25/07/2022
Sarampo tem Vacina! 8 Perguntas e respostas
As baixas coberturas vacinais acenderam uma luz vermelha no país. Doenças, até então erradicadas no país, estão reaparecendo. Em 2016, a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou o Brasil livre do sarampo. No entanto, como o vírus do sarampo é altamente contagioso e permanece em circulação no resto do mundo, a região corre o risco de surtos dessas doenças.
No início de Julho/2018, os estados de Amazonas e Roraima registram surtos de sarampo. Nos primeiros meses de 2018, nove países relataram casos confirmados de sarampo, como a Venezuela, Estados Unidos e Canadá. Além disso, os casos na região européia quadruplicaram em 2017, o que aumenta o risco de casos de sarampo serem importados para países das Américas.
O retorno de doenças erradicadas é a principal consequência da queda da cobertura vacinal e pode desencadear um problema maior de saúde pública. A vacina Tetra Viral (que previne o sarampo, caxumba, rubeóla e varicela) apresenta o menor índice de cobertura em crianças menores de 1 ano: 70,69% em 2017.
Com objetivo de conscientizar os pais sobre a vacinação e compartilhar informações corretas sobre o Sarampo e sua prevenção, a Ascibras elaborou o Guia Informativo sobre Sarampo:
1. O que é o Sarampo?
O Sarampo é uma doença infecciosa aguda, de natureza viral, grave, transmissível e extremamente contagiosa.
2. Quais são os sintomas?
Os sintomas iniciais apresentados pelo doente são: febre acompanhada de tosse persistente, irritação ocular e coriza. Após estes sintomas, geralmente há o aparecimento de manchas avermelhadas no rosto, que progridem em direção aos pés, com duração mínima de três dias.
3. Como é transmitido?
A transmissão ocorre diretamente, de pessoa a pessoa, geralmente por tosse, espirros, fala ou respiração, por isso a facilidade de contágio da doença. Além de secreções respiratórias ou da boca, também é possível se contaminar através da dispersão de gotículas com partículas virais no ar, que podem perdurar por tempo relativamente longo no ambiente, especialmente em locais fechados. A transmissão ocorre de quatro a seis dias antes e até quatro dias após o aparecimento do exantema (erupção cutânea na pele). O período de maior transmissibilidade ocorre dois dias antes e dois dias após o início do exantema.
4. Já tive Sarampo. Posso contrair a doença de novo?
Assim como acontece com a catapora, a rubéola e outras doenças típicas da infância, quando um indivíduo contrai sarampo, o corpo gera anticorpos que impedem que, em caso de nova contaminação, a doença se desenvolva.
5. Sarampo é perigoso?
A doença normalmente não causa complicações, mas há casos em que pode evoluir para encefalite (inflamação no cérebro), pneumonia e lesão cerebral.
6. Sarampo pode ser prevenido?
Sim. A vacinação contra o Sarampo é a única maneira de prevenir a doença ! A vacina Tríplice Viral (MMR) protege contra Sarampo, Caxumba e Rubéola.
7. Quem deve se vacinar?
O esquema vacinal é de uma dose aos 12 meses de idade e a segunda dose entre 15 e 24 meses. Crianças a partir de 2 anos e adultos que não foram vacinados ou não sabem se tomaram a vacina devem realizar duas doses com intervalo mínimo de 1 mês.
8. Quais as contra-indicações da vacina Tríplice Viral (MMR)?
Gestantes, pessoas com comprometimento da imunidade por doença ou medicação, história de anafilaxia após aplicação de dose anterior da vacina ou a algum componente.
É aconselhável evitar a gravidez por 30 dias após a vacinação.
Pessoas que usaram medicamentos imunossupressores devem ser vacinadas pelo menos um mês após a suspensão do uso do medicamento.
Pessoas em uso de quimioterápicos contra câncer, ou outro medicamento que cause imunossupressão, só podem ser vacinadas três meses após a suspensão do tratamento.
Pessoas que receberam transplante de medula óssea só podem ser vacinadas de 12 a 24 meses após a cirurgia.
Você ainda tem dúvidas ? Converse com seu médico para saber mais sobre a doença.