Ampliar - Rede Psi

Ampliar - Rede Psi Informações para nos contatar, mapa e direções, formulário para nos contatar, horário de funcionamento, serviços, classificações, fotos, vídeos e anúncios de Ampliar - Rede Psi, Serviço de saúde mental, Rio de Janeiro.

Reunião de psicólogas e psicólogos clínicos do Rio de Janeiro e de Niterói, formados pela UFF e que acreditam que o trabalho em conjunto potencializa a transformação social e a criação de projetos.

Hoje comemoramos 1 ano da primeira reunião da Rede Ampliar. Nesse primeiro ano nos conhecemos e nos construímos como col...
01/10/2020

Hoje comemoramos 1 ano da primeira reunião da Rede Ampliar. Nesse primeiro ano nos conhecemos e nos construímos como coletivo e como pessoas. Aprendemos um com o outro sobre tempo e principalmente: sobre a continuidade do cuidado das nossas relações, tanto com nós mesmos, com o coletivo e com quem cuidamos.

Na próxima segunda-feira, dia 28, às 20h, transmitiremos por aqui uma live sobre um assunto que muitos têm dúvidas: linh...
22/09/2020

Na próxima segunda-feira, dia 28, às 20h, transmitiremos por aqui uma live sobre um assunto que muitos têm dúvidas: linhas (ou abordagens) terapêuticas. Mathias e Ully conversarão sobre as diferenças de uma linha terapêutica para outra, se é importante ou não que o paciente saiba a linha de seu terapeuta, se há linhas específicas indicadas para cada caso e outras questões. Ou seja, muitas coisas que não são nada óbvias para quem não é da área clínica. Aguardamos vocês!

Christian Dunker e Cláudio Thebas, no livro "O palhaço e o psicanalista", trazem o que une essas duas atuações, a princí...
22/09/2020

Christian Dunker e Cláudio Thebas, no livro "O palhaço e o psicanalista", trazem o que une essas duas atuações, a princípio tão diferentes. Para eles, ser palhaço e ser (um bom) psicanalista envolve ter a capacidade de escutar. Qual é, então, a grande profundidade de uma boa escuta?
Quando falamos sobre a escuta, automaticamente nos remetemos à ideia de uma atitude passiva, como um mero "deixar falar, enquanto ouço em silêncio". Contudo, uma boa escuta demanda uma atitude ativa, envolvendo acessar o que realmente a pessoa está querendo dizer, e não um discurso já transformado pela perspectiva julgadora e pessoalizada do ouvinte que costuma, inclusive, ser nossa postura cotidiana. Afirmar isso não significa defender ingenuamente que uma neutralidade radical seja atingível no entendimento do discurso do outro, mas que esse estado de atenção e de distanciamento deve ser sustentado ao máximo. E isso é um trabalho!
Na clínica, a escuta é a ferramenta primária. Somente a partir dela é que conseguimos acompanhar de forma autêntica a experiência do paciente e assim oferecer uma relação próxima na qual ele mesmo se escute. Os dois autores, a propósito, citam no livro acima esse paradoxo da escuta: ela exige que nos coloquemos em uma posição muito distante e muito próxima do outro, simultaneamente.
Freud, quando chamou de talking cure ("cura pela fala") o seu novo método desenvolvido no consultório, esquematizou a importância de ser um bom "escutador". Contudo, para a fala ser de fato "curativa", é preciso que haja um outro sustentando esse lugar de interlocutor, algo extremamente desafiador e cansativo, inclusive por performatizar ali uma recusa em oferecer uma saída ou um conselho pronto, às vezes a um paciente que arduamente demanda por tal.
E qual a beleza nisso? Escutar é viajar a um mundo com intensidades, sentimentos e memórias outras, e ainda participar de forma tão íntima no processo de tentativa de buscar respostas, deslocamentos e transformações de outra pessoa diante do mistério da vida. Mistério esse com o qual todos nós nos defrontamos.

Texto de Henrique Saldanha

Estamos no mês de setembro, em que ocorre a campanha setembro amarelo e ontem foi o dia mundial de prevenção ao suicídio...
11/09/2020

Estamos no mês de setembro, em que ocorre a campanha setembro amarelo e ontem foi o dia mundial de prevenção ao suicídio.

Todos os dias pessoas tiram suas vidas diante de muitas dores e sofrimentos. Suicídio é uma questão de saúde de muita importância e que deve ganhar visibilidade.
Quando pensamos no conceito de saúde (incluindo ai a saúde mental também) vemos que isso não se resume a ausência de doença e, no Brasil, a promoção da mesma é dever do Estado. Mas, do que estamos falando quando se trata do conceito de saúde? Vejam, falando rapidamente, saúde é algo complexo e multifacetado sendo necessário que o cuidado seja centrado nxs sujeitxs, considerando seus contextos e necessidades, sendo garantido o acesso aos diferentes níveis de complexidade do SUS de forma a integrar prevenção, promoção, assistência e reabilitação. Se vocês tiverem interesse em saber mais sobre esse tema temos um post sobre isso aqui na página chamado "O que é saúde?".
Assim, vale dizer, o suicídio é, também e principalmente, uma questão de saúde pública, pois é uma questão que atinge todxs. Prevenção ao suicídio deve ser feita com o financiamento e fortalecimento da rede de atenção psicossocial. Esse dia é importante, mas a luta deve ser de um ano inteiro, ainda mais nesse momento de tantos retrocessos. Lutemos por um SUS de qualidade e para todxs!!
*****
Se necessário, ligue para 188 e procure ajuda profissional.

Texto de Julia Nucci

Feminismo como transformação de si e do mundo No livro “O feminismo é para todo mundo”, a feminista negra Bel Hooks defi...
21/08/2020

Feminismo como transformação de si e do mundo

No livro “O feminismo é para todo mundo”, a feminista negra Bel Hooks define o feminismo de forma muito interessante. Lá a autora diz que o feminismo é uma luta pelo fim do sexismo, ou seja, pelo fim de atitudes de discriminação fundamentadas no s**o. Essa afirmação é importante, já que dessa forma podemos entender que a principal questão são os pensamentos e atitudes sexistas, que podem ser perpetuados por qualquer pessoa, seja por mulheres, homens ou crianças.

Quando cada um de nós nasce, nos inserimos dentro de uma cultura historicamente marcada pelo patriarcado e pelo sexismo. Sendo assim, aliar-se pelo fim dessas lógicas se trata de um processo de desconstrução, de nos depararmos com o que delas está internalizado em cada um de nós, um trabalho de si sobre si.

Muitas vezes essa desconstrução de si mesmo passa por olhar e refletir sobre momentos da nossa vida em que nos sentimos dentro de relações desiguais, confrontados pela sensação de impotência diante de uma situação. Revisitar esses momentos pode ser difícil, já que nos convoca a entrar em contato com sentimentos fortes e até mesmos traumas, para poder ressignificá-los.

A psicologia clínica é um dispositivo que é potente, pois oferece a possibilidade de estar acompanhado nessa transformação e é onde essas experiências podem ser escutadas, acolhidas, para então serem ressignificadas. Nesse sentido, uma clínica política ofereceria uma escuta atenta em direção aos processos de análise e criação de si, tendo como norte ético o respeito fundamental à diferença.

Não podemos deixar de ressaltar aqui a defesa de que o exercício de desconstrução de si deve ser sempre contra a opressão e a exploração. Sendo assim, se faz necessário defendermos que o posicionamento feminista deve ser ainda e inseparavelmente antirracista e anticlassista.

O feminismo é uma luta para todos, já que possibilita a mulheres e homens a libertação das amarras do controle social.

Texto de Juliana Libano

Pé pequeno(2018) é um filme que começa sendo uma interessante inversão da história do pé grande e se desenrola sendo uma...
14/08/2020

Pé pequeno(2018) é um filme que começa sendo uma interessante inversão da história do pé grande e se desenrola sendo uma profunda crítica social ao olhar que temos - enquanto sociedade eurocêntrica- sobre o que é diferente de nós.
O filme conta a história de um povo que se preserva ao longo do tempo de acordo com as experiências históricas de violências já vivenciadas.
O afeto também é uma parte importante da história e mostra como os movimentos de abertura e fechamento para outros mundos e relações são atos complexos e cheio de beleza.
Texto Bárbara Martins


Há um provérbio nigeriano que diz “é necessário uma vila inteira para criar uma criança”. Em nosso sistema patriarcal, e...
07/08/2020

Há um provérbio nigeriano que diz “é necessário uma vila inteira para criar uma criança”. Em nosso sistema patriarcal, essa responsabilidade cai - em grande parte - de forma exclusiva e individual sobre as mulheres.
A sobrecarga feminina diante da criação reflete não apenas na vida individual de cada mulher que se vê diante de tal responsabilidade, mas também na dos indivíduos em desenvolvimento e na sociedade. Criar uma pessoa é um ato político e portanto, coletivo. Ou pelo menos deveria.
É nosso dever como comunidade começar a compreender que a criação vai muito além do cotidiano de por para dormir, alimentar, transmitir valores, auxiliar no desenvolvimento e etc. Ainda que isso também deva ser compartilhado (e aproveito para lembrar que os homens também devem assumir tais funções), criar um sujeito também é prestar suporte para que responsáveis diret@s dessa missão possam fazer isso da maneira mais segura e saudável possível.
Sabemos que uma andorinha não faz verão, mas se tod@s nós refletirmos o quanto já contribuímos para a manutenção desse padrão e a partir de agora repensarmos nossas atitudes e quando tivermos oportunidade, contribuirmos para a quebra dessa condição, faremos nossa parte na construção de uma sociedade mais justa para tod@s.

Texto Ully Guahypsi

Já pararam para pensar que a nossa respiração diz muito de como estamos emocionalmente? A forma que respiramos quando es...
30/07/2020

Já pararam para pensar que a nossa respiração diz muito de como estamos emocionalmente? A forma que respiramos quando estamos felizes é diferente de como quando estamos relaxadas, que por sua vez é diferente de quando tensas e assim por diante. Aliás, no medo a tendência é prender a respiração e esta é a forma mais eficiente de cortarmos de vez o contato com as nossas emoções.
Muitas vezes começamos de maneira consciente na infância: “engole esse choro”, “não precisa chorar” são algumas das frases que ouvimos e a forma que encontramos de obedecer a tais ordens é parando de respirar. Acontece que aos poucos de consciente passamos ao inconsciente e quando nem percebemos não só paramos de respirar como também de sentir.
É por isso que em muitas terapias que usam práticas corporais, a respiração tem grande importância. Ela é uma ferramenta terapêutica muito potente ao permitir que o paciente acesse suas emoções e a partir disso se conecte com questões importante para o processo terapêutico.
E é claro que a respiração não deve ser algo a ser observado apenas no setting de terapia mas também fora dele. Afinal, é através dela que nos conectamos com o pulsar da vida.
Texto de Ully Guahy

Sobre pausas:Nós nesses ultimos dias pausamos. Desaceleramos uma energia do externo para olhas para nós. Nossos nós em n...
09/07/2020

Sobre pausas:
Nós nesses ultimos dias pausamos. Desaceleramos uma energia do externo para olhas para nós. Nossos nós em nós, nossa relação como grupo, nossa essencia nesses 10 meses, respiramos juntos. Voltamos nossa energia pra quem somos e como acreditamos ser a potência do coletivo para, assim, renovarmos a Rede Ampliar. Afinal, cuidar de nós mesmos é também cumprir um compromisso de cuidado que buscamos aqui.
Em breve apresentaremos a nossa nova ampliação.

Quando estamos em um processo terapêutico, passamos a nos perceber mais e a, inclusive, rever muitos dos nossos modos de...
06/05/2020

Quando estamos em um processo terapêutico, passamos a nos perceber mais e a, inclusive, rever muitos dos nossos modos de estar na vida. Muitas mudanças podem decorrer disso: mudanças no nosso jeito de ser e pensar; mudanças da nossa relação com nós mesmos; mudanças da nossa relação com amigos, familiares, etc.
No entanto, por vezes, as pessoas que estão perto da gente podem encarar isso de maneira negativa, tendo dificuldades para lidar com essas transformações e com uma necessidade de atualização da própria relação.
Assim, é importante buscar perceber quando as adaptações e reconfigurações são possíveis. Para tal, pode ser importante se colocar algumas questões como, por exemplo: em que a relação se baseava e, ainda, se baseia? Ela ainda faz sentido nesse novo momento e contexto? A relação, de fato, era benéfica?
Vale dizer, é possível, também, que o afastamento, mesmo que momentaneamente, seja necessário. E isso, apesar de difícil, pode fazer parte do processo de mudança.
Seja como for, o mais importante é, enfim, podermos afirmar quem estamos nos tornando. 🌻🌻

Texto: Julia Nucci

O distanciamento social trouxe desde o início texturas muito diferentes de viver a quarentena. Entre eles: a impossibili...
02/05/2020

O distanciamento social trouxe desde o início texturas muito diferentes de viver a quarentena. Entre eles: a impossibilidade de ficar em casa, a construção do homeoffice, os afetos entre telas, o tédio, o medo, a irritação, entre muitos outros. Pra quem é possivel ficar em casa: o medo no inicio, o desarranjo em como viver em casa e (re)construir a rotina.
E agora? Por vezes, talvez venha uma sensação de hábito que se instala depois de mais de 1 mês de distanciamento social. Um hábito que pode se expressar como uma constante mudança, como: alterações de humor, organizar um espaço pro trabalho e readaptá-lo com frequência, irritação repentina, alteração muito grande dos horários de sono.
A temporalidade de cada pessoa- sensação sobre o tempo- na quarentena, assim como na vida e na clínica, não é linear. As variações de angustia à felicidade, tédio à ocupação, preguiça à excitação são intensidades que se ampliam a décima potência nesse momento. Ou seja, a temporalidade e os afetos que sentimos estão muito mais conectados nesse momento de quarentena.
O furacão da pandemia não pôde e não é passível de controle, mas identificá-lo na ampliação das nossas angustias pode nos dar um contorno para toda essa mudança. Assim como cada situação é sentida de forma única por cada pessoa, nesse momento não vai ser diferente, a temporalidade de cada um durante a pandemia também é única.
Como você está cuidando da sua temporalidade?
Texto de Bárbara Martins.

Alguns profissionais da Rede Ampliar estão disponibilizando algumas vagas para acolhimento nesse cenário de pandemia. En...
07/04/2020

Alguns profissionais da Rede Ampliar estão disponibilizando algumas vagas para acolhimento nesse cenário de pandemia. Entendemos que esse momento pode ser atravessado por diversas crises e dificuldades, sendo necessário, assim, produzirmos e fortalecermos espaços de cuidado em saúde mental.
O acolhimento será gratuito e se configurá enquanto uma terapia breve, com um número de encontros reduzidos e de caráter mais pontual.
Entre em contato com algum número abaixo caso haja interesse!
(21) 99724-2997 - Henrique Saldanha - CRP 05/60085
(21) 98751-3180 - Juliana Libanio - CRP 05/55558
(21) 97949-1575 - Roberto Andrade - CRP 05/59057
(21) 96532-6431 - Ully Guahy - CRP 05/57486
Seguimos! 🌸✨

Endereço

Rio De Janeiro, RJ

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Segunda-feira 07:00 - 22:00
Terça-feira 07:00 - 22:00
Quarta-feira 07:00 - 22:00
Quinta-feira 07:00 - 22:00
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