25/04/2026
Quando falamos em imunização, o paciente imunossuprimido precisa de uma avaliação ainda mais cuidadosa. Isso porque algumas doenças e medicações podem reduzir a resposta do sistema imunológico e mudar a forma como o calendário vacinal deve ser organizado.
Na prática, isso significa que não basta apenas “ter tomado vacinas no passado”. Muitas vezes, é preciso revisar a carteira vacinal, identificar quais vacinas inativadas seguem indicadas e avaliar com atenção aquelas que são vivas atenuadas, já que estas podem ser contraindicadas em diferentes graus de imunossupressão.
Entre as vacinas que costumam fazer parte dessa revisão estão, por exemplo, as vacinas contra gripe, pneumococo, covid-19, hepatite B, difteria e tétano, além de outras que podem ser indicadas conforme idade, risco e condição clínica. Já vacinas vivas atenuadas, como tríplice viral, varicela e febre amarela, exigem avaliação individualizada e, em muitos pacientes imunossuprimidos, podem não ser recomendadas.
Por isso, o calendário vacinal no imunossuprimido não deve ser visto como uma regra igual para todos. Ele precisa considerar o diagnóstico, o tratamento em uso, o grau de imunossupressão e o melhor momento para cada vacina.
Mais do que uma formalidade, revisar as vacinas é uma forma de prevenir infecções, reduzir complicações e proteger melhor a evolução do tratamento.
Vacina, nesse contexto, não deve ser guiada pelo medo e sim por orientação adequada.