28/06/2021
Hoje, 28 de junho, é Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+. (Em breve, vou fazer uma postagem explicando cada letra da sigla.) Esta data foi escolhida em memória à Rebelião de Stonewall, que aconteceu em 1969, quando pessoas trans, g**s, lésbicas e drag queens reagiram a uma batida policial no bar Stonewall Inn, em Nova York. As batidas policiais em bares que aceitavam o público LGBT eram frequentes, mas em 28 de junho de 1969, acabou resultando em protestos, que continuaram nos dias seguintes.
Já se passaram 52 anos desde a Rebelião de Stonewall e sabemos que houve vários avanços na luta das pessoas LGBTQIA+. Mesmo assim, é pouco. Precisamos avançar mais. É preciso dizer que, na semana passada, uma mulher transexual foi queimada viva em Recife e se encontra internada, em estado grave. Infelizmente, esse não é um caso isolado. Pessoas LGBTQIA+ ainda são agredidas e mortas pelo simples fato de serem quem são.
De acordo com Bordiano et al, ser LGBTQIA+ é um fator de risco para a saúde mental, pois é um grupo de pessoas que costuma sofrer muita rejeição familiar e tem baixa proteção institucional. Durante a pandemia de covid-19, quando tivemos que nos isolar e permanecer em casa, as pessoas LGBTQIA+ ficaram ainda mais vulneráveis, já que a residência é o segundo lugar onde mais acontecem assassinatos desse grupo de pessoas. Além disso, por serem rejeitados pela família, a maioria encontra apoio e afeto em outros espaços. Assim, a pandemia de covid-19 deixou as pessoas LGBTQIA+ ainda mais expostas à experiência de solidão e aos diferentes tipos de violência.
Por isso, hoje é dia de celebração. Celebração pela vida, pela existência e pela resistência de cada pessoa LGBTQIA+. Também é dia de luta. Luta por cada LGBTQIA+ que não teve a oportunidade de estar aqui hoje celebrando o orgulho de ser quem é. Luta também pelas próximas gerações, para que elas aprendam muito mais a amar do que odiar.
Referência: BORDIANO G. et al. COVID-19, vulnerabilidade social e saúde mental das populações LGBTQIA+. Cadernos de Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 37, n.3, mar/2021.