Poiesis Psicologia

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25/11/2025

Na semana passada estreou no MIS (SP) a exposição “A alma humana, você e o universo de Jung”.

A exposição pede tempo e abre portas para mundos interiores fora do lugar comum. Cada sala traz símbolos, conversas internas e externas e nos conectam a um verdadeiro signif**ado de psicologia do profundo.

Muitas explicações, lindezas, respiros e reflexões pertinentes a nós psis e posso garantir que toca também os não psis.

Se você sente curiosidade pelo inconsciente, pelos movimentos silenciosos da psique ou pelas paisagens simbólicas que nos habitam, essa experiência é um convite bonito para se deixar afetar.

Pelo que apurei, a mostra f**a no MIS até 18 de janeiro, mas se você tem interesse, reserve seus ingressos com antecedência pelo site. No dia que eu fui estavam esgotados e sem previsão de bilheteria física.
As entradas variam de R$ 15 a R$ 30, mas nas terças a entrada é gratuita.

Para você que também não é de SP e não terá a chance de conhecer, eu trouxe pequenos fragmentos de como foi a minha tarde e espero que de alguma forma, seja tocante para você também.

Texto e imagens: .terres

Durante um atendimento na semana passada, um/a cliente que eu já acompanho há alguns anos conseguiu me contar pela prime...
22/11/2021

Durante um atendimento na semana passada, um/a cliente que eu já acompanho há alguns anos conseguiu me contar pela primeira vez de forma inteira, uma situação difícil que havia atravessado há tempos atrás. Foi algo importante que fez com que a pessoa se sentisse responsável pelo desfecho e que trouxe como consequência um grande sentimento de culpa. Aquela situação havia ensinado a "nunca mais agir daquela forma". Emendou contando com certo entusiasmo sobre uma nova situação parecida onde conseguiu agir diferente, de uma forma que considerou mais apropriada.
Bom, é exemplar que algumas pessoas tenham a habilidade de aprender com as suas experiências, trazendo para si a responsabilidade pelo próprio crescimento. Essa pessoa fez isso. Só um detalhe me chamou a atenção: porque fazer isso sozinho/a? Eu fiquei pensando na solidão na qual esse processo foi realizado. A pessoa viveu, identificou, se julgou, sentenciou, plantou novas oportunidades e colheu os resultados... sozinho/a!
E note, não estou questionando a culpa, a vergonha ou qualquer outra emoção difícil que sentimos quando nos deparamos com os nossos limites e vulnerabilidades. Eu estou refletindo sobre uma certa cultura que nos faz pensar que precisamos atravessar todo esse processo de forma solitária.
E isso não tem a ver apenas com esse/a cliente, acontece com bastante frequência, inclusive. Em geral, quando vivemos situações envolvidas pela culpa, medo ou vergonha, é comum que a gente ache que precisa lidar com aquilo por nossa conta. Falas populares reforçam essa ideia de que o sofrimento deve ser vivido de maneira isolada. "Fez, agora aguenta", "arque com as consequências das suas escolhas" e até mesmo o famigerado "engole o choro", nos faz experimentar a sensação de que além do peso da situação dolorosa, precisamos carregar o peso da solidão.
No fim do atendimento me lembrei desse trecho e li para a pessoa. Pareceu tê-la ajudado. Em poucos minutos percebi que foi bom pra mim também, porque com maior ou menor consciência, vivemos em um contexto onde muitas vezes a autonomia é confundida com o isolamento. Então, como ajudou provocando reflexões aqui, quem sabe ajuda aí também?

Texto: .terres

Um dos maiores "medos" de um terapeuta iniciante é o silêncio na sessão. Já perdi as contas do quanto já ouvi frases do ...
18/09/2021

Um dos maiores "medos" de um terapeuta iniciante é o silêncio na sessão. Já perdi as contas do quanto já ouvi frases do tipo:"e se eu não souber o que falar quando o cliente disser algo?"
Bom, trago notícias: se o profissional se pauta em qualquer abordagem que promove postura dialógica, esse é um risco real. Mais do que um risco, o silêncio em terapia pode ser uma oportunidade importante de cliente e terapeuta se encontrarem de forma genuína nos seus processos de recíproca transformação. As vezes, conversas verdadeiramente novas e criativas, precisam de pausas, de um espaço vazio. Como uma planta que precisa de um vaso com terra antes mesmo que saiba que caminhos suas raízes vão percorrer para crescer, um terapeuta precisa "sustentar" um espaço livre onde as dúvidas possam vagar.
E eu entendo a dificuldade. Quando o terapeuta "cola" na ansiedade do cliente em produzir soluções, ele só está espelhando essa necessidade tão comum no nosso mundo, de desempenhar bons resultados e produzir respostas que tirem o outro da angústia e do sofrimento. E quando isso acontece, parece que algo foi feito, o mistério foi diluído, todo mundo f**a feliz! Aquela alegria sincera experimentada no final de um episódio de Scooby-doo. O que vamos combinar que seria ótimo, se na maioria das vezes as respostas produzidas nesse cenário de pressão performática, não fossem adaptações um pouco mais elaboradas de movimentos já conhecidos do cliente. Afinal de contas, Scoob e seus amigos vivem as mesmas histórias de caçar mistérios e fantasmas. Muda a motivação, a forma, a fonte; mas no fim são eles repetindo o mesmo movimento cidade por cidade. - Cada vez mais espertos e eficientes nisso, temos que admitir.
Mais do que conteúdo, a terapia fala de forma, de processo. É por isso que priorizamos a experiência do sentir-se diferente em dentrimento do "porque" isso acontece. Imagina se o cliente pudesse experimentar sentir-se esvaziado, sem respostas, sem palavras e ainda assim seguro na presença do terapeuta? Imagina o quão potencialmente diferente é esse momento de estar frente ao outro sem precisar "resolver algo", independente da cadeira que vc esteja ocupando?

Texto: .terres

No fim de 2020, nós postamos aqui um fechamento de ano dizendo o quanto tinha sido um tempo desafiador e da nossa dor em...
01/08/2021

No fim de 2020, nós postamos aqui um fechamento de ano dizendo o quanto tinha sido um tempo desafiador e da nossa dor em assistir como tudo se desenvolveu durante o primeiro ano de pandemia.
Mas nós deixamos algo de fora, algo muito bom! Deixamos de fora porque passamos um bom tempo tentando elaborar uma forma tão boa de dar a notícia que fosse compatível com a grandiosidade afetiva que essa transformação tem para nós. Mas muito tempo se passou e depois de muito elaborar, remoer e idealizar, nos decidimos apenas por um ato simples: uma foto do nosso início e uma foto do nosso agora. Essa terceira pessoa com a gente é a Livia. Livia é uma das terapeutas infantis mais incríveis que conhecemos, uma das nossas referências inclusive. Sempre fomos fãs do trabalho dela a configuração desse trio ganhou liga nos idos tempos de 2012, quando nos juntávamos nas noites de quarta para estudar famílias. Muita água debaixo da ponte e no ano de 2020 nossos destinos profissionais se cruzaram novamente quando pensamos: "Poiesis precisa de mais uma pessoa, não?! Quem seria essa pessoa?" Foi rápido, intuitivo e uníssono - Livinha! E mesmo esse convite sendo feito no pré-caos, ela aceitou, enfrentou o caos com a gente e o Poiesis já conta com sua participação e apoio há bastante tempo, ainda que não fosse público. Podemos dizer que suportar esse ano difícil a 3, foi um pouco mais leve. E sem mais delongas ou dancinha do Tiktok, apresentamos com muita alegria e orgulho a Livia Nehme. Psicóloga, gestalt-terapeuta, psicoterapeuta infantil talentosa e nossa amiga querida que agora está conosco nos deixando ainda mais resistentes, complexas e diversas. A própria Livia virá contar aqui pra vcs um pouco sobre ela e seu caminho profissional.
Agora em público dizemos: Seja mais que bem vinda, Livia! Nos sentimos privilegiadas e orgulhosas de tê-la conosco! 🧡💙

Enquete do dia: Preparação para um atendimento virtual ou experimento piagetiano? 😆
28/01/2021

Enquete do dia: Preparação para um atendimento virtual ou experimento piagetiano? 😆

Nossa respeitosa reverência a todos os abnegados profissionais de saúde da linha de frente do novo corona vírus.
02/01/2021

Nossa respeitosa reverência a todos os abnegados profissionais de saúde da linha de frente do novo corona vírus.

Todo pessoa que está de luto pela perda de um ente querido merece respeito, independente de credo, raça, classe social. ...
10/11/2020

Todo pessoa que está de luto pela perda de um ente querido merece respeito, independente de credo, raça, classe social. Toda pessoa que morreu merece ser tratada com dignidade, independente de qual tenha sido a forma da morte.


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Nota Técnica relacionada aos acontecimentos recentes envolvendo o suicídio de voluntário da pesquisa da vacina Coronavac.

Suicídio é uma questão de saúde pública! Sua ocorrência não pode, JAMAIS, ser interpretada e utilizada como uma disputa de poder partidária.

Para saber como falar de forma segura sobre o suicídio acesse: https://bit.ly/comofalardeformasegura

Fonte: Grupo de Pesquisa do Instituto Vita Alere - 2020

Texto .guedes em colaboração com   • • • • • •Levando-se em conta as singularidades de cada processo, há muitas maneiras...
06/11/2020

Texto .guedes em colaboração com


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Levando-se em conta as singularidades de cada processo, há muitas maneiras de um enlutado manter-se em conexão com um ente querido que faleceu. Para alguns, a realização de rituais será muito importante, podendo este ser de cunho religioso ou não. Há quem se utilize de objetos de ligação, por vezes pertences da pessoa que faleceu ou algo que remeta à essa relação, como forma de sentir essa presença.

Pensando no contexto das redes sociais, mais recentemente, por exemplo, passou a existir a possibilidade de se preservar a memória de quem morreu por meio da administração de uma página deixada aberta no Facebook. É um espaço que trouxe novas configurações para a forma de se expressar o luto, em que o enlutado pode falar sobre a morte, sentir que se mantém conectado ao ente querido, demonstrar sentimentos de pesar, compartilhar crenças, celebrar datas.

Com a inesperada chegada da pandemia do novo coronavírus, a relação entre os rituais fúnebres e a tecnologia também passou por transformações, aliás, essenciais mediante à nova realidade. No Brasil, poucos cemitérios possuem o recurso de transmissão online do velório e poucas empresas oferecem esse serviço, ainda.

De qualquer forma, em tempos de morte por covid-19 essas não seriam opções viáveis. Alguns canais da internet e algumas redes sociais, por meio da tecnologia, passaram a configurar um local para a realização dos rituais. No caso dos religiosos, por exemplo, missas católicas/budistas de aniversários de morte (sétimo dia, mês, ano), leitura da oração aos mortos (Yizkor), do Yon Kippur.

No caso dos não religiosos, pessoas amigas ou da mesma família têm promovido reuniões privadas, por meio de aplicativos, em que se reúnem para compartilhar vídeos, ler poesias, cantar músicas, dedicar homenagens em nome da pessoa que faleceu.

É importante ressaltar que esses não são os “novos rituais” do “novo normal”, pois não haverá um jeito inteiramente novo que substituirá amplamente os anteriores.

Continua nos comentários ⤵️⤵️⤵️

Conteúdo produzido por nossa associada .guedes

Texto .guedes em colaboração com    • • • • • •É igualmente importante dar atenção à dimensão individual que todo proces...
05/11/2020

Texto .guedes em colaboração com


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É igualmente importante dar atenção à dimensão individual que todo processo de luto possui, no entanto, sem perder de vista sua participação na vivência coletiva da perda. Ou seja, o luto é um processo que acontece não só individualmente, abarcando, também, os contextos familiar, social, cultural e espiritual.

Nesse sentido, para uma melhor compreensão do fenômeno, é necessário desenvolver um olhar atento para o que está acontecendo na família, no momento em que uma perda é vivida. Isso pode ser feito através do estudo do ciclo de vida, que fornecerá mais informações quanto mais detalhado ele puder ser.

Um instrumento muito utilizado para se conhecer a estrutura e a dinâmica relacional das famílias chama-se Genograma, que, no senso comum, é conhecido por árvore genealógica.

A partir da convenção de alguns sinais, esse esquema é organizado de forma a trazer à luz um pouco da história familiar, seus mitos, padrões, segredos, superações, sendo uma forma organizada – e ao mesmo tempo lúdica e divertida – de reunir informações detalhadas sobre as mortes que aconteceram naquela família, como cada pessoa lidou, o que cada fase da vida exigiu para esse trabalho de reconstrução.

Nos estudos e na prática clínica dos terapeutas de família, é mais do que necessária a inclusão desse olhar para a totalidade, o que não deve excluir as particularidades que cada indivíduo apresenta.

Conteúdo produzido por nossa associada .guedes

Texto .guedes em colaboração com  .
05/11/2020

Texto .guedes em colaboração com .

O Brasil chega ao triste marco de 160 mil pessoas mortas por covid-19, um número que nunca deve deixar de nos impression...
02/11/2020

O Brasil chega ao triste marco de 160 mil pessoas mortas por covid-19, um número que nunca deve deixar de nos impressionar. Para cada pessoa que morre, em torno de dez f**am enlutadas por essa perda. Com essa conta, encontramos uma realidade aproximada de 1 milhão e seiscentos mil enlutados, o que certamente acarreta impactos profundos em todo o sistema de saúde.
Para reverenciar essas mortes, que não devem ser vistas apenas como números, e trazer reflexões sobre aspectos culturais na vivência do luto, hoje - Dia de Finados, no Brasil, e Dia de los Mu***os, no México, - recebemos duas convidadas muito especiais em nosso espaço virtual, a querida amiga e estudiosa sobre América Latina, Valentina Quaresma, e a mestre querida e referência internacional nos estudos sobre o Luto, Profa. Dra. Maria Helena Pereira Franco. Com emoção e competência, ambas trouxeram contribuições muito relevantes sobre o assunto. Foram feitos alguns registros fotográficos do altar mexicano, preparado em nosso espaço real e compartilhado por vídeo durante o evento.
Queremos agradecer carinhosamemte a todos que participaram, este ano foi online mas, quem sabe, em 2021 não será no México? 💀 Aproveitamos para reafirmar nosso compromisso de doar a renda do encontro para o enfrentamento do novo corona vírus nas favelas.

Texto .guedes

Endereço

Rio De Janeiro, RJ

Telefone

21 98454.4209

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