26/03/2026
de quando eu e Alexandre Coimbra Amaral concluímos um ciclo de treinamento em Saúde Mental que ministramos juntos para líderes da ENGIE.
Foram duas turmas com inscrições esgotadas, Florianópolis e Rio de Janeiro, oito horas em cada uma, compartilhamentos, conteúdo, exercícios, momentos de emoção, de descontração, mas principalmente a certeza que a construção de ambientes corporativos em que saúde mental, produtividade e criatividade possam coexistir vai muito além de conceitos teóricos e listas do que fazer e não fazer.
Não há saúde mental possível sem a construção de relacionamentos sustentáveis, em que as pessoas não sejam vistas como commodities, mas sejam consideradas em suas necessidades físicas, mentais, emocionais e relacionais.
Não há como equilibrar saúde mental e resultados sem jogar luz nas emoções dentro das organizações de trabalho e sem considerar os aspectos coletivos da saúde mental.
O caminho para reverter a relação adoecedora que a nossa era estabeleceu com o trabalho é longo, minha gente.
Não há atalhos mágicos e exige intencionalidade em múltiplas dimensões: individual, institucional e de políticas públicas.
Mas empresas que começam a colocar o pé nesse caminho, se propondo a questionar o que está posto e a assumir sua responsabilidade na equação trabalho-saúde me fazem compreender porque faço o que faço e porque é importante esperançar.