15/08/2023
Em algum momento da vida, a maioria de nós já se sentiu vulnerável e reconhece que a atenção e o apoio do outro fazem diferença e trazem conforto.
No entanto, quando essa postura se torna uma necessidade constante de enfatizar como os problemas são difíceis, impeditivos, que tudo que acontece está contra seus objetivos e que só resta se conformar à situação, acaba sendo uma vitimização crônica e um comportamento negativo diante da vida.
É o ato de culpar outras pessoas ou determinada situação pelos momentos difíceis e até pelos próprios fracassos, além de não se colocar como responsável pelo o que ocorre na própria vida.
É possível notar este comportamento em pessoas a nossa volta. Também entre casais é comum que um dos parceiros se coloque numa situação de vítima durante uma discussão.
A chantagem emocional, a manipulação de palavras, a gravidade maior dada aos fatos que lhe acontecem são atitudes que impedem a busca de uma alternativa para a solução e com isso lhes tira a responsabilidade de mudar o que não está bom.
Esta atitude, que pode ser consciente ou não, alimenta uma visão distorcida da realidade, onde não se pede ajuda, sempre se busca um culpado para tudo que acontece é uma tentativa de atrair carinho e atenção pelo sentimento de pena, mas as consequências são opostas afastando pessoas que estão ao redor e trazendo descrédito aos sentimentos.
De fato, existem determinadas situações na vida que não dependem de nós e que não podemos controlar.
Entretanto, ter consciência deste padrão de comportamento e distinguir que é preciso ter coragem para modificar, é o oposto de acreditar que nada pode mudar.
A falta de confiança em si mesmo ou a fuga da realidade impedem que se vença os próprios medos, elimine as dificuldades e cresça com os próprios erros e acertos.
É possível mudar esse comportamento saindo da zona de conforto, olhando para si, reconhecendo suas falhas e suas responsabilidades, sendo gentil consigo mesmo e buscando auto conhecimento, que é o passo para uma transformação pessoal e para as relações.
ADRIANA MASSAD
Abordagem Psicanalítica
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