Luiza Gusmão

Luiza Gusmão Espaço de apologia ao amor próprio e propagação de saúde mental feito por uma mulher gorda para

São 100 anos de uma história que, felizmente, se mantém em constante transformação. A Colônia Juliano Moreira está na hi...
12/12/2024

São 100 anos de uma história que, felizmente, se mantém em constante transformação. A Colônia Juliano Moreira está na história da minha família e na minha como estagiária da psicologia. Objetivamente foi uma curta passagem, um segundo em se tratando de uma história centenária, mas imenso para a minha trajetória.

Estagiar no centro de convivência, o Polo Experimental, me trouxe uma tarefa muito subjetiva: conviver. Foi participando que eu pude estar com tantas pessoas queridas que carregam consigo um senso de coletividade que pouco se vê por aí. Aprender com a delicadeza de uma oficina de costura, com a catarse de uma oficina de música ou simplesmente com um papo no final da tarde.

Numa dessas tardes, o local estava vazio e eu fiquei na varanda olhando a mata. Um samba antigo tocava numa caixa de som. Um dos artistas do Ateliê Gaia apareceu tocando um pandeiro. Nós conversamos um pouco, depois ele foi em direção aos materiais de trabalho. Ainda no corredor de entrada, ele parou um pouco e dançou. Solto, de braços abertos, alegre com a música.

São as miudezas, sabe? Tem certa mágica.

Para conhecer, é possível visitar o Museu Bispo do Rosário e a exposição 100 Anos da Colônia Juliano Moreira: arquivos, territórios e imaginários. Entrada gratuita!

Há um passado no meu presente, essa menina de narizinho de batata e olhos doces. Quanto amor eu tenho por essa Luiza que...
12/10/2023

Há um passado no meu presente, essa menina de narizinho de batata e olhos doces. Quanto amor eu tenho por essa Luiza que, em meio a feridas, teve a grandeza de ser criança. Imaginou mundos, acreditou ser capaz até mesmo de voar e brincou, brincou, brincou... ✨️

Se o processo não é linear, não espere apenas pelos dias bons e nem se cobre para que os pontos baixos deste processo pa...
24/09/2023

Se o processo não é linear, não espere apenas pelos dias bons e nem se cobre para que os pontos baixos deste processo passem logo. Temos a ideia equivocada de que nossos processos de desenvolvimento são uma escalada linear, em que a cada dia daremos mais passos para o objetivo final - seja ele qual for.

Calma, não é bem assim. Provavelmente você sabe disso, mas é importante se lembrar. Nossos processos tem altos e baixos. Ora esperançosos e o que nos atravessa de negativo bate e volta. Ora, feridas mais expostas, sentimos como se estivéssemos regredindo. Não é por aí, é só um ponto baixo.

Respeitar estes momentos baixos é uma maneira de se respeitar e se ouvir. Autocuidado e amor próprio também são sobre a generosidade que conseguimos ter com nós mesmas.

Como você lida com os seus altos e baixos?

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Nada se constrói de um dia para o outro e assim é também com a autoestima. Para ter uma relação mais positiva consigo, é...
05/06/2023

Nada se constrói de um dia para o outro e assim é também com a autoestima. Para ter uma relação mais positiva consigo, é preciso criar espaço para esta relação ser mais íntima. Arrasta pro lado para conhecer alguns meios de conquistar isto.

Em Tornar-se Pessoa, Carl Rogers fala sobre o que ele chama de curioso paradoxo: "quando me aceito como sou, estou me mo...
02/06/2023

Em Tornar-se Pessoa, Carl Rogers fala sobre o que ele chama de curioso paradoxo: "quando me aceito como sou, estou me modificando". Para o psicólogo, a mudança é possível ao passo que nos aceitamos profundamente. É preciso, então, primeiro se perceber e reconhecer. Assim, por vezes sem sequer percebermos, mudamos.

Referência:
ROGERS, Carl R. Tornar-se Pessoa. 6ª Ed. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2009.

Com a partida de Rita Lee, surgiram muitos momentos dela pela internet. De frases curtas no twitter até entrevistas e me...
18/05/2023

Com a partida de Rita Lee, surgiram muitos momentos dela pela internet. De frases curtas no twitter até entrevistas e mesmo shows. Para além de uma artista talentosa, ela também teve como marca de sua trajetória a própria personalidade. Ousada, despojada, subversiva...depende do ponto de vista. Mas um adjetivo se sobressai, a meu ver, Rita foi uma pessoa autêntica.

Sabe aquelas pessoas na sala de jantar ocupadas em nascer e morrer? Essas instituições, aquilo que está tão enraizado na cultura que parece que sempre esteve lá, foi sempre alvo da zombaria de Rita. Ela sabia que tudo vira b***a e, sendo assim, não são precisos pedestais. Ao menos, é a impressão que tenho dela como figura do imaginário brasileiro.

No programa da GNT, Saia Justa, ela fez todo um bloco falando sobre escatologias e acabou fazendo as colegas embarcarem em assuntos muito íntimos e poucas vezes revelados – ainda que totalmente naturais. No twitter, disse certa vez, “gosto de mim, mas não é muito confortável ser eu”.

Ela se colocava em lugar muito humano, que é o de ser de verdade. A performance, deixou para os palcos. Acredito que este seja um ensinamento e tanto. Ser si mesma, ser inteira, ser autêntica.

Iniciamos a semana falando de espontaneidade e como apoderar-se dela como potência criativa nos dá a possibilidade de es...
19/04/2023

Iniciamos a semana falando de espontaneidade e como apoderar-se dela como potência criativa nos dá a possibilidade de estar no mundo com maior fluidez. Se algo surge em meu horizonte, é possível responder a esta novidade com a minha criatividade de maneira integrada. Tá bom, mas...e se for angustiante lidar com o novo?

Por vezes, pessoas que se sintam assim adotam uma forma de viver que quer chegar próximo ao risco zero. Não há, então, espaço para o novo e nem para a criatividade. Sendo assim, o script está traçado e ela vai tentar repetir um padrão comportamental. Para Patrícia A. Lima (2009, p. 89), este padrão leva a pessoa a experienciar uma vida empobrecida e a ter, para si, possibilidades limitadas e repetitivas de existir.

Vivendo com tamanha rigidez, sobra pouco respiro para a espontaneidade. Mônica B. Alvim (2014, p. 16) fala que “o espontâneo é tanto ativo quanto passivo, tanto desejoso de fazer algo quanto disposto a que lhe façam algo; ou melhor, está numa posição equidistante dos extremos (nem passivo, nem ativo), uma imparcialidade criativa”.

Para mim, a imagem de um rio pode ajudar a visualizar. O rio segue o fluxo e se adapta ao que surge, encontrando caminhos para permanecer em movimento. Desagua sem forçar, mas desagua. Por outro lado, um rio represado está impossibilitado de seguir seu fluxo natural.

De que modo abrir espaço para o novo e para o espontâneo? Não é preciso arrebentar com a represa de uma hora para outra, mas é possível deixar o rio correr.

Referências:
ALVIM, Mônica Botelho. Awareness: experiência e saber da experiência. In: FRAZÃO, Lilian; FUKUMITSU, Karina. Gestalt-terapia: conceitos fundamentais. Ed. Summus (2014).
LIMA, Patrícia Albuquerque. Criatividade na Gestalt–terapia. Estudos e Pesquisas em Psicologia, v. 9, n. 1, p. 87-97, 2009.

Espontaneidade ficou como a palavra imperativa desta semana e (olha como as coisas são), lendo Gestalt-terapia, me depar...
17/04/2023

Espontaneidade ficou como a palavra imperativa desta semana e (olha como as coisas são), lendo Gestalt-terapia, me deparei com a citação da imagem. Pensando sobre, me vem a ideia de que abrir mão de padrões cristalizados de agir e pensar nos dá chance de CRIAR e, de maneira espontânea, dar respostas novas para as experiências.

Fernando de Lucca escreveu sobre espontaneidade para o Dicionário da Gestalt-terapia, o Gestaltês. Lá, ele discorre acerca do conceito como a "manifestação da totalidade interna relacionada de forma fluida com o mundo, uma atitude em que a unidade do ser se expressa alijando toda a fragmentação descritiva e experimentada, privilegiando a integração de todas as dimensões do indivíduo ante o que aparece como fenômeno exterior e interior num mesmo tempo e espaço vividos" (ORGLER; LIMA; D'ACRI, 2012, p. 91).

Paul Goodman, por sua vez, fala sobre uma imparcialidade criativa. O espontâneo, então, teria uma atitude intermediária - que se opõe aos extremos da deliberação e do relaxamento. Nem ativo e nem passivo. Nem lá e nem cá, mas fluindo.

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Referê ncias:
PERLS, Frederick; HEFFERLINE, Ralph; GOODMAN, Paul. Gestalt-terapia. Ed. Summus (1997).
ORGLER, Sheila; LIMA, Patrícia; D'ACRI, Gladys. Dicionário da Gestalt-terapia: Gestaltês. Ed. Summus (2012).

O sofrimento psíquico muitas vezes é mascarado e silenciado socialmente. Não somos incentivados a compartilhar nossos me...
21/03/2023

O sofrimento psíquico muitas vezes é mascarado e silenciado socialmente. Não somos incentivados a compartilhar nossos medos e (supostos) fracassos. Colocado para debaixo do tapete, ele tende a se acumular.

Em Irmã Outsider, Audre Lorde afirma que “seu silêncio não vai proteger você”, assim como não a protegeram. Estamos aqui falando de contextos diferentes, mas acredito que possamos trazer esta frase para cá.

Lorde fala em transformar o silêncio em linguagem e ação, o que me lembra muito o processo terapêutico. Pela fala nos ouvimos e nos organizamos. É possível se reconhecer e agir diante do que foi percebido.

A psicoterapia pode ser este lugar para você. Um lugar seguro, livre de julgamentos, para que quebremos silêncios insustentáveis.

Premiação do Oscar do ano de 2023: homem caracterizado como gordo ganha a estatueta de melhor ator. Não assisti o filme ...
13/03/2023

Premiação do Oscar do ano de 2023: homem caracterizado como gordo ganha a estatueta de melhor ator. Não assisti o filme por me causar mal estar e, por isso, não entrarei em debate sobre o conteúdo. Ainda assim, me parece ser inegociável que não se deve usar de artifícios para tornar gorda uma pessoa magra.

Vamos falar de fat suits? Estas são roupas feitas com enchimentos para que atores e atrizes pareçam gordos para seus personagens. Em geral, esse tipo de recurso é utilizado com o auxílio de maquiagem e próteses faciais para que a pessoa fique mais convincente. A pergunta de um milhão de dólares é: e não existem artistas gordos?

Os exemplos são muitos e, na maioria das vezes, estes personagens são feitos com o objetivo de fazer rir. Ed Murphy adora lançar mão dos fat suits. O vimos vestido com eles para personificar a família inteira do professor Sherman Klump (incluindo o próprio), na franquia O professor aloprado. Em Norbit, ele interpreta Rasputia. Os personagens gordos comem se sujando, peidam à mesa e são todos risíveis, ridicularizados.

Outro exemplo inesquecível é o passado de Monica, em Friends. Em sua versão adolescente, a atriz Courtney Cox usou fat suit para interpretar "Fat Monica". Confesso que qualquer episódio em que ela está, eu passo. Além de estar sempre comendo, ser desajeitada e rejeitada, a personagem passa por um processo de emagrecimento que a redime como ser humano. Depois de magra, ela tenta se vingar de Chandler que a rejeitou anteriormente.

É como se, para os envolvidos na criação, o fato de ser gordo por si só fosse uma piada imperdível. Somos retratadas como pessoas sujas, submissas, engraçadas (ou ridicularizadas) e que comem o tempo inteiro. O uso do fat suit por si só é muito problemático, mas a forma como ele é usado só torna tudo muito mais cruel e irresponsável da parte das grandes mídias.

Poder entrar e sair da vivência de um grupo minoritário e explorar as mazelas dessa experiência (seja para rir ou para chorar) é o auge do privilégio.

A formatura como jornalista no curso de Comunicação da PUC-Rio parecia um sonho para mim. Amava o curso e era uma conqui...
10/03/2023

A formatura como jornalista no curso de Comunicação da PUC-Rio parecia um sonho para mim. Amava o curso e era uma conquista imensa me formar naquele lugar que me parecia tão inatingível anos antes.

Com Jornalismo, quis contar a história das pessoas. Mas algo parecia mal encaixado, não me preenchia de fato e o incômodo com minhas escolhas só aumentou com os anos.

Levou foi tempo para eu entender que meu maior interesse na vida é GENTE. Certas coisas estão debaixo do nariz e a gente custa para enxergar mesmo, é parte do processo.

Foi assim, me ouvindo e conhecendo, que decidi pela graduação em Psicologia. E tem alguma coisa nessa vida por acaso? Não sei, mas, hoje, Comunicação e Psicologia se encontram nesse espaço.

Não é fácil, num mundo tão imediatista, aceitar e ter paciência para o tempo dos nossos processos. Mas é preciso.

Quando caímos nas armadilhas da autocobrança e da comparação, um respiro pode fazer bem. Muitas vezes seremos nós aqueles que darão o lembrete: ei, estamos caminhando, tá tudo bem.

O 8 de março é dia de celebração, mas também de luta e de reflexão sobre a condição da mulher. Até aqui, sobrevivemos e ...
08/03/2023

O 8 de março é dia de celebração, mas também de luta e de reflexão sobre a condição da mulher. Até aqui, sobrevivemos e é possível, sim, usar este termo quando vemos os dolorosos dados sobre violência contra nós.

Desejadas ou detestadas, somos objeto do masculino que nos fez o outro – o segundo s**o. Esta tem sido a história do feminino pelos séculos e é por esta trajetória que não posso deixar de lado o fato de que somos grandes.

Hoje acordei pensando nas minhas avós: uma era branca do Espírito Santo e a outra negra de Pernambuco. Ambas mulheres, ambas pobres, ambas técnicas em enfermagem. O cuidado foi a linguagem e o sustento delas.

As duas vieram para o Rio de Janeiro muito jovens e construíram uma vida inteira. Essas vidas e esses caminhos cruzados me trouxeram até aqui, com muito mais possibilidades do que elas e as que vieram antes delas.

Sem pintar nada de rosa, mas reconhecendo que houve (muita) luta. Por elas, sigo. Que tenhamos força e luz para seguirmos diante de tudo, atentas aos direitos que precisamos manter e aos que devemos conquistar.

Seguiremos, mulheres!

Endereço

Rio De Janeiro, RJ

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