03/12/2025
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“Ele é brilhante, só é meio preguiçoso/voado.” 🧠⚡
Quantas vezes você já ouviu (ou pensou) essa frase?
Esse é o cenário clássico da Dupla Excepcionalidade: quando o TDAH e as Altas Habilidades coabitam no mesmo cérebro. É um paradoxo exaustivo.
A inteligência funciona como uma “muleta de luxo”. Ela permite que a pessoa deduza o que não prestou atenção, improvise o que não planejou e aprenda em 10 minutos o que a turma levou uma semana. O resultado final (a nota, a entrega) é ótimo, então ninguém desconfia do transtorno.
O problema é que o TDAH não é um déficit de inteligência, é um déficit de execução.
Enquanto o mundo aplaude o seu resultado, ninguém vê o “bastidor”: a ansiedade constante de ser descoberto, a exaustão de ter que compensar o tempo todo e a sensação de ser uma fraude.
Como mostramos no carrossel, a inteligência compensa... até o dia em que a demanda da vida adulta (faculdade, trabalho, casa) supera a sua capacidade de improviso. E aí, o “brilhante” desaba.
O diagnóstico tardio não serve apenas para tratar o foco, mas para curar a autoestima de quem passou a vida achando que era “falho” apesar de ser genial.
💭 Você sente que passou a vida correndo o dobro internamente para entregar o mesmo resultado que os outros? Me conta aqui nos comentários. 👇