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Realizamos acolhimento de diagnostico recente, campanhas de conscientização e prevenção, projetos e parcerias em educação e cultura para infomação contra os estigmas e preconceitos.

21/12/2025

HIV, aids e carga viral indetectável: o que você precisa saber para viver com mais informação e menos preconceito

“O HIV nunca me parou ou me impediu de fazer algo em nenhum aspecto da minha vida. Ele é apenas uma parte de mim, mas não é o que define quem eu sou”, afirma, com convicção, Credileuda Azevedo, de 55 anos. Destes, 32 são convivendo com o HIV.

Credileuda mora no município de Horizonte e é acompanhada pelo ambulatório de HIV do Hospital São José (HSJ), unidade da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) referência em tratamento de doenças infecciosas. Para Credileuda, ser acompanhada pela equipe multiprofissional do HSJ é sinônimo de saúde e bem-estar. Ela diz, porém, que isso é só um dos aspectos da sua rotina.

“Sou filha, mãe, esposa, avó e bisavó. No momento, estou intercalando minhas atividades entre o meu trabalho voluntário na Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV/aids, no Movimento Nacional das Cidadãs PositHIVas, e em cuidar dos meus pais que já estão em idade avançada. Gosto de futebol, ir à praia e do interior, meu lugar favorito, pois me traz paz”, relata.

Por meio do acompanhamento médico e por conseguir atingir a carga viral indetectável, Credileuda pôde ser mãe, avó e bisavó de uma família saudável

Diferente de Credileuda, que nunca escondeu seu diagnóstico e fala abertamente que é uma pessoa que vive com HIV, muitos pacientes, com medo dos julgamentos, dos estigmas, da discriminação, e principalmente, do abandono, escondem seus diagnósticos. Mas a ciência avançou, os tratamentos evoluíram e hoje viver com HIV não signif**a viver doente. Entender a diferença entre HIV/aids e o papel da carga viral indetectável é um passo essencial para combater preconceitos e cuidar melhor da saúde.

HIV x aids

De acordo com o infectologista Érico Arruda, estar com HIV não signif**a ter aids, com o tratamento adequado o paciente pode nunca chegar a desenvolver aids

Segundo o médico infectologista do Hospital São José, Érico Arruda, a principal diferença entre HIV e aids é que ter HIV signif**a estar infectado pelo vírus da imunodeficiência humana. Já a aids é um estágio avançado dessa infecção — que só aparece quando o vírus já causou grande dano ao sistema imunológico. “Estar com HIV não signif**a ter aids. A aids aparece quando a pessoa acumula tanta fragilidade imunológica que passa a adoecer por condições que não teria se seu sistema imunológico estivesse saudável”, explica o especialista.

Com o tratamento disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a maioria das pessoas não chega a desenvolver aids, mantendo a saúde e uma vida completamente ativa, como relata Samuel [nome fictício], homem de 54 anos, que teve seu diagnóstico de HIV aos 18 anos, em 1989. “HIV não é nenhum bicho de sete cabeças e, se você cuidar, não mata. Tem tratamento, medicação e acompanhamento pelo SUS e pelos grupos de apoio. Seguindo as orientações médicas, a gente vive muito e bem. Graças ao tratamento, estou com a carga viral indetectável, me tornei forte, estudei, trabalhei, levei uma vida normal, realizei muitas coisas que quis. E hoje, continuo motivado e fazendo planos para o futuro”, afirma.

Mas, afinal, o que signif**a carga viral indetectável?

Talvez o termo seja um dos mais importantes quando falamos de HIV hoje em dia. Carga viral indetectável signif**a que o vírus está tão baixo no organismo que os exames não conseguem detectá-lo. Isso acontece graças ao tratamento. “Quando a pessoa toma a medicação corretamente, ela impede que o vírus se replique. Com isso, protege seu sistema imunológico, reduz inflamações e ganha muita qualidade de vida”, detalha o infectologista Érico Arruda.

Além de cuidar da própria saúde, existe um benefício que mudou o rumo da história da doença: indetectável=intransmissível. “A ciência já comprovou: pessoas vivendo com HIV e com carga viral indetectável não transmitem o vírus para outras pessoas, nem em relações se***is. Mas é importante manter o tratamento em dia e realizar os exames regularmente. Não basta ter uma única carga viral indetectável — é preciso continuidade”, ressalta o infectologista.

É importante manter o tratamento em dia e realizar os exames regularmente

“Tomar minha medicação todos os dias. Esse é o meu maior ato de autocuidado. E viver, né? Ser feliz”, comenta João [nome fictício], pessoa que vive com HIV acompanhada no ambulatório do HSJ.

Outro avanço transformador diz respeito às mulheres que vivem com HIV. Hoje, com tratamento adequado e carga viral controlada, é possível que a gestação, o parto e o nascimento aconteçam sem transmissão do vírus para o bebê. “Quando garantimos que uma gestante que vive com HIV tenha carga viral indetectável, impedimos a replicação do vírus e evitamos a transmissão ao filho”, reforça o especialista.

Prevenção

Também é importante dizer que o ideal é sempre buscar a prevenção do HIV. O uso do pr********vo — também conhecido como ca*****ha — durante as relações se***is é a principal forma de se prevenir, protegendo não só contra o HIV, mas também contra outras infecções sexualmente transmissíveis.

Outras estratégias modernas e ef**azes são a PrEP (profilaxia pré-exposição, recomendada para pessoas que já sabem que vão ter exposição de risco e querem se prevenir) e a PEP (profilaxia pós-exposição, indicada quando a exposição já aconteceu e você precisa tomar uma medida para evitar que aquela exposição resulte em infecção pelo vírus).

Relação do HIV com outras doenças

HIV não impede que a pessoa contraia outras infecções sexualmente transmissíveis, como sífilis, gonorreia ou hepatites virais. Isso está muito mais relacionado às práticas se***is desprotegidas do que ao tratamento do HIV, daí a necessidade de utilizar a ca*****ha, explica o infectologista Érico Arruda.

Ele explica que existem, porém, doenças oportunistas que podem ser mais graves em quem tem HIV. “No caso da tuberculose, por exemplo, o risco de contrair é até 40 vezes maior”, informa. Mas esse risco diminui gradualmente conforme o tratamento fortalece o sistema imunológico. Além dela, outras doenças oportunistas que podem aparecer quando a imunidade está baixa são criptococose, histoplasmose, neurotoxoplasmose e alguns tipos de câncer. Por isso, iniciar o tratamento cedo é fundamental.

O maior desafio ainda é o preconceito

Se a medicina avançou, o estigma e preconceito infelizmente ainda persistem. Para Érico Arruda, esse é o ponto que mais afeta a qualidade de vida das pessoas que vivem com HIV hoje.“Do ponto de vista clínico, conseguimos reverter a infecção pelo HIV rapidamente com a terapia antirretroviral, que é gratuita e ef**az. Mas o preconceito ainda limita a vida dessas pessoas e pesa muito”, afirma.

Viver com HIV hoje não signif**a viver limitado. Com o tratamento adequado, é possível ter saúde, planos, projetos e longevidade. Para Credileuda, entender isso é fundamental para acolher, apoiar e garantir dignidade às pessoas que vivem com o vírus. “Somos pessoas com sentimentos, desejos e sonhos e não um vírus que o preconceito mata”, finaliza.

Agência de Notícias da Aids em18/12/2025

14/12/2025

Em um mundo hiperconectado, onde tudo acontece ao mesmo tempo, pode ser fácil esquecer que ainda existe uma epidemia silenciosa acontecendo: o HIV. Mas aqui vai um alerta real e urgente: os te**es de HIV caíram 22% desde a pandemia, e isso ameaça décadas de avanço na prevenção e no tratamento da doença.

Enquanto o mundo parava por causa da COVID-19, muitos serviços de saúde tiveram seus recursos redirecionados. O resultado foi menos gente se testando, menos diagnósticos precoces e um risco maior de transmissão. Esse impacto é ainda mais forte entre jovens, que muitas vezes deixam a testagem de lado por medo, vergonha ou falta de informação.

Apesar dos desafios, também existem boas notícias. Nos últimos anos, as novas infecções diminuíram 31% no mundo e 28 milhões de pessoas já vivem com HIV de forma saudável graças ao tratamento antirretroviral. Quando o tratamento está em dia e a carga viral f**a indetectável, a pessoa não transmite o HIV. Isso mudou completamente a forma de lidar com o vírus.

O grande desafio agora é diagnosticar quem ainda não sabe da própria condição.

Cerca de 16% das pessoas vivendo com HIV no mundo não sabem que têm o vírus, e é exatamente por isso que a testagem importa tanto.

Este é um trecho da matéria original. Leia na íntegra em https://l1nq.com/ZyN4h.

09/12/2025
02/12/2025
19/11/2025

Viva a vida!

19/11/2025

O que é sistema imunológico?

O corpo reage diariamente aos ataques de bactérias, vírus e outros micróbios, por meio do sistema imunológico. Muito complexa, essa barreira é composta por milhões de células de diferentes tipos e com diferentes funções, responsáveis por garantir a defesa do organismo e por manter o corpo funcionando livre de doenças.

Entre as células de defesa estão os linfócitos T-CD4+, principais alvos do HIV, vírus causador da aids, e do HTLV, vírus causador de outro tipo de doença sexualmente transmissível. São esses glóbulos brancos que organizam e comandam a resposta diante dos agressores. Produzidos na glândula timo, eles aprendem a memorizar, reconhecer e destruir os microrganismos estranhos que entram no corpo humano.

O HIV liga-se a um componente da membrana dessa célula, o CD4, penetrando no seu interior para se multiplicar. Com isso, o sistema de defesa vai pouco a pouco perdendo a capacidade de responder adequadamente, tornando o corpo mais vulnerável a doenças. Quando o organismo não tem mais forças para combater esses agentes externos, a pessoa começar a f**ar doente mais facilmente e então se diz que tem aids.

É bom lembrar que todas as pessoas diagnosticadas com HIV têm direito a iniciar o tratamento com antirretrovirais imediatamente, e, assim, poupar o seu sistema imunológico. Esses medicamentos (coquetel) impedem que o vírus se replique dentro das células T-CD4+ e evitam, assim, que a imunidade caia e que a aids apareça.

Fonte: Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis - MINISTÉRIO DA SAÚDE.

https://www.gov.br/aids/pt-br/publico-geral/o-que-e-hiv/o-que-e-sistema-imunologico?fbclid=IwY2xjawOJyf9leHRuA2FlbQIxMABicmlkETFldFlCdWx4UXl3MHN0NzFmc3J0YwZhcHBfaWQQMjIyMDM5MTc4ODIwMDg5MgABHvxfwm1RjLmiyoMewED_HWM3mgXr6Z_N8RJmkKvOjD-qtWQgNEAcZUvBfLcc_aem_Cua119jZcCbVNl3ZvVtlYg

06/11/2025

Durante a década de 1990, quando o medo da AIDS ainda tomava conta do país, uma mulher encontrou dentro do ambiente de trabalho o oposto do que mais temia: acolhimento ao invés do preconceito. A história de Sílvia Almeida, aposentada de 61 anos, mostra como o apoio de colegas e empregadores pode mudar o rumo de uma vida. E reforça também o que hoje está garantido por lei — o sigilo da condição sorológica, previsto na Lei nº 14.289/2022, e a proteção de dados sensíveis, assegurada pela Lei Geral de Proteção de Dados (Lei nº 13.709/2018).

Um diagnóstico que mudou tudo

Sílvia trabalhava como telefonista em uma mineradora internacional, a Anglo American, quando, em 1993, descobriu viver com HIV. O diagnóstico veio em meio ao auge da epidemia e depois de o marido, com quem era casada há 15 anos, adoecer.

“Foi uma bomba. Eu era casada com o meu primeiro namorado, a gente tinha dois filhos pequenos, vivíamos uma vida normal. E, de repente, vem isso. Era o auge da AIDS, uma doença que matava absurdamente. Eu não sabia o que fazer”, contou.

A notícia afetou seu rendimento no trabalho, até que um dia foi chamada pela chefe. Pensou que seria demitida, mas o oposto aconteceu:

“Ela me perguntou o que estava acontecendo, e eu desabei. Contei que meu marido estava com AIDS e que eu também tinha HIV. Achei que seria o fim. Mas, ao contrário do que eu temia, ela se mostrou solidária.”

Este é um trecho da matéria original. Leia na íntegra em https://sl1nk.com/KeGD2.

Embora a evolução para aids, em geral, aconteça muitos anos depois da infecção, ainda tem muita gente morrendo de aids -...
04/11/2025

Embora a evolução para aids, em geral, aconteça muitos anos depois da infecção, ainda tem muita gente morrendo de aids -- descobrem a infecção já muito doentes e nem chegam a se tratar -- porque não se testaram.
Testagem também é prevenção, faça disso um hábito!

Fonte: Ministério da Saúde.
https://www.facebook.com/photo/?fbid=2230721643655070&set=a.471292952931290

02/11/2025

Te**es em camundongos mostraram eficácia contra 98% das variantes, abrindo caminho para imunização passiva e tratamento de infectados.

08/09/2025

Uma tarde de acolhimento, prevenção, testagem rápida do HIV com amostra de fluído e de IST e um bate papo sobre diagnóstico do HIV, o que fazer?
Bazar
Um lanche solidário
Pessoas vulnerabilidades auxílio passagem para quem participar da roda de conversa a partir das 17:30.

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