01/02/2026
CRÔNICA DA SEMANA
O ápice que ninguém nos ensinou
Por Giselle Moraes
A sensualidade descrita em pequenos atos.
O desejo feminino decifrado com charme, elegância e respeito.
Foram esses os sentimentos que afloraram em mim ao assistir à quarta temporada de Bridgerton. Já assistiu? Confesso: acompanho a série como espectadora assídua, especialmente desde aqueles deliciosos panfletos de Miss Whistledown, que abrem cada episódio com a promessa de um texto afiado, observador e provocador.
Sem a pretensão de descrever a beleza do enredo e evitando spoilers, principalmente, para os amantes da série, é impossível não perceber que, a cada temporada, a autora elege personagens centrais e temas que, apesar de ambientados em uma série de época, seguem incrivelmente atuais. Nesta temporada, nós, mulheres, fomos agraciadas com cenas que dialogam diretamente com nosso universo feminino, especialmente os conflitos ligados à sexualidade e ao tabu que ainda envolve falar sobre s**o com mulheres.
Algumas cenas me fizeram voltar e assistir novamente. O clássico clímax ou, como a doce personagem recém-casada repete ao marido, com convicção aprendida: “Sim, claro! Cheguei ao ápice”. Isso depois de ouvir dele que diziam ser mais fácil engravidar se a mulher chegasse a tal ápice. Informação suficiente para embaralhar completamente os pensamentos da pobre moça, que não fazia a menor ideia do que significava aquele “ápice”.
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