prazo para iniciar. Sucesso é o resultado de 90% de transpiração e 10% de talento. Você não alcançara as metas definidas se não iniciar a mudança.
Curta o seu final de semana com moderação.

16/01/2019

Os efeitos colaterais mais comum das estatinas são os sintomas musculares (mialgia, fadiga, câimbras). Mas também não é infrequente o paciente ambulatorial referir dores/desconfortos musculares mesmo quando não estão usando nenhum tipo de medicação. Como dizer, então, que aquele desconforto muscular referido pelo paciente é ou não secundário ao uso de estatinas? Através da dosagem de creatinoquinase (CK ou CPK), correto? Não!! A CK encontra-se normal na grande maioria dos pacientes com sintomas musculares secundários ao uso de estatinas.

Dica para diferenciar: o diagnóstico de sintomas musculares associados ao uso de estatina é CLÍNICO.

Ou seja, são basicamente dados da história clínica do paciente que vão permitir fechar o diagnóstico. Há um escore que leva em conta 4 aspectos para classif**ar o diagnóstico como provável ou não. Resumindo, os 4 pontos são:

1- localização da dor. O mais típico é que a dor seja simétrica e acometa a região da coxa/quadril. Em segundo grau de frequência, há a dor que ocorre de forma simétrica em panturrilhas ou em ombros.
Dores assimétricas não são típicas de estatinas.

2- tempo de surgimento dos sintomas após a introdução da estatina.
Quanto mais precoce for o surgimento dos sintomas, mais provável de ser decorrente da medicação. Assim, geralmente os sintomas aparecem nas primeiras 4 semanas da introdução da estatina.
Sintomas que surgem após meses de uso da estatina são bem menos comuns.

3- tempo de melhora após suspensão da medicação. Quanto mais rápido desaparecerem os sintomas após suspensão da estatina, mais típico. Assim, o normal é que dentro das primeiras 2 semanas após a retirada da medicação o paciente já relate melhora relevante. Sintomas que demoram mais de um mês para regredirem falam contra o diagnóstico.

4- tempo de surgimento após reintrodução da estatina. Quanto mais rápido retornarem os sintomas após a reintrodução da estatina, mais provável é que os mesmo sejam secundários ao uso da droga. Normalmente eles retornam nas primeiras semanas após o reinício da estatina.

A escala coloca uma pontuação específ**a para cada ponto mas isto termina f**ando pouco prático para fazer no consultório. Mas pelas características acima colocadas f**a fácil de saber se um determinado caso segue ou não os critérios clínicos para que possamos atribuir os sintomas ao uso de estatinas ou não.

Referência: Thompson PD et al. Statin-Associated Side Effects. J Am Coll Cardiol

Outubro Rosa
30/09/2018

Outubro Rosa

12/03/2018

O que é o colesterol elevado?
O colesterol é um tipo de gordura (lipídio) no seu sangue. As células precisam de colesterol, e seu corpo produz o que precisa, mas você também encontra colesterol nos alimento que você come.
Se você tem muito colesterol, ele começa a acumular-se em suas artérias. Isto é chamado de endurecimento das artérias, ou aterosclerose. Geralmente é um processo lento, que piora à medida que envelhecemos.
Para entender o que acontece, pense como uma obstrução na tubulação sob a pia da cozinha. Como o acúmulo de gordura na tubulação, o acúmulo de colesterol restringe suas artérias e torna mais difícil para o sangue fluir através delas. Ela reduz a quantidade de sangue que chega aos seus tecidos, incluindo o coração e cérebro. Isso pode levar a problemas graves, incluindo ataques cardíacos e derrames.

Quais são os sintomas?
O colesterol alto não faz você se sentir doente e não causa sintomas.
O que faz elevar o colesterol?
Muitas coisas podem causar colesterol alto, incluindo:
1. Os alimentos que você come. Comer muita gordura saturada, gordura trans e colesterol pode aumentar seu colesterol.
2. Estar acima do peso e sedentário.
3. História familiar. Se os membros da sua família têm ou tiveram níveis elevados de colesterol, você também pode tê-lo.
4. Doenças como o hipotireoidismo pode aumentar o colesterol.

Fonte:
American College of Preventive Medicine
455 Massachusetts Avenue NW, Suite 200

A próxima semana será a semana mundial do rim
03/03/2018

A próxima semana será a semana mundial do rim

25/02/2018

Doença hepática gordurosa não alcoólica (DHGNA) é uma entidade clínica patológica na qual ocorre excessivo acúmulo de triglicerídeos no fígado. Esteato-hepatite não alcoólica (EHNA) representa a forma inflamatória que pode levar à fibrose avançada, cirrose e hepatocarcinoma (câncer de fígado).
Estudos epidemiológicos têm revelado que a DHGNA é um problema de saúde pública, acometendo 20-40% dos indivíduos testados na dependência da prevalência da obesidade na população estudada.
A grande importância da DHGNA é o seu potencial evolutivo para formas inflamatórias fibrosantes, e potencialmente para cirrose hepática e até mesmo carcinoma hepatocelular (CHC). Enquanto uma esteatose isolada é benigna na imensa maioria dos casos, a EHNA pode evoluir em duas décadas para cirrose em até 20% dos pacientes (Matteroni, 1999). EHNA é considerada, hoje, uma importante causa de cirrose criptogênica (de causa indeterminada). DHGNA é considerada uma manifestação da doença metabólica, e sua prevalência eleva-se substancialmente com o aumento do índice de massa corporal (IMC) e na presença de diabetes mellitus. Assim, IMC > 35 e diabetes mellitus são considerados fatores de risco da evolução de esteato-hepatite para a cirrose.
Estudo da Associação de Cardiologia Americana, selecionou pacientes com síndrome metabólica e esteatose e elevação das enzimas hepáticas para receber tratamento com mudança do estilo de vida (dieta e atividade física) e tratamento dos componentes da SM (atorvastatina nas dislipidemias, metformina para os intolerantes à glicose, anti-hipertensivos e orlistat para obesos). Ao final de 42 meses de seguimento, houve redução signif**ante dos eventos cardiovasculares esperados e resolução da DHGNA em cerca de 80% dos casos. Também sabemos que esses pacientes estão mais sujeitos a evoluir para o diabetes mellitus e já estão demonstrando que modif**ações no estilo de vida (dieta e exercícios) e a metformina, além de reduzir signif**ativamente a esteatose, também reduz o risco de progressão para diabetes.
Os pacientes com esteato-hepatite, sem ou com fibrose inicial, também respondem à dieta e à atividade física, mas podem se beneficiar do tratamento com dr**as que ainda não apresentam nível de evidência científ**a comprovada como o Ômega 3, probióticos para aqueles com dispepsia fermentativa, antilipêmicos, para os que apresentam hipertrigliceridemia ou hipercolesterolemia etc. Pacientes com fibrose avançada são os pacientes que requerem o tratamento com hepatologista. Estudo no Reino Unido mostra que, em período médio de evolução de 50 meses, 11% evoluíram para óbito, 3% foram transplantados e 8% desenvolveram CHC.
Finalmente, os estudos mostram que a cirurgia bariátrica é indicada para o tratamento dos pacientes com DHGNA e obesidade mórbida.
Fonte: Sociedade Brasileira de Hepatologia

05/02/2018

Estamos chegando ao período de carnaval. Muitos cultuam o hábito de brincar, e alguns, curtem o carnaval para valer. Muito esforço, muita bebida, pouco sono e isso por 3-4 dias.
Se você é portador de doença arterial coronária, é diabético, fumante ou hipertenso, o risco de ocorrer algum problema cardíaco é maior do que na população geral. Muitas pessoas que estão dentre estes grupos de risco não tem sintomas, mas isso não quer dizer que não tenha problemas cardíacos ou que não tenham risco de apresentar algum problema.
Desta forma, se você enquadra-se em algum desses grupos, não realizou uma avaliação cardíaca nos últimos 12 meses, ou vem apresentando algum sintoma de dor, queimor, ou ardor no peito associado ao esforço físico, procure seu médico antes de entrar na farra.
Ainda há tempo. Prevenir é sempre mais simples e barato do que remediar.
Bom carnaval.

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Recife, PE

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Terça-feira 08:00 - 18:00
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