23/01/2026
Às vezes, o racismo chega cedo demais.
Dandara é uma menina negra que amava brincar, até o dia em que foi apontada, rejeitada e ridicularizada por outras crianças por causa do seu cabelo e das suas características.
Ela não tinha palavras para explicar a dor.
Mas seu corpo falava: irritabilidade, tristeza, silêncio…
Em casa, os pais tentavam entender um sofrimento que atravessava a todos.
No espelho e na internet, Dandara buscava respostas e só encontrava ausência.
A ausência de si.
A ausência de meninas como ela.
E assim, como muitas crianças negras, começou a tentar caber em um padrão que nunca foi feito para acolhê-la:
prendia o cabelo até doer, esfregava a pele para clarear, evitava ser vista.
Foi quando alguém muito especial entrou em cena.
Vovó Cenira, uma mulher negra que carrega no corpo a marcas de vida, mas carrega a resistência, o amor e a memória das que vieram antes, se torna esse espelho que cuida e vive.
Com histórias, afeto e presença, ela ajuda Dandara a reencontrar aquilo que havia sido ferido:
Sua autoestima, sua beleza, sua potência, sua negritude viva.
Porque crianças negras não precisam apenas ser protegidas.
Elas precisam ser vistas, nomeadas, celebradas.
E às vezes, a cura começa nas mãos de uma avó que lembra à neta aquilo que o mundo tentou roubar:
“Você é bonita. Você é valiosa. Você é nossa.”
Dandara e Vovó Cenira – A descoberta de si e da ancestralidade
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