24/01/2026
Pausar também é cuidado. Recomeçar também é coragem.
Nos últimos dias, escolhi o silêncio.
Não por falta de conteúdo, mas por excesso de vida.
Enquanto estive fora, muita coisa aconteceu — mudanças profundas, luto, términos, dores, despedidas, reorganizações internas. O meu corpo sentiu, a minha mente pediu descanso, e o meu coração precisou de espaço para elaborar. E eu vivenciei que Nem sempre conseguimos seguir no mesmo ritmo quando a vida exige pausas que não estavam no planejamento.
Sou psicóloga, trabalho muito, treino, cuido, sustento rotinas intensas. E mesmo assim — ou talvez por isso — precisei parar e desacelerar. A exaustão física e mental não ignora títulos, força ou disciplina. Ela apenas avisa, e adoece. E muitas vezes, o que era um imenso prazer se torna algo dificílimo de ser feito.
Esse tempo off não foi ausência.
Foi presença em mim.
Percebi que pausar não é desistir.
É regular o sistema.
É ouvir o que o corpo sussurra antes que ele grite.
É respeitar processos que não cabem em feeds, mas são essenciais para a saúde mental.
Hoje retorno diferente.
Com mais consciência, mais limites e mais respeito pelos meus próprios ciclos. Recomeços nem sempre vêm com euforia — às vezes eles chegam com serenidade, maturidade e verdade.
Que a gente normalize pausas.
Que a gente honre os recomeços.
E que nunca se sinta fraco quem escolhe se cuidar.
Estou de volta. Tentando ressignificar, me ajustar, desacelerar, me cuidar e acima de tudo: me respeitar
No meu tempo. Do meu jeito.🤍