Benéria Donato

Benéria Donato Desenvolvemos atividades acadêmicas e clínicas desde 1997 com o objetivo de oferecer serviços de PSY.

27/02/2026
Ao dizer que o nosso cérebro tem viés de negatividade, isso não significa que ele só tenha esse viés.  Ok? Claro que não...
26/02/2026

Ao dizer que o nosso cérebro tem viés de negatividade, isso não significa que ele só tenha esse viés. Ok? Claro que não! Porém, precisamos lembrar que do ponto de vista evolutivo, ameaças tendem a receber prioridade atencional e emocional.

Existe, sim, o viés otimista para além do negativo: que inclusive leva a tendência a acreditar que coisas ruins são menos prováveis de acontecer conosco.

Entretanto em publicações que envolvem notícias ruins, ativamos mais no viés de negatividade. Em contexto específico, o viés de negatividade é o mecanismo mais relevante:

por que notícias trágicas engajam mais; por que ativam mais emocionalmente; por que se espalham mais rápido.

Nosso cérebro tende a priorizar ameaças. Temos maior sensibilidade neural a estímulos negativos. A mente humana reage mais intensamente a sinais de perigo. É isso. E é assim!

Resumidamente, do ponto de vista evolutivo, o cérebro humano foi moldado para detectar ameaças com rapidez, o que explica por que conteúdos negativos capturam mais atenção.

Digo isso, questiono as razões para termos cuidado e curadoria consciente e constantemente em prol da saúde mental?

Estados emocionais repetidos moldam percepção de mundo.

Exposição constante a ameaça induz a perceber o mundo como perigoso. Exposição equilibrada com percepção também de virtude induz a perceber o mundo como complexo, porém também cooperativo, por exemplo.

A elevação moral aumenta:
esperança realista
senso de autoeficácia
confiança social

Saiba que a confiança social é um dos maiores preditores de bem-estar coletivo. E agora, como pode ser proteger e ajudar?

24/02/2026

Uma pequena amostra de vários ângulos, dias, horários, professores, ritmos, enfim, o ano só está começando e se você ainda não experimentou, vem logo, pois vida é movimeno 🚲 .recife.boaviagem .personal

23/02/2026

Era uma vez uma pergunta que parecia simples… mas não era...

Perceberam que não era apenas uma pergunta "esportiva"?

Era identitária, pois a pergunta não tratava apenas de desempenho esportivo. Ela tocava em: pertencimento, nacionalidade, lealdade e identidade cultural.

Eileen Gu é uma atleta com identidade multicultural. Ao perguntar se suas medalhas foram “ouro perdido”, a jornalista abre um espaço para pensarmos que estava implicitamente questionando:�“Você deveria escolhido algo diferente?”
Isso desloca o foco da competência esportiva para a identidade pessoal.
E, sinceramente, identidade é uma das áreas mais sensíveis da psicologia humana.

A pergunta também era política: pois nacionalidade, representação olímpica e escolhas de país carregam dimensão geopolítica. Perguntas assim, definitivamente, não são neutras. Elas estão inseridas em narrativas sociais, expectativas coletivas e até tensões internacionais.

Portanto, a resposta precisava equilibrar (o que não é fácil): posicionamento pessoal, diplomacia e coerência interna. Isso exige maturidade emocional elevada!

Por fim, era uma pergunta provocativa: a formulação “duas medalhas de ouro perdidas” contém uma premissa implícita. Que houve perda. Que alguém saiu prejudicado. Que talvez a escolha dela tenha sido “errada”.

Claro que é uma pergunta que poderia facilmente ativar: defesa, culpa, necessidade de justificativa ou contra-ataque. Mas não foi o que aconteceu.

E é justamente aí que está o ponto psicológico mais interessante e o que tanto encantou e supreendeu.

Perguntas assim testam algo: o quanto a nossa identidade depende da aprovação externa.

Quando sabemos quem somos,�não precisamos nos defender o tempo todo. É libertador!

Perguntas provocativas não revelam apenas a intenção do outro. Elas revelam o quanto estamos estruturados por dentro.
Muita gente associou aquilo a autoestima. Outros a autoconfiança. Eu digo que existe algo mais profundo:

Respostas maduras nascem de três pilares e eu os cito nesse vídeo. Espero que gostem e que estimulem comportamentos diários mais saudáveis!

A internet não é apenas tecnologia; é um ecossistema emocional coletivo. Quando priorizamos consumir e compartilhar trag...
19/02/2026

A internet não é apenas tecnologia; é um ecossistema emocional coletivo.

Quando priorizamos consumir e compartilhar tragédias, mantemos nosso cérebro (e o de quem nos segue) em um estado de alerta constante. A ciência é clara: a exposição repetida a ameaças hiperativa nossos sistemas de estresse e ansiedade.

Hoje quero registrar que existe outra via: a Elevação Moral.

Ao testemunharmos atos de compaixão e cooperação, nosso cérebro responde tão fortemente quanto responde ao medo. Esse sentimento aumenta nossa tendência a agir de forma generosa, criando um efeito cascata de humanidade.

O que é Curadoria Emocional?

É entender que o que você "curte" e compartilha é uma forma de responsabilidade social. Se queremos saúde mental em larga escala, precisamos escolher o que amplificamos. O foco não é ignorar a realidade, mas equilibrar a balança.

Estimular a circulação de virtudes aumenta: a empatia real, a cooperação, o comportamento pró-social, a esperança prática.

Nos próximos dias, vou trazer estratégias práticas de como exercitar essa curadoria no seu dia a dia. Vamos mudar a frequência do que circula por aqui? Que tal?

13/02/2026

As olimpíadas de inverno me fez lembrar quanto nos encantou ver a mãe de Gabi movimentando o corpo inteiro durante as apresentações da filha. Essa cena não era apenas entusiasmo. Era o cérebro dela participando ativamente da cena.

Impossível não lembrar que no ano 1990, o neurocientista Giacomo Rizzolatti e sua equipe, na Universidade de Parma, identificaram os chamados neurônios-espelho. Essas células cerebrais são ativadas tanto quando executamos uma ação quanto quando observamos outra pessoa executando a mesma ação.

Mas por qual motivo associei as olimpíadas de inverno 2026 a essa história da mãe da Gabi? Quarta, dia 11 de fevereiro, vimos algo semelhante na final da patinação artística em dupla pelo ouro. O casal italiano ganhou a medalha de ouro e uma das apresentações que garantiu esse ouro teve a coreografia criada por um coreógrafo brasileiro especialista em movimentos de braços. Durante a apresentação da final, ao assistir, o corpo do coreográfo atento acompanhou cada gesto, cada movimento. Braços subiam juntos. Tronco inclinava junto. Esse coreógrafo é o , ele foi o responsável pela coreografia da primeira apresentação dos franceses Laurence Fournier e Guillaume Cizeron.

Valeu a vitória, saber sobre a participação do coreógrafo Brasileiro e ver nele mais um exemplo vivo dos neurônios espelhos.

Isso é o que a neurociência chama de simulação encarnada: quando observar ativa no nosso cérebro circuitos motores e emocionais semelhantes aos de quem executa a ação. É conexão. Os neurônios-espelho estão associados à empatia, à aprendizagem por observação e à chamada “ressonância emocional”. Eles ajudam a explicar por que vibramos com um gol, choramos em uma apresentação ou sentimos o frio na barriga de quem está competindo.

O cérebro transforma a conquista individual em experiência compartilhada.

Celebrar o outro não é apenas um gesto social, é um fenômeno biológico. Nosso sistema nervoso foi feito para conectar.

E você, já percebeu seu corpo reagindo como se estivesse vivendo a cena junto com alguém?

Desejos altos sem comportamentos compatíveis para alcançar levará a frustração silenciosa e punitiva.A psicologia mostra...
11/02/2026

Desejos altos sem comportamentos compatíveis para alcançar levará a frustração silenciosa e punitiva.

A psicologia mostra que sucesso profissional e financeiro acompanha escolhas consistentes, regulação emocional e alinhamento com valores. Ao menos esses três pontos precisamos rever e investir, se preciso for!

Orientação básica para iniciar: Menos comparação. Mais processo. Menos expectativa. Mais direção.

Crescimento profissional e financeiro exige mais do que intenção. Então, invista em um método com clareza e responsabilidade.

Dinheiro reflete padrões de decisão, capacidade de regulação e coerência entre valores e ações. Quando esses processos não estão organizados, o esforço se dispersa e os resultados não se sustentam.

Segurança financeira é construída por escolhas consistentes, possíveis de manter ao longo do tempo, inclusive quando o entusiasmo inicial cede lugar à rotina. Pois bem, já vivo isso entre meus 20/30 anos!

Na clínica, observo diariamente: resultados duradouros surgem quando comportamento, emoção e propósito caminham integrados. E a pessoa tem habilidades adequadas para conseguir isso. É "ter condições" emocionais, cognitivas e comportamentais para sustentar o processo.

Desenvolvimento real e realista depende de prática bem conduzida, com consciência e direção.

Eu acredito que querer crescimento profissional e financeiro a qualquer momento da vida é legítimo. Porém vejo que o que diferencia as trajetórias de quem consegue, e de quem não conseguiu ainda, é a forma como cada pessoa decide e sustenta escolhas ao longo do tempo.

Organização, regulação emocional, clareza de valores e consistência cotidiana criam efeitos acumulativos que vão muito além de metas de curto prazo. Na prática isso é mais complexo, entretanto, com as habilidades necessárias se torna possível e é isso que estudei, pratiquei e ensino há alguns anos.

Por isso, crescer exige alinhamento entre intenção, ação e responsabilidade. É nesse ponto que o desenvolvimento pessoal deixa de ser discurso e passa a ser prática. E é exatamente nesse ponto que a psicologia baseada em evidências pode ajudar e vem ajudando tantos. Entendeu?

Depois de falar sobre pausa, férias, descanso e retorno à rotina, trago algo que costuma passar despercebido no seu dia ...
07/02/2026

Depois de falar sobre pausa, férias, descanso e retorno à rotina, trago algo que costuma passar despercebido no seu dia a dia:
a sua mente costuma ser "tocada" espontaneamente por situações ou lugares?

Isso se relaciona com contemplação e encantamento.

Contemplar envolve uma presença sustentada. Que acontece quando a atenção desacelera, o corpo se acalma e a mente se permite apenas perceber e sentir.

Já o encantamento surge quando algo ultrapassa o interesse comum e mobiliza emoção, abertura e encantamento ao mesmo momento.

Pesquisadoras como Ellen Langer associam estados contemplativos à atenção plena espontânea, aquela que surge quando estamos genuinamente envolvidos com o ambiente e contexto. Essa atenção amplia a percepção, reduz ruminação mental e favorece bem-estar psicológico.

Estudos em neurociência mostram que essas experiências ativam circuitos ligados à emoção positiva, curiosidade e vínculo, reduzindo a hiperatividade do sistema de alerta constante. O cérebro entra em um estado de segurança + interesse, combinação fundamental para saúde mental.

Durante nossa viagem eurocasal2026, muitos lugares foram visitados. Alguns foram belos, interessantes, outros impressionantes, cativantes e todos ricos culturalmente. Entretanto, houve um que produziu algo diferente, mais: admiração, leveza, presença.

Esse tipo de experiência não se mede pela quantidade do que foi visto, e sim pela qualidade do que foi visto.

Sevilha foi esse lugar. Claro, que cada parte da Espanha tem sua beleza e importância, porém quero destacar o lugar que me mobilizou mais contemplação e encantamento.

Sevilha convida à contemplação e encantamento, pois não exige consumo rápido. Ela se oferece em detalhes: sombras, azulejos, laranjeiras, silêncio entre ruas estreitas, passos mais lentos.

Essa combinação produz um efeito emocional específico que eu estava precisando e que valorizo: leveza com profundidade.

Em um mundo que estimula pressa, excesso e desempenho,
o encantamento e a contemplação funcionam como um lembrete de pausa e consciência. Seguem registros de Servilla, Barcelona, Valência e Granada.
🇪🇸

07/02/2026

Nosso esquenta para a prévia de hoje , não foi . Algumas pessoas levaram faltam, mas não vamos entrar em detalhes 🎶🎶🎶🎶🚲🚲🚲🚲 . E o professor heeemmm?! 🔝 .personal

04/02/2026

Paramos 2 semanas de treinar 💪 e quando voltamos parace que foram 2 meses. Eu não sei vcs, mas mesmo tendo academia nos hotéis, não consigo dormir bem, aproveitar, relaxar, e incluir treinos nas viagens, de trabalho consigo, de férias, não. Me conta a sua experiência, por favor? Claro, que ando muito, em Sevilla andamos 22 km , no primeiro dia, para terem ideia. Enfim, voltei, uns três níveis atrás... Peso ok, força nem tanto... Sigamos, recuperando... 😜🤪🙃🤣😳. A voz é do personal com toda paciência

03/02/2026

De hoje, terça, com ela, sempre 🔝🔝🔝

02/02/2026

Jamais valerá a pena transformar o esgotamento em símbolo de relevância. A ausência de pausa não é sinônimo de produtividade, compromisso ou sucesso.

Agendas cheias, noites mal dormidas, exaustão crônica passaram a ser exibidas quase como troféus, mas sinceramente, isso pode ser vantajoso para alguns por um tempo, porém não para sempre...

A psicologia e a neurociência mostram outro cenário: o cérebro exausto não cria, não aprende e não sente na mesma intensidade.

Profissionais que trabalham sob privação constante de descanso cometem mais erros, têm menor flexibilidade cognitiva e dificuldade de tomar decisões complexas.
Equipes pressionadas por metas contínuas tendem a repetir soluções antigas, evitando inovação.

Enquanto alguns escolhem demonstrar exaustão como escolha ou símbolo de status, outros a vivem como limite real do corpo e da mente, sem nem ter de fato possibilidade de pausa, cuidado ou recuperação.

A ciência é clara ao falar sobre algo oposto a essa lógica:

Christina Maslach, referência mundial em estudos sobre burnout, demonstra que o esgotamento não surge por fragilidade individual, mas por contextos de trabalho cronicamente desregulados.

Daniel Kahneman, Nobel de Economia, explica que o pensamento humano depende de recursos cognitivos limitados. Sob fadiga, o cérebro opera quase exclusivamente no “Sistema 1” (automático, impulsivo), reduzindo análise profunda, criatividade e autocontrole. Descanso é condição para pensamento de qualidade.

Matthew Walker, neurocientista do sono, comprova que a privação de descanso afeta diretamente memória, regulação emocional e imunidade. Segundo suas pesquisas, dormir e pausar não são luxos modernos, e sim necessidades biológicas fundamentais para funcionamento psíquico saudável.

Cuidar-se, descansar, ter pausas, portanto, é um deve e obrigação.
Pois também será: regulação fisiológica, proteção emocional e estratégia de proteção da saúde mental qa longo prazo.

Finalizo com uma pergunta simples e profunda: você tem percebido, respeitado e cuidado dos seus limites?

Reflita. Compartilhe esse alerta, pois viver bem é um ato de responsabilidade!

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Recife, PE

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