Ediane Ribeiro

Ediane Ribeiro Emoções, comportamento, trabalho, relacionamentos, saúde e muito mais! Página administrada pela psicoterapeuta Ediane Ribeiro

18/02/2026

Nem toda dor emocional é sinônimo de trauma.

As emoções tem uma importante função no processamento do que vivemos e na preparação para nos movimentarmos diante do que vivemos, mesmo aquelas que por natureza são desconfortáveis, como medo, tristeza ou raiva.

O trauma é um desfecho de quando a dor gera sobrecarga emocional e não encontra nem recursos nem amparo. Algo f**a interrompido, cindido ou fixado, modif**ando dali para a frente as lentes que usamos para olhar para nós mesmos e para o mundo.

Ontem eu falei sobre como o carnaval me afeta, mas já tive anos em que preferi fugir da folia. E muitas pessoas sentem a...
14/02/2026

Ontem eu falei sobre como o carnaval me afeta, mas já tive anos em que preferi fugir da folia. E muitas pessoas sentem ansiedade em festas de celebração coletiva, quando parece ser uma obrigação estar feliz.

Nesses casos, vale a regra de ouro: seu corpo sabe do que você precisa. Ouvir a voz sem palavras das emoções, sensações e sentimentos costuma nos levar para escolhas mais autênticas e alinhadas com o que vai nos nutrir naquele momento.

Burnout é, por definição, uma síndrome de estresse crônico, ou seja, estresse traumático. Assédio no trabalho é grave e ...
12/02/2026

Burnout é, por definição, uma síndrome de estresse crônico, ou seja, estresse traumático.

Assédio no trabalho é grave e pode provocar inclusive transtorno do estresse pós traumático.

Ambientes sem violência o mínimo que uma empresa deve se preocupar em oferecer, mas não é suficiente para proteger do burnout.

No trabalho, a saúde mental não se sustenta apenas pela ausência de abuso, mas pela presença de conexão, percepção de suporte, confiabilidade e transparência.

Na entrevista que dei ao  Estadão para a matéria sobre trauma transgeracional falei sobre como os traumas podem atravess...
10/02/2026

Na entrevista que dei ao Estadão para a matéria sobre trauma transgeracional falei sobre como os traumas podem atravessam gerações, corpos e histórias, muitas vezes em silêncio.

A matéria que surgiu a partir da fala de Wagner Moura no Globo de Ouro e do contexto do filme 'O Agente Secreto', aborda tanto os traumas transgeracionais biográficos, que são vividos dentro de uma linhagem familiar, como aqueles que dizem de experiências coletivas como períodos históricos de repressão e opressão. A escravidão, a ditadura, grandes recessões são exemplos de traumas transgeracionais históricos e coletivos.

O trauma como fenômeno transgeracional nos lembra que nossas dores podem ser passadas aos nossos descendentes, mas é importante lembrar que o reparo também pode.

O trauma não é uma sentença definitiva.

Quando uma pessoa retorna ao trabalho após um afastamento por saúde ou por uma ocorrência importante na vida dela, é sem...
05/02/2026

Quando uma pessoa retorna ao trabalho após um afastamento por saúde ou por uma ocorrência importante na vida dela, é sempre um retorno pós trauma.

A forma como o retorno é conduzido fará toda a diferença para que o trabalho não se torne um ambiente de retraumafização e a pessoa possa se sentir acolhida sem se sentir invadida ou infantilizada e possa aos poucos recuperar sua capacidade criativa e produtiva como fontes de saúde e não de adoecimento

Na entrevista que dei à Revista E do , para a matéria principal da edição de dezembro, falei sobre como os relacionament...
03/02/2026

Na entrevista que dei à Revista E do , para a matéria principal da edição de dezembro, falei sobre como os relacionamentos se transformaram na era digital. Junto com outros especialistas, contribuí com uma visão sobre identidade digital, intimidade artificial, atrofia social e perda de conexão real na era da hiperconectividade.

Será que antídoto para isso? Talvez não como fórmula, mas recuperarmo o senso de comunidade pode ser um caminho de retorno a teia social que nos garantiu como espécie sobreviver até aqui.
A saúde mental necessariamente passa por saúde relacional.

Leia o editorial completo no site do Sesc São Paulo
Revista E - edição dezembro de 2025. Por Maria Júlia Lledó.

De quantas partes suas você já precisou se despedir para que outras pudessem existir?Colaborei junto com outras especial...
27/01/2026

De quantas partes suas você já precisou se despedir para que outras pudessem existir?

Colaborei junto com outras especialistas para a matéria no Mina Bem-Estar / UOL sobre mudança, identidade e os paradoxos de nos transformarmos ao longo da vida.

Falamos sobre como a dificuldade em mudar, em geral, não tem a ver com falta de vontade ou força, mas com aquilo que aprendemos que nos garante amor, pertencimento e segurança.

Mas mudar não signif**a romper com o passado. Não precisamos negar ou “assassinar” nossas versões antigas. Podemos ser jardineiras e podá-las para que algo mais forte e ainda mais belo possa florescer.

É sempre um prazer colaborar com o Portal Mina Bem Estar!

Para ler a matéria completa, acesse no

26/01/2026

Quando os sinais do trabalho se tornam gatilhos emocionais , não é a apenas a exaustão que está em jogo, mas o que as pessoas estão comunicadas sobre o ambiente.

É a segurança psicológica em declínio aparecendo no coração acelerado, na contração dos músculos ou no silêncio nas reuniões.

Mudar a experiência sentida passa por mudar não apenas a comunicação oficial da empresa, mas a forma como erros são manejados e reparados, ampliar a transparência em relação ao que pode ser negociado e o que não pode, abrir espaço discordância e criatividade com aprendizagem responsável.

É possível construir um ambiente em quê responsabilidades não seja sinônimo de ameaça.

O atual colapso em saúde mental no trabalho é resultado de uma combinação complexa de fatores individuais, sociais, econ...
22/01/2026

O atual colapso em saúde mental no trabalho é resultado de uma combinação complexa de fatores individuais, sociais, econômicos e culturais.

O ambiente profissional é um dos principais espaços de pertencimento, identidade e validação. Quando essa relação se desequilibra, o custo emocional aparece quase sempre no campo invisível das expectativas não nomeadas, das relações enfraquecidas, das demandas excessivas e dos limites violados de forma contínua.

O caminho de volta é longo e exige ações em múltiplos níveis. Mas não é porque não conseguimos mudar tudo agora que podemos abrir mão de mudar algo.

As pessoas estão adoecendo hoje. E não podem esperar até que a cultura se reorganize. Não é possível pedir que aguardem por mudanças estruturais enquanto o sofrimento grita por urgência.

Há despedidas sem fim claro. Perdas em que o luto f**a suspenso entre presença e ausência. Em algumas relações, ninguém ...
20/01/2026

Há despedidas sem fim claro. Perdas em que o luto f**a suspenso entre presença e ausência.

Em algumas relações, ninguém vai embora de verdade. A pessoa segue ali, mas já não ocupa o mesmo lugar. E a gente passa um tempo tentando entender onde colocar isso dentro da vida.

Pauline Boss chamou isso de perda ambígua: quando alguém está fisicamente aqui, mas emocionalmente ausente, ou ausente no corpo, mas presente no vínculo emocional.

A perda ambígua é esse exercício estranho de convivência com algo que não terminou, mas também não é mais como antes. Um processo que envolve reorganizar o vínculo internamente, permitir-se sentir e reconhecer pequenos lutos, mesmo sem ponto final.

  diretamente de 2024, quando estive na Hotmart para falar de emoções como o que organiza nossas relações, nossas escolh...
15/01/2026

diretamente de 2024, quando estive na Hotmart para falar de emoções como o que organiza nossas relações, nossas escolhas e a forma como trabalhamos.

Ainda insistimos na ideia de que, para sermos “profissionais”, precisamos deixar o que sentimos do lado de fora. Mas as emoções não só entram conosco no ambiente de trabalho, como estão na base do que pensamos, de nossas decisões, nossos vínculos e até nossos silêncios.

Conversar sobre regulação emocional dentro das empresas, para mim, é falar de como o ambiente de trabalho pode fazer coexistir criatividade, saúde e produtividade.

14/01/2026

Você é hiperprodutivo ou está em trauma?

Das diversas adaptações que podemos, de forma não consciente, fazer para lidar com dores que são grandes demais para serem sentidas, a hiperprodutividade tem uma armadilha em relação a outras: é premiada em uma sociedade em que as pessoas são incentivadas a irem à exaustão para produzir mais e mais, em que são levadas a acreditar que o valor delas está no que podem ter e não em quem são.

Mas a receita não falha: inicialmente nos sentimos valorizados, reconhecidos, admirados e com o tempo sobrecarregados, desconsiderados em nossas necessidades, descartáveis ao perceber que se priorizamos nosso bem estar toda a valorização cai por terra e, por fim, vem a sensação de desamparo fixando ainda mais a dor traumática.

Todos temos objetivos e metas pessoais e profissionais a cumprir, mas se elas custam ignorar nossas necessidades físicas, emocionais e relacionais, o preço é alto demais.

Endereço

Rio De Janeiro, RJ
22775002

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