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marcelaoliveirapsi Essa é uma página destinada a troca de experiências em que estarei sempre produzindo alguns posts informativos sobre o meu trabalho.

Perdoar não é validar o que aconteceu.Não é dizer que não doeu.Muito menos fingir que está tudo bem.Também não significa...
03/03/2026

Perdoar não é validar o que aconteceu.
Não é dizer que não doeu.
Muito menos fingir que está tudo bem.

Também não significa minimizar a própria dor ou dar uma nova chance.
Perdão não é reconciliação obrigatória.
Não é permitir que quem te magoou ultrapasse seus limites.

Na clínica, o perdão é tratado como um movimento interno.
É decidir não carregar esse peso todos os dias.
É não deixar que a ferida continue definindo suas escolhas e suas relações.

Você pode perdoar e manter distância.
Pode perdoar e estabelecer limites claros.
Pode perdoar e nunca mais aceitar o mesmo comportamento.

Perdão não apaga o que aconteceu.
Ele organiza o que ficou dentro de você. 🍃

Marcela Oliveira
Psicóloga e Psicanalista

A necessidade de aprovação é exaustiva — e só começa a perder força quando aceitamos uma verdade difícil: em algum momen...
24/02/2026

A necessidade de aprovação é exaustiva — e só começa a perder força quando aceitamos uma verdade difícil: em algum momento, vamos desagradar alguém.

Na vida, é comum ajustarmos o próprio comportamento para não incomodar, não frustrar, não gerar conflito. Dizemos “sim” quando queremos dizer “não”, silenciamos para evitar tensão, engolimos opiniões para nos sentirmos aceitas.

No início, parece mais fácil. Mas, com o tempo, isso pesa. Porque agradar o tempo todo tem um custo: você vai se afastando de quem é.

Desagradar não é sinônimo de ser insensível. Nem sempre o outro vai concordar com você — e isso não significa que você está errada.

Quando entendemos que não podemos controlar a opinião de todos, a necessidade de aprovação começa a diminuir. E, no lugar dela, nasce algo mais sólido: posicionamento, limites e respeito por si mesma.

Às vezes, desagradar é um sinal de que você está sendo mais honesta com quem você é.

Marcela Oliveira
Psicóloga e Psicanalista

Tenho escutado, na clínica com algumas mulheres heterossexuais, um fenômeno que se repete:homens que falam sobre si, rec...
19/02/2026

Tenho escutado, na clínica com algumas mulheres heterossexuais, um fenômeno que se repete:
homens que falam sobre si, reconhecem seus atos, erros, e sentem vergonha — mas ainda não conseguem sustentar limite e frustração.

A consciência, por si só, não impede o ato.
Onde o desejo não encontra palavra, ele tende a se converter em repetição.

Para muitas mulheres, isso é profundamente desorganizante. Porque já não se trata de alguém claramente indisponível ao compromisso esperado, mas de quem fala, reconhece… e, ainda assim, machuca.

Pensar isso não é moralizar.
É abrir espaço para que o ato deixe de ser destino
e possa, enfim, ser elaborado.

Entre a consciência e a mudança, há um trabalho psíquico que precisa ser sustentado, e que vai além de relacionamentos.
Faz sentido por aí? ♥️

Marcela Oliveira
Psicóloga e Psicanalista

Você se entende… ou só se critica?Muitas pessoas dizem que se conhecem, mas, na prática, passam o dia se julgando. Se co...
11/02/2026

Você se entende… ou só se critica?

Muitas pessoas dizem que se conhecem, mas, na prática, passam o dia se julgando.
Se cobram por sentir demais, por errar, por não dar conta de tudo. Pouco espaço para compreensão, muito espaço para culpa.

Se entender não é passar a mão na própria cabeça, não é negligenciar pontos negativos.
É conseguir olhar para o que você sente com curiosidade e cuidado, ao invés de ataque.
É se perguntar “por que isso me afetou?” antes de concluir que há algo errado com você.

Vejo o quanto a autocrítica constante cansa, adoece e distancia a pessoa de si mesma, e o quanto o processo de analise ajuda a ressignificar julgamento em escuta, cobrança em reflexão.

Você não precisa ser perfeita para ser digna de cuidado. Às vezes, o que falta não é controle, é acolhimento.
Pensa nisso com carinho. 🌷

Marcela Oliveira
Psicóloga e Psicanalista

Um tema muito importante na clínica é a relação terapêutica. Ela não acontece apenas no que é dito, mas também no que é ...
04/02/2026

Um tema muito importante na clínica é a relação terapêutica. Ela não acontece apenas no que é dito, mas também no que é sentido entre paciente e terapeuta.

Ao longo do processo, é comum surgirem desconfortos, silêncios, mal-entendidos ou até vontade de se afastar, e quando não são percebidos ou cuidados, podem enfraquecer o vínculo e até levar à interrupção do acompanhamento. Mas, quando acolhidos e trabalhados, tornam-se uma grande oportunidade de compreensão e mudança.

Na psicanálise, falamos de transferência: quando sentimentos, expectativas e modos de se relacionar, construídos em experiências passadas, aparecem na relação com o terapeuta. Isso acontece de forma natural e faz parte do processo terapêutico.

A terapia é um encontro humano.
Não é sobre perfeição, mas sobre escuta, cuidado e construção conjunta.

Quando a relação é cuidada, ela se torna um espaço seguro para compreender vínculos, dores e formas de se relacionar — dentro e fora do consultório.

Marcela Oliveira
Psicóloga e Psicanalista

“Eu não preciso de terapia, eu já conheço todos os meus problemas.”Essa é uma frase bastante comum. E até faz sentido.Mu...
30/01/2026

“Eu não preciso de terapia, eu já conheço todos os meus problemas.”
Essa é uma frase bastante comum. E até faz sentido.

Muitas pessoas sabem o que sentem, reconhecem suas dores, lembram de onde elas vêm. Mas a terapia não é só sobre identificar problemas ou entender o passado.

O trabalho terapêutico também acontece no presente:
na forma como você se escuta, em como reage e se posiciona, como cuida de si.

Saber o que dói não significa, necessariamente, saber o que fazer com essa dor, e no processo psicoterapêutico vamos construindo recursos para que aquilo que já é conhecido não continue machucando do mesmo jeito.

Conhecimento é importante.
Sustentação emocional também.
E uma coisa não substitui a outra.

Marcela Oliveira
Psicóloga e Psicanalista

Pessoas mudam. E, muitas vezes, junto com essa mudança, vem um luto silencioso por quem fomos antes.Com frequência, vemo...
27/01/2026

Pessoas mudam. E, muitas vezes, junto com essa mudança, vem um luto silencioso por quem fomos antes.

Com frequência, vemos pessoas que sentem saudade de versões antigas de si mesmas: mais leves, mais seguras, mais espontâneas. Nem sempre é vontade de voltar atrás, mas a dor de perceber que algo ficou pelo caminho.

Esse luto nem sempre é reconhecido. Afinal, “mudar” costuma ser visto como algo positivo. Mas mudar também pode doer. Envolve perdas, despedidas e a necessidade de aceitar que já não somos mais quem éramos.

Reconhecer o que foi vivido, o que fez sentido naquele momento, é também reconhecer que aquela versão de você cumpriu um papel importante na sua história.

Elaborar o luto por quem você foi abre espaço para construir, com mais consciência, quem você está se tornando agora.

Mudar não apaga o passado. Ele segue como parte da sua história — sem te prender, mas também sem ser negado.

Marcela Oliveira
Psicóloga e Psicanalista

Por que, às vezes, mesmo cercada de pessoas, a sensação é de solidão?Estar acompanhada não significa, necessariamente, e...
22/01/2026

Por que, às vezes, mesmo cercada de pessoas, a sensação é de solidão?

Estar acompanhada não significa, necessariamente, estar em conexão. Muitas pessoas convivem, conversam, trocam mensagens, mas ainda assim não se sentem vistas, escutadas ou verdadeiramente compreendidas.

A solidão pode surgir quando você precisa se adaptar o tempo todo para caber nos outros, quando não se sente segura para dizer o que sente ou percebe que suas emoções não encontram espaço na relação. Aos poucos, isso vai produzindo um afastamento interno — mesmo estando perto de alguém.

Também é comum se sentir só quando existe medo de incomodar, de ser rejeitada ou de não ser suficiente. Então você se cala, se protege, e a distância vai crescendo, tanto de si quanto do outro.

Entender de onde vem essa solidão, o que ela tenta comunicar e quais necessidades não estão sendo atendidas é um passo importante para construir vínculos mais verdadeiros — inclusive com você mesma.

Você já viveu a sensação de estar com alguém, mas não se sentir realmente em conexão?

Marcela Oliveira
Psicóloga e Psicanalista

Se você se sente assim, não está sozinha.E, na maioria das vezes, não tem a ver com “pensar demais”, mas com pensar sem ...
15/01/2026

Se você se sente assim, não está sozinha.
E, na maioria das vezes, não tem a ver com “pensar demais”, mas com pensar sem descanso.

Quando a mente não encontra espaço para pausar, ela começa a trabalhar no limite: repetindo cenários, criando preocupações, revisando conversas, tentando controlar o que não depende só de você.
Isso cansa. Isso dói.

Essa “cabeça que não para” geralmente aparece quando estamos sobrecarregadas emocionalmente: acumulando sentimentos que não foram elaborados, guardando coisas que não tivemos tempo — ou coragem — de olhar.

Não é fraqueza. Não é drama.
É um pedido silencioso do seu corpo e da sua mente por alívio.

Pensar é inevitável.
Sofrer sozinha com isso não precisa ser.

Talvez o que você chama de “mente acelerada” seja só um pedido de cuidado.
E esse cuidado pode começar com escuta.

Marcela Oliveira
Psicóloga e Psicanalista

Na terapia, é comum…Discordar do que sua psicóloga disse.Sair da sessão cansada.Ficar nervosa, ansiosa ou irritada.Chora...
09/01/2026

Na terapia, é comum…
Discordar do que sua psicóloga disse.
Sair da sessão cansada.
Ficar nervosa, ansiosa ou irritada.
Chorar, se emocionar, e às vezes, não querer falar sobre algo que importa.

Tudo isso faz parte do processo.
A terapia não é um espaço para performar equilíbrio,
mas para ser honesta consigo.

Cada reação é um sinal.
Cada incômodo tem um motivo.
E até a resistência diz algo sobre você.

Viver a terapia é permitir-se um processo humano,
imperfeito e cheio de movimentos internos que, aos poucos, fazem sentido.
O processo não é linear.

Marcela Oliveira
Psicóloga e Psicanalista

O branco, muitas vezes, é associado à ideia de pureza.Mas, quando falamos de saúde mental, ele pode ser entendido de out...
07/01/2026

O branco, muitas vezes, é associado à ideia de pureza.
Mas, quando falamos de saúde mental, ele pode ser entendido de outra forma: como espaço vazio.

Um espaço que ainda não foi preenchido.
Um espaço onde cabem dúvidas, sentimentos confusos e tudo aquilo que ainda não conseguimos nomear.

O Janeiro Branco surge como esse convite à escuta.
Escutar o que dói, o que cansa, o que se repete.
Escutar também o que foi silenciado ao longo do ano pela pressa, pelas obrigações e pela necessidade de seguir funcionando.

O Janeiro Branco nos lembra que saúde mental não é luxo, nem fraqueza.
É cuidado contínuo, prevenção e responsabilidade coletiva.

O convite é simples, mas profundo:
olhar para dentro com mais honestidade, menos julgamento e mais disponibilidade para pedir ajuda quando for preciso.

Nem tudo precisa estar claro agora.
Às vezes, começar pelo espaço vazio já é um grande passo.

Marcela Oliveira
Psicóloga e Psicanalista

Entre atendimentos, pausas, escutas e momentos de respiro…2025 foi um ano de presença.Presença no consultório, presença ...
30/12/2025

Entre atendimentos, pausas, escutas e momentos de respiro…
2025 foi um ano de presença.

Presença no consultório, presença comigo, presença nos processos que atravessaram e transformaram.

Que o próximo ano chegue com mais gentileza, verdade e espaço para o que precisa ser elaborado — no tempo de cada um. ✨

Endereço

Avenida Agamenon Magalhães, 4318, Empresarial Renato Dias, Paissandu
Recife, PE
52021170

Telefone

+81997255727

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