29/07/2020
Trago comigo clientes fiéis, que me acompanham religiosamente há 3, 5, 10 anos e tenho outros menos comprometidos, que iniciam sua prática de Pilates e às vezes com menos de um mês desistem, mesmo tendo clareza dos benefícios que buscam com a prática.
O que diferencia a pessoa que persiste da que desiste?
A maioria dos clientes que escolhem se tratar comigo o fazem por dor, a minoria busca um tratamento preventivo.
Há um fenômeno que acontece nos dois casos: quem já sentia dor, descobre novas dores, quem não sentia dor passa a sentir e questiona se aquilo está certo.
O surgimento de "dores novas" ao estimular seu corpo com algo que não lhe era habitual é normal. Um dolorido no corpo até 48h depois da prática ou mesmo uma dor persistente em alguma parte diferente.
Nosso corpo é inteligente e busca se auto-regular para evitar desconforto, preservar energia. É comum termos articulações que se bloqueiam para nos poupar das dores.
Quando somos submetidos ao desafio de mover este local que estava travado, acabamos despertando aqueles músculos, articulações e ligamentos daquele estado de dormência, assim surgem dores que não haviam sido percebidas antes.
Para descobrir o prazer de se mover livremente sem dor é necessário passar pelo desconforto, precisamos realizar coisas novas para sair da zona de estagnação.
Durante o processo de auto-conhecimento dores podem mudar de lugar.
Nosso corpo é uma peça única conectada pela fáscia - aquela pele branca que recobre a carne -, sendo equivocada a idéia de que somos partes soltas ligadas a um esqueleto. Portanto, um tratamento que separa o corpo em partes é um tratamento incompleto.
Tratar um joelho lesionado sem observar a posição dos pés, dos quadris, pode resolver a dor temporariamente, mas levará a novas compensações com o tempo, pois tratar o sintoma, sem descobrir a causa, só adia a solução do real problema.
Proponha atravessar a barreira do desconforto inicial, além dessa fase está o corpo renovado que você deseja.