30/03/2026
Silenciar é voltar para casa
Por Giselle Moraes
Viver distante do que acredito é viver longe do que sou.
É deixar aquela menina rebelde e cheia de sonhos que f**ava horas olhando para o céu, esperando um disco voador vir buscá-la se perder em sua essência mais profunda e real.
No percorrer dos 50+, vivi muitas histórias. Com certeza, diversas crônicas para contar, para chorar e para rir. Aprendizados que me trouxeram até o ser mulher que hoje se expressa na personalidade, no dinamismo, na forma de ver e viver o mundo.
Nem melhor, nem pior. Nem mais alegre, muito menos mais melancólica.
Apenas alguém que se entrega ao que faz e busca a totalidade. Alguém que acredita nos próprios passos e se faz presente em cada momento.
Não fujo do hoje, nem me escondo no acaso. E isso, muitas vezes, traz conflitos e percepções diferentes. Afinal, conduzimos nosso olhar de acordo com nossas experiências. Vivemos respondendo às expectativas do nosso eu gritante e, talvez, ainda mais difícil, às expectativas dos outros, que nos cobram padrões de comportamento e respostas que nem sempre correspondem ao que construímos como ideal de vida.
Aprendi, no entanto, que ceder faz parte do processo.
Que silenciar deixa de ser martírio quando entendemos que mudar o mundo não é estratégia , a mudança é de dentro para fora.
Aprendi a olhar para dentro quando fui, pela primeira vez, a um retiro terapêutico e espiritual. Lá, a instrutora nos informou que f**aríamos 24 horas em silêncio.
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https://www.acreaovivo.com/noticia/196387/silenciar-e-voltar-para-casa