26/02/2026
Eu confundia silêncio com maturidade.
Achava que ceder mantinha a paz.
Que evitar conflito era prova de amor.
E que, aos poucos, eu fui f**ando menor dentro da própria casa.
Não foi de uma vez.
Foi em detalhes.
Em decisões que eu deixava passar.
Em limites que eu flexibilizava.
Em opiniões que eu guardava.
Eu continuava presente.
E já não estava inteiro.
Ter voz não foi aprender a confrontar.
Foi parar de me abandonar.
Não precisei levantar o tom.
Precisei sustentar o que eu sentia sem me esconder.
O casamento não pede um homem agressivo.
Pede um homem presente.
E presença começa por dentro.