12/07/2023
A disbiose intestinal é um desequilíbrio na microbiota intestinal, o que pode causar inflamação e levar à diminuição da capacidade do intestino em absorver nutrientes, podendo resultar em deficiências nutricionais, por exemplo. A principal causa da disbiose é a alimentação rica em proteína, gordura ou baixa em fibras, mas pode também ser consequência do uso de alguns medicamentos ou estresse.
Em alguns casos, a alteração da flora intestinal pode causar sintomas passageiros como náuseas, gases, vômitos, azia, diarreia ou prisão de ventre e, quando ocorre por muito tempo e não é tratada, pode piorar e aumentar o risco da pessoa desenvolver intolerância à lactose, doença celíaca ou síndrome do intestino irritável.
Na maioria dos casos a disbiose é passageira e a melhora dos sintomas pode ser alcançada através de mudanças do estilo de vida, com uma dieta equilibrada ou com o uso de suplementos probióticos, de acordo com a orientação do gastroenterologista ou nutricionista.
Os principais sintomas da disbiose intestinal são:
Náuseas;
Vômitos;
Gases;
Arrotos;
Distensão abdominal;
Períodos alternados entre diarreia e prisão de ventre;
Fezes mal formadas;
Cansaço;
Dor de cabeça;
Candidíase de repetição.
Quando a disbiose acontece por muito tempo, pode haver maior risco da pessoa desenvolver doenças mais graves como intolerância à lactose, doença celíaca, síndrome do intestino irritável, doenças do coração, Alzheimer, câncer no reto, ou doenças do sistema imunológico como artrite, lúpus ou diabetes tipo 2.
Em caso de suspeita de disbiose, é importante marcar uma consulta com um gastroenterologista para que seja feita uma avaliação dos sintomas, do histórico de saúde e, se necessário, exames para confirmar o diagnóstico e iniciar o tratamento mais adequado.
Possíveis causas:
As possíveis causas da disbiose intestinal são o tipo de dieta e o uso de medicamentos. Contudo, outros fatores como o consumo exagerado de bebida alcoólica e o estresse também podem gerar a disbiose.
Tipos de dieta:
A dieta é a principal causa da disbiose e pequenas mudanças, excessos ou restrições na alimentação podem piorar a qualidade e a quantidade das bactérias no intestino.
A ingestão excessiva de proteína animal como carnes, peixes e ovos aumenta a produção de compostos que são tóxicos para as bactérias benéficas do intestino, podendo causar a disbiose.
Além disso, dietas com muita gordura e compostas por alimentos ricos em gordura do tipo saturada, como a presente em carnes vermelhas, leites, queijos e sorvetes, contribui para a diminuição das bactérias boas e aumento das bactérias ruins, causando inflamação na flora intestinal. Saiba o que é a flora intestinal, para que serve e como repor.
Alguns estudos mostram que uma dieta rica em alimentos com pouca ou sem fibras, como o açúcar refinado, farinhas refinadas, e glicose, encontrada em bolachas, doces e outros alimentos industrializados, também favorece o aumento das bactérias ruins no intestino, podendo causar a disbiose.
Uso de medicamentos:
O uso de alguns medicamentos sem o devido acompanhamento médico também pode causar alterações no equilíbrio da flora intestinal, resultando na disbiose. Alguns anti-inflamatórios, como aspirina e ibuprofeno quando usados com medicamentos que diminuem a acidez natural do estômago, alteram o equilíbrio das bactérias no intestino, causando a disbiose.
Muitos antibióticos causam alterações na flora intestinal e, quando tomados por muito tempo, podem gerar mudanças mais graves, gerando o crescimento de bactérias ruins e resistentes à ação do medicamento, dificultando o tratamento de doenças que necessitam do antibiótico, como as infecções intestinais.
Outros fatores:
Além dos medicamentos e dietas ricas em proteína, gordura ou baixa em fibras, fatores como o consumo exagerado de bebida alcoólica, idade, ansiedade, estresse, e algumas doenças intestinais já existentes, como síndrome do intestino irritável, diverticulite e inflamação intestinal, também favorecem o desequilíbrio da flora intestinal e, consequentemente, causam a disbiose.
Como é feito o tratamento:
Na maioria dos casos, o tratamento da disbiose é feito por meio de mudança nos hábitos alimentares, no entanto, em alguns casos pode ser necessário o uso de suplementos probióticos e, dependendo da gravidade, a realização de um transplante f***l.
1. Mudança dos hábitos alimentares
Para tratar a disbiose, além do acompanhamento médico é importante receber orientações de um nutricionista porque o tratamento é focado principalmente em recuperar a saúde da flora intestinal com uma alimentação adequada. Dessa forma, é recomendado:
Priorizar os alimentos ricos em gordura insaturada, como azeite de oliva, abacate e amêndoa, pois promovem o aumento de bactérias benéficas no intestino, melhorando os sintomas da disbiose;
Ter uma dieta rica em prebióticos, um tipo de fibra presente em alguns alimentos como a aveia, alho, biomassa de banana verde, mel e batata yacon, pois são fundamentais para recuperar a flora intestinal, uma vez que são os nutrientes essenciais das bactérias boas do intestino;
Comer alimentos ricos em fibras como, feijões, frutas com casca e vegetais frescos diariamente é fundamental, pois aumentam a variedade das bactérias benéficas no intestino, melhorando também a absorção e produção de vitaminas e minerais pelo intestino;
Consumir alimentos ricos em probióticos, que são as bactérias boas para o intestino, como iogurte, kefir e kombucha, promovendo o equilíbrio da flora intestinal, melhorando a disbiose.
Veja os 6 alimentos probióticos que fazem bem à saúde:
É importante também evitar alimentos com lactose, como os leites e iogurtes, alimentos com carboidratos simples, como açúcar refinado, sorvetes, e chocolates, assim como o consumo excessivo de carboidratos como pães, massas, doces e geleias. Estes tipos de alimentos causam o aumento da fermentação, da produção de gases no intestino e diarreia, prejudicando a flora intestinal e piorando a disbiose.
Para o tratamento da disbiose, além de mudanças no hábito alimentar, a prática regular de atividade física, orientada por um profissional, também é muito importante.