Flavio Maciel - Fisioterapeuta

Flavio Maciel - Fisioterapeuta Informações técnicas e científicas relacionadas à Fisioterapia Respiratória, Cardiovascular e

“Primeiro, não causar mais danos.” No paciente com trauma craniano, esse princípio se aplica tanto ao cérebro quanto aos...
06/02/2026

“Primeiro, não causar mais danos.” No paciente com trauma craniano, esse princípio se aplica tanto ao cérebro quanto aos pulmões. Mas e se a proteção de um significasse agredir o outro?

Ventilar um paciente com lesão cerebral aguda (LCA) é um dos maiores desafios na UTI. Não estamos tratando apenas um órgão, mas sim um complexo e delicado sistema interligado.

O “crosstalk” cérebro-pulmão significa que nossas estratégias ventilatórias podem ser tanto o remédio quanto o veneno.

Cada parâmetro que ajustamos no ventilador mecânico - PEEP, volume corrente, frequência respiratória — tem um impacto direto e, por vezes, contraditório na pressão intracraniana (PIC) e na perfusão cerebral.

🤯 O dilema é real: uma manobra para proteger o pulmão pode agravar a lesão neurológica. A hipercapnia permissiva, benéfica na SDRA, pode ser catastrófica para um cérebro com baixa complacência. A hipocapnia para “baixar a PIC” pode causar isquemia.

Este carrossel, baseado no artigo de revisão de Al Sharie et al. (2025), detalha essa interação complexa. O objetivo não é dar respostas fáceis, mas sim aprofundar o raciocínio fisiológico para uma tomada de decisão mais segura e individualizada à beira-leito.

O manejo ventilatório moderno exige mais do que seguir protocolos; exige um profundo entendimento da fisiologia individualizada.

Já salvou para consultar no próximo plantão?

Referência Principal: Al Sharie S, et al. Bridging brain and lung: optimizing mechanical ventilation in acute brain injury. J Anesth Analg Crit Care (2025).

Obesidade e hipercapnia não são acaso.Pacientes com obesidade apresentam um conjunto de alterações que favorecem a reten...
05/02/2026

Obesidade e hipercapnia não são acaso.

Pacientes com obesidade apresentam um conjunto de alterações que favorecem a retenção de CO₂ e a falha ventilatória:

🔹 Redução dos volumes pulmonares
🔹 Aumento do trabalho respiratório
🔹 Baixa complacência da parede torácica
🔹 Hipoventilação, especialmente durante o sono
🔹 Maior produção metabólica de CO₂
🔹 Alterações no controle ventilatório

O resultado?

👉 Ventilação ineficiente.
👉 PaCO₂ elevada.
👉 Maior risco de descompensação.

Por isso, tratar a hipoxemia nesses pacientes apenas com oxigênio é um erro.

Sem entender esses mecanismos, você:

❌ Subestima a necessidade de VNI
❌ Ajusta mal a PEEP
❌ Ignora limitação ao fluxo aéreo
❌ Erra na estratégia pós-extubação
❌ Aumenta o risco de falha terapêutica

📚 A evidência é clara:
O sucesso no manejo da síndrome da hipoventilação da obesidade depende do domínio das bases fisiológicas.

⚠️ Ventilação mecânica não é protocolo.
É raciocínio clínico guiado pela fisiologia.

E é exatamente isso que diferencia o operador do especialista.

🚀 Quer dominar, de verdade, a Fisiologia Aplicada à Terapia Ventilatória?

👉 Inscreva-se agora no meu curso.
🔗 Link:

Essa pergunta, por si só, já entrega o erro conceitual. 👇O paciente com DPOC recém-extubado apresenta alto risco para de...
03/02/2026

Essa pergunta, por si só, já entrega o erro conceitual. 👇

O paciente com DPOC recém-extubado apresenta alto risco para desenvolver novo episódio de IRpA e ter insucesso de extubação.

Portanto, a VNI não é um “tempo que você deixa”.
👉 É uma estratégia ativa.

Você não “deixa” o paciente na VNI.
Você expõe deliberadamente o paciente ao maior tempo possível de VNI nas primeiras 24 horas pós-extubação, com:

✔️ Monitorização rigorosa
✔️ Ajustes finos para reduzir assincronias
✔️ Minimização de vazamentos
✔️ Foco absoluto em conforto e adesão
✔️ Interrupções apenas quando clinicamente indicadas

⚠️ VNI profilática não é 1–2 horinhas.
Esse modelo intermitente, sem critério, não previne falha de extubação e ainda cria uma falsa sensação de segurança.

📌 A evidência é clara:
👉 Em pacientes DPOC e outros grupos de alto risco, a aplicação precoce e prolongada da VNI pós-extubação reduz insuficiência respiratória, reintubação e mort*lidade.

💡 Mudar o conceito muda o desfecho.
E isso separa quem “usa equipamento” de quem faz estratégia ventilatória de verdade.

Compartilha com quem ainda acha que é “só deixar na VNIzinha por 2 horinhas”.

Esse equilíbrio é essencial.A garantia de uma adequada oxigenação exige uma boa relação V/Q (Ventilação/Perfusão)!E o qu...
02/02/2026

Esse equilíbrio é essencial.

A garantia de uma adequada oxigenação exige uma boa relação V/Q (Ventilação/Perfusão)!

E o que é V/Q?

É a proporção entre o volume de ar que entra nos alvéolos (ventilação) e o sangue que passa pelos capilares pulmonares (perfusão).

Em condições normais, essa relação é de aproximadamente 0,8 - o equilíbrio perfeito para a troca gasosa.

Mas existem defeitos extremos:

🔵 SHUNT (V/Q = 0): Quando os alvéolos não recebem ar (ex: pode ocorrer em pneumonias), o sangue passa sem ser oxigenado.

🔴 ESPAÇO MORTO (V/Q = ∞): Quando não há fluxo sanguíneo (ex: embolia pulmonar), o ar inspirado é “desperdiçado”.

E há também, distúrbios intermediários:

⚠️HIPOVENTILAÇÃO (V/Q ↓): Ventilação reduzida com perfusão normal.

⚠️ HIPOPERFUSÃO (V/Q ↑): Ventilação normal com perfusão reduzida.

Esses distúrbios intermediários são mais comuns na prática clínica e respondem melhor ao tratamento!

Você domina esse e todos os outros aspectos da Fisiologia Pulmonar?

Por que isso importa?

Entender a relação V/Q é fundamental para diagnosticar e tratar diversas doenças respiratórias ou que afetam a função pulmonar.

Então clica agora no link e vem para o meu Curso de Fisiologia Pulmonar Aplicada à Terapia Ventilatória.

💡 Aproveita e compartilha este post para ajudar mais pessoas!

Era 20h30, o plantão noturno tava iniciando, quando a emergência ligou:“Paciente, 45 anos, suspeita de Pneumonia grave, ...
01/02/2026

Era 20h30, o plantão noturno tava iniciando, quando a emergência ligou:
“Paciente, 45 anos, suspeita de Pneumonia grave, SpO₂ 82% com máscara não-reinalante a 15 L/min, FR 38 ipm, exausta.

O que fazemos quando ela chegar na UTI?

Anos atrás, a resposta seria intubação imediata ou VNI.
Hoje, temos uma ferramenta poderosa: Oxigenoterapia de Alto Fluxo (HFNO).

Em 20 minutos com HFNO (60 L/min, FiO₂ 80%), a resposta foi clara:
FR ↓ para 28 ipm, SpO₂ ↑ para 94%, paciente confortável, falando e bebendo água.
ROX index após 2h: 5,2 → excelente preditor de sucesso.

Essa é a revolução silenciosa da HFNO.
Não é “mais oxigênio”. É fisiologia aplicada.

🔬 POR QUE FUNCIONA?
HFNO combina fluxo alto, aquecimento e umidificação para gerar efeitos-chave:
• Entrega precisa de FiO₂ (menos diluição com ar ambiente)
• Washout de CO₂ do espaço morto
• Geração de PEEP funcional (~1–4 cmH₂O)
• Redução do trabalho respiratório
• Conforto superior e melhor tolerância

📌 QUANDO USAR?
A evidência é consistente: HFNO é primeira linha na insuficiência respiratória hipoxêmica aguda, reduzindo intubação em ~15–20% e, em subgrupos, mortalidade (inclusive C*VID-19).

⚠️ Em hipercapnia com acidose (pH < 7,35), VNI em binível segue como escolha inicial. HFNO pode ser usada entre sessões, para conforto e oxigenação.

📊 ROX INDEX: NÃO IGNORE
(SpO₂/FiO₂)/FR
• ROX ≥ 4,88 → alta chance de sucesso
• ROX < 3,85 (12h) → alto risco de falha
• ROX < 2,85 (2h) → alto risco de falha

Ferramenta simples que evita o erro mais grave: atrasar a intubação.

⏱️ OS PRIMEIROS 60 MINUTOS DECIDEM
Monitorize FR, SpO₂, esforço respiratório e consciência.
Sem melhora rápida? Escale.
HFNO mal indicada pode favorecer P-SILI.

🎯 LIÇÃO CLÍNICA
HFNO não é “ponte”. É terapia de primeira linha, quando bem indicada, bem monitorada e integrada ao raciocínio clínico.

Conforto, precisão e evidência salvam vidas.

💾 Salve agora! Você vai precisar!

📚Referências:
Ricard JD et al. Intensive Care Med, 2020 Maggiore SM et al. Intensive Care Med, 2023
Rezoagli E et al. Critical Care, 2025

Era 3h da manhã quando o telefone da UTI tocou.Homem, 68 anos. Dispneia súbita, ortopneia, SpO₂ 78%, estertores bilatera...
31/01/2026

Era 3h da manhã quando o telefone da UTI tocou.
Homem, 68 anos. Dispneia súbita, ortopneia, SpO₂ 78%, estertores bilaterais. Exausto.

Em 10 minutos lá estava eu ao lado do paciente no leito 05 da UCO.
Cena clássica de edema agudo pulmonar cardiogênico.
Tomei a decisão que muda tudo: Iniciei VNI.
⏱️ 15 min → FR 38 → 22 ipm
⏱️ 30 min → SpO₂ 94%
⏱️ 1 h → paciente conversando. Sem intubação.

Isso não é sorte. É fisiologia aplicada.

🔬 Por que a VNI funciona no EAP?
Quando a pressão capilar pulmonar sobe (>25 mmHg), o líquido invade os alvéolos → hipoxemia + esforço extremo.

A VNI quebra esse ciclo por 3 vias:
1️⃣ Hemodinâmica: ↓ pré-carga e ↓ pós-carga do VE
2️⃣ Respiratória: PEEP estabiliza alvéolos, reduz shunt e melhora V/Q
3️⃣ Metabólica: ↓ trabalho respiratório em até 50%

⚡ CPAP ou Binível?
🔹 CPAP (≈10 cmH₂O) → hipoxemia sem fadiga e sem hipercapnia
🔹 Binível (ex: IPAP 22 / EPAP 10) → hipercapnia ou fadiga evidente

Mas não ha receita tá? Individualize.

Pergunta-chave: tem hipercapnia?
➡️ Sim: Binível | Não: CPAP pode bastar.

⏱️ Os primeiros 60 minutos decidem tudo
✅ Sucesso: FR ↓, SpO₂ >92%, conforto, pH melhora
❌ Falha: FR >25, SpO₂ 5

Falhou? Intube.
Insistir em VNI que não funciona aumenta mort*lidade.

💊 VNI não é monoterapia
Ela potencializa:
• Diuréticos
• Nitratos
• Inotrópicos (se choque)

🎯 Aprendizado de UTI
✔️ Comece cedo
✔️ Ajuste bem a máscara
✔️ Explique ao paciente
✔️ Monitore obsessivamente
✔️ Tenha humildade para intubar

📚 Referência: Tetaj N et al. Respiratory Support in Cardiogenic Pulmonary Edema: Clinical Insights from Cardiology and Intensive Care. J Cardiovasc Dev Dis. 2026;13(1):54.

Agora é com você:

📌 Salve este post.
Você vai precisar dele às 3h da manhã.

Você já perdeu horas tentando desmamar um paciente que “parecia pronto”?A decisão de desmamar um paciente da ventilação ...
29/01/2026

Você já perdeu horas tentando desmamar um paciente que “parecia pronto”?

A decisão de desmamar um paciente da ventilação mecânica é um dos momentos mais críticos na UTI.

Desmamar cedo demais aumenta o risco de reintubação e complicações. Desmamar tarde demais prolonga a VM desnecessariamente, elevando custos e riscos de pneumonia associada ao ventilador.

A pergunta que todo intensivista deve fazer diariamente: meu paciente está REALMENTE pronto?

A literatura científica é clara: a avaliação diária estruturada de prontidão para desmame é, por si só, um preditor de sucesso. Mas quais critérios realmente importam?

Nas imagens eu destaco alguns critérios essenciais, segundo Shah NM, Hart N, Kaltsakas G (Prolonged weaning from mechanical ventilation: who, what, when and how? Breathe. 2024;20:240122) que você precisa avaliar:

Eles incluem dados clínicos, status cardiovascular, oxigenação e metabolismo, função pulmonar e equilíbrio eletrolítico.

Por que isso importa na prática?

Estudos mostram que 65% dos pacientes desmamam em < 24h quando avaliados adequadamente, mas 31% ainda falham no desmame por avaliação inadequada. A diferença? Sistematização.

O segredo não está em um único parâmetro perfeito, mas na avaliação integrada de todos os critérios.

Cada parâmetro conta uma parte da história fisiológica do seu paciente. A força muscular respiratória (Pimáx), o drive ventilatório (FR), a eficiência ventilatória (IRRS) e a estabilidade hemodinâmica formam o quebra-cabeça completo.

💡 Dica prática: Transforme essa avaliação em um checklist diário na sua rotina de UTI. A consistência na avaliação reduz variabilidade e melhora desfechos.

📌 Salve este carrossel e use como referência rápida no seu plantão.

CNAF: da teoria à prática clínica avançada.A Cânula Nasal de Alto Fluxo (CNAF) é hoje uma ferramenta central no manejo d...
28/01/2026

CNAF: da teoria à prática clínica avançada.

A Cânula Nasal de Alto Fluxo (CNAF) é hoje uma ferramenta central no manejo da insuficiência respiratória — mas seu impacto real depende de ir além do básico.

Este guia visual reúne evidências recentes e apresenta uma abordagem multidimensional, focada em otimização fisiológica, segurança e tomada de decisão clínica.

🔧 O sucesso da CNAF começa pela personalização dos parâmetros:

📌 Fluxo
Ajuste para o máximo tolerado, buscando uma relação fluxo ofertado/PFIT entre 1,0–1,7.
Em pacientes com IRpA, o PFIT costuma girar em torno de 30 L/min — inicie nesse valor e titule.

📌 FiO₂
Titulação precisa é fundamental:
• SpO₂ 92–96% em pacientes hipoxêmicos
• SpO₂ 88–92% em hipercápnicos
Oxigenação adequada, sem hiperóxia.

📌 Temperatura
Use a mais alta tolerada, maximizando conforto e umidificação.

📌 Interface
O tipo de cânula importa:
• Prongas maiores em hipoxêmicos
• Assimétricas em pacientes com maior drive
→ melhor lavagem de CO₂ e menor trabalho respiratório.

🫁 Ajustes corretos geram benefícios fisiológicos diretos:

✅ Aumento da CRF (efeito limitado pela baixa PEEP)
✅ Estabilização da FiO₂ alveolar
✅ Maior lavagem de CO₂ do espaço morto
✅ Mais conforto e melhor umidificação
✅ Melhora da reologia do muco

📊 Monitorização deve ser escalonada conforme gravidade e cenário:

• Avançada: TIE, pressão esofágica
• UTI: gasometrias arteriais
• Fora da UTI: Índice ROX (SpO₂/FiO₂/FR) + avaliação clínica
(uso de musculatura acessória, dispneia, padrão respiratório)

🚨 Atenção:
A detecção precoce da falha da CNAF é crítica. Atrasar a intubação está associado a piores desfechos.

Este infográfico integra ajustes terapêuticos, fisiologia e monitorização dinâmica, reforçando o uso individualizado da CNAF na prática clínica.

👉 Já salva pra consultar no dia a dia.

📚 Referência
Roca O, Li J, Mauri T. High-flow nasal cannula: evolving practices and novel clinical and physiological insights. Intensive Care Medicine. 2024;50(5):758–761.

A ventilação mecânica intraoperatória também precisa ser individualizada.Se começar errado, o desfecho dificilmente será...
27/01/2026

A ventilação mecânica intraoperatória também precisa ser individualizada.

Se começar errado, o desfecho dificilmente será o melhor.

Mais de 230 milhões de pacientes são submetidos à anestesia geral com ventilação mecânica todos os anos. Milhões desenvolvem complicações pulmonares pós-operatórias (CPP), com impacto direto na morbidade e mortalidade perioperatória.

A boa notícia? A ciência evoluiu.
Não estamos mais presos a protocolos rígidos e genéricos. A ventilação intraoperatória moderna é uma prática guiada pela fisiologia, onde cada paciente exige uma estratégia própria.

Segundo Schaefer, Tenge & Futier (Intensive Care Medicine, 2026), estes são os 10 princípios de ouro da ventilação mecânica intraoperatória:

1️⃣ Proteção pulmonar é a regra – Estratégias protetoras reduzem CPP em até 60%.
2️⃣ Adeus “one-size-fits-all” – Complacência, resposta à PEEP e características individuais importam.
3️⃣ Driving Pressure é seu guia – DP = Platô − PEEP. Forte preditor de VILI.
4️⃣ Titule a PEEP – Valores fixos falham. PEEP 5 cmH₂O é inadequada em até 77% dos pacientes.
5️⃣ Volume corrente consciente – 8 mL/kg é ponto de partida, não objetivo. Busque a menor DP.
6️⃣ Monitore a pressão de platô – Use pausa inspiratória e mantenha DP em faixa segura (≈11–14 cmH₂O).
7️⃣ Modere a FR – Frequência elevada aumenta carga ventilatória e risco de lesão.
8️⃣ Evite a hiperoxia – Use a menor FiO₂ necessária. >80–90% aumenta toxicidade (“chemical power”).
9️⃣ Minimize a potência mecânica – Volume, pressão, fluxo e FR importam. Menos energia, mais proteção.
🔟 Cuidado contínuo na transição – A proteção não termina na cirurgia. Ela continua na UTI.

A diferença entre sair do centro cirúrgico com pulmões preservados ou evoluir com CPP graves está em decisões tomadas minuto a minuto durante a ventilação intraoperatória.

Individualizar não é opcional. É dever.

📚 Schaefer MS, Tenge T, Futier E. How to set the ventilator during surgery? Intensive Care Medicine, 2026.
🚀 Compartilhe, mais conhecimento hoje significa pacientes mais seguros amanhã.

Por que 1 em cada 5 pacientes FALHA no desmame da ventilação mecânica? 🫁O desmame prolongado é um dos maiores desafios d...
25/01/2026

Por que 1 em cada 5 pacientes FALHA no desmame da ventilação mecânica? 🫁

O desmame prolongado é um dos maiores desafios da UTI, e os números são alarmantes:

📊 O Problema:
• 20% dos pacientes necessitam desmame difícil ou prolongado
• Mort*lidade em 1 ano: 40-75%
• Custo hospitalar 3x maior
• 50% permanecem dependentes de VM após 1 ano

🔍 A Fisiopatologia:
O desmame falha quando há desequilíbrio entre:
• CARGA respiratória aumentada
• CAPACIDADE muscular reduzida
• DRIVE respiratório diminuído

💡 Estratégias Baseadas em Evidências:
✅ VNI como ponte no desmame (especialmente em DPOC)
✅ Traqueostomia em casos de múltiplas falhas e VM prolongada
✅ CNAF ou VNI para prevenir falha pós-extubação
✅ Abordagem multidisciplinar coordenada

🎯 Sinais de Alerta Precoce:
• Falha em sustentar PSV por 24h → risco 2x maior
• pH arterial baixo pré-desmame
• Idade > 65 anos
• Disfunção ventricular esquerda
• APACHE II elevado

🤝O manejo do desmame prolongado exige uma equipe multidisciplinar experiente e protocolos bem estabelecidos. Cada intervenção deve ser individualizada e baseada em evidências sólidas.

📚 Referência: Shah NM, Hart N, Kaltsakas G. Prolonged weaning from mechanical ventilation: who, what, when and how? Breathe 2024; 20: 240122.

💾 SALVE este post para revisar sempre que precisar!

P-SILI: você precisa saber lidar com a lesão pulmonar auto-infligida na SDRAVocê sabia que na Síndrome do Desconforto Re...
24/01/2026

P-SILI: você precisa saber lidar com a lesão pulmonar auto-infligida na SDRA

Você sabia que na Síndrome do Desconforto Respiratório Agudo (SDRA), o próprio esforço respiratório do paciente pode agravar a lesão pulmonar? 🫁

Este fenômeno é conhecido como P-SILI (Patient-Self Inflicted Lung Injury) e representa um dos maiores desafios no manejo de pacientes críticos.

Neste carrossel, você vai descobrir:

✅ O paradoxo da respiração espontânea na SDRA grave
✅ Os mecanismos ocultos: Pendelluft e lesão microvascular
✅ Ferramentas inovadoras para detectar P-SILI
✅ Estratégias práticas de manejo e proteção pulmonar

📌 SALVE este carrossel. Eu te garanto que ele vai te ajudar no manejo de pacientes com SDRA!

O conhecimento sobre P-SILI pode fazer toda a diferença na sua prática à beira do leito e potencialmente salvar vidas.

📚A referência bibliográfica completa tá no último card.😉

Endereço

Santevie Centro De Saúde E Bem Estar, Rua General Joaquim Ignácio, 830, Empresarial The Plaza, Salas 1507 A 1510
Recife, PE
50070-495

Notificações

Seja o primeiro recebendo as novidades e nos deixe lhe enviar um e-mail quando Flavio Maciel - Fisioterapeuta posta notícias e promoções. Seu endereço de e-mail não será usado com qualquer outro objetivo, e pode cancelar a inscrição em qualquer momento.

Entre Em Contato Com A Prática

Envie uma mensagem para Flavio Maciel - Fisioterapeuta:

Compartilhar

Share on Facebook Share on Twitter Share on LinkedIn
Share on Pinterest Share on Reddit Share via Email
Share on WhatsApp Share on Instagram Share on Telegram

Categoria