01/04/2021
Essa semana, tivemos uma troca muito legal nos stories e prometi que faria um post para pensarmos em algumas ramificações que o tema em questão nos permite.
Não são todas as pessoas que dão conta de ouvir o outro, que percebam e permitam que aconteça o que chamamos de "desabafo", e podemos pensar em diversos fatores que limitam o outro de te ouvir sem que te atropele com experiências pessoais e/ou opiniões.
Podemos falar sobre falta de empatia? Sim, podemos! Pode ser que esse outro não tenha esse feeling de perceber quando você quer e precisa apenas de um olhar seguro e uma escuta compreensiva.
Mas também podemos levantar aqui a possibilidade dessa pessoa simplesmente não conseguir lidar com as suas angústias porque ela não tem conseguido lidar com as dela, e de forma inconsciente, ela te atropela, não te ouve, ativando um mecanismo de defesa.
Questionei também se vocês se percebem nessa situação, mas de um outro lado, no lado do ouvinte. Alguns disseram que sim e outros disseram que nunca se observaram. Acredito que o mais importante seria pensarmos:
Quando alguém vem despejar em você suas angústias, vocês precisam ter um nível importante de autoconhecimento para identificar se, naquele momento, é possível receber aquela carga. Sim, nem sempre é possível, nem sempre estamos num bom dia, ou então, a questão que a pessoa está te trazendo, é muito parecida com a sua e aí precisamos pensar: será que é possível dar conta?
O que é possível pra você?
E essas perguntas não tem um gabarito único, ok? Que cada um, encontre suas próprias respostas.
Como poderíamos evitar todas essas situações?
Sendo sinceros com nós mesmos e com o outro. Quando não for possível ser ouvinte, fale!
Quando você se sentir atropelado e/ou invalidado em suas falas, seria uma opção pontuar para o outro como você se sente?
Como falei acima, tem pessoas que simplesmente não se percebem nesse movimento.
Outras reflexões importantes:
Que expectativa você cria nesse tipo de conversa? Você espera que o outro valide a sua dor? Você quer ouvir a opinião do outro ou não? Quais são os objetivos reais dessa conversa? Você já pensou se você tem sentido a necessidade de uma escuta qualificada?
Essas últimas reflexões, mais uma vez, não contemplam um gabarito único, são respostas pessoais. Acho que deu para abordarmos muitos pontos para refletirmos né ?