30/01/2026
Você já ouviu falar em fadiga por compaixão?
Ela acontece quando alguém se dedica tanto a cuidar dos outros que acaba esgotando suas próprias forças. É comum em profissionais da saúde, cuidadores de pessoas adoecidas ou idosas, professores ou qualquer pessoa que vive constantemente se doando ao outro, às custas do espaço que reserva para si mesma. 💛
Cuidar é bonito, é nobre — e muitas vezes é necessário e inevitável. Mas quando o cuidado vem acompanhado de culpa por descansar ou por abrir mão de tudo o que diz respeito à própria vida, o corpo e a mente começam a cobrar o preço.
Surge o cansaço profundo, o esgotamento mental, a irritação, a sensação de vazio e até a perda do prazer em ajudar. Com isso, o que antes era feito com amor e devoção se transforma em fardo e infelicidade.
A verdade é que cuidar do outro não exige anular-se. Pelo contrário: quanto mais você se conhece e se cuida, mais genuíno e equilibrado se torna o cuidado que é capaz de oferecer.
Autocuidado não é egoísmo — é sobrevivência emocional. Estar bem consigo também é capacitar-se para oferecer o melhor cuidado ao outro. 🌿
Reserve um tempo para si. Pode ser fazer uma caminhada, ouvir uma música que acalma, dormir um pouco mais, tomar um café com calma, conversar com alguém de confiança ou simplesmente respirar fundo antes de recomeçar. São gestos simples, mas que ajudam a recarregar as energias e a lembrar que você também merece cuidado — e que isso não significa esquecer-se dos cuidados com o outro.
Se você sente que está no limite entre o amor ao outro e o cansaço de si, a psicoterapia pode te ajudar a reencontrar o equilíbrio entre empatia e autoacolhimento. Falar sobre isso faz diferença. Conte comigo!