Alexandre Belchor

Alexandre Belchor Informações para nos contatar, mapa e direções, formulário para nos contatar, horário de funcionamento, serviços, classificações, fotos, vídeos e anúncios de Alexandre Belchor, Psicólogo/a, Rio de Janeiro.

- Especialista em Sexologia Clínica
- Especialista em Neuropsicologia
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- Especialista em Saúde Mental
- Especialista em Saúde Coletiva
- Especialista em Psicologia Hospitalar e da Saúde
- Especialista em Terapia de Família

Você é mais leal à sua dor ou ao seu desejo?
28/01/2026

Você é mais leal à sua dor ou ao seu desejo?

Repost from •Uma análise não traz respostas prontas mas nos convida a suportar o enigma que somos. Num mundo que exige s...
23/01/2026

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Uma análise não traz respostas prontas mas nos convida a suportar o enigma que somos. Num mundo que exige soluções imediatas, explicações rápidas e coerência constante, mergulhar na própria história sem a pressa de decifrá-la pode parecer subversivo. Mas é justamente nesse desvio, nesse tempo outro, que algo começa a se transformar.

Quando se fala, não se trata de encontrar uma verdade única, mas de escavar camadas, tropeçar em lapsos, acolher contradições. A fala analítica não organiza a vida como quem arruma uma estante, mas desorganiza o que antes estava petrif**ado pelo hábito, pelo trauma ou pela repetição. E, no lugar do sentido fechado, surge uma pergunta que pulsa, que atravessa e que insiste.
Há algo de profundamente vivo em poder sustentar uma pergunta sem correria por respostas.

Talvez seja aí que comece o verdadeiro movimento de transformação: parar de fugir da dúvida e começar a habitá-la.

Quem é esse Outro que habita em mim?
03/01/2026

Quem é esse Outro que habita em mim?

02/01/2026

A função paterna

29/12/2025

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Viviane Mosé é uma das grandes pensadoras contemporâneas do país e foi uma das curadoras do Café Filosófico CPFL em 2025.

No módulo Sociedade da Exclusão, disponível na íntegra no YouTube, a filósofa falou sobre as mudanças que o avanço de tecnologias estão promovendo na sociedade e como a expressividade será beneficiada por elas.

Assista quando puder :)

Repost from •A ética da psicanálise não aponta caminhos. O que nasce da sugestão não vem do inconsciente, vem da expecta...
27/12/2025

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A ética da psicanálise não aponta caminhos. O que nasce da sugestão não vem do inconsciente, vem da expectativa do Outro.

Repost from •Essa frase tão inocente carrega um mecanismo sofisticado: adiar a vida para proteger o eu.Em psicanálise, e...
24/12/2025

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Essa frase tão inocente carrega um mecanismo sofisticado: adiar a vida para proteger o eu.
Em psicanálise, essa postergação não é só preguiça, é defesa.
Prometer o futuro é uma forma elegante de não tocar no presente.
Porque mudar agora envolve perder algo, desmontar uma identidade, encarar um pedaço de verdade que não queremos nomear.

A promessa futura funciona como um escudo:
“Eu vou… só não ainda.”
Assim, a gente preserva o sintoma, poupa o conflito, mantém o conforto narcísico de acreditar que está “quase lá”.
Como se o tempo, sozinho, fosse operar o que só pode acontecer quando o sujeito consente em se implicar. É a mesma lógica do “segunda-feira eu começo “. Começa na quinta mesmo!

No fim, a questão nunca é o ano que vem.
É o que ainda está impossível hoje.

Se esse texto te atravessou, talvez já haja um movimento em curso, mesmo que tímido.
Permita-se escutar isso.

Repost from .com.teoria•Em O Filho de Mil Homens, o cinema avança em passos curtos, como quem sabe que o afeto exige sil...
22/12/2025

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Em O Filho de Mil Homens, o cinema avança em passos curtos, como quem sabe que o afeto exige silêncio. Não há urgência narrativa, nem grandes revelações. O filme se constrói a partir do que quase não se diz, do que permanece suspenso entre um gesto e outro. A família, aqui, não nasce do sangue, mas do tempo compartilhado, da permanência diante da fragilidade alheia.

A forma acompanha esse movimento interior. A câmera é discreta, frequentemente próxima dos rostos, como se precisasse respeitar a intimidade daqueles corpos que aprenderam a ocupar pouco espaço no mundo. Os enquadramentos contidos e a mise-en-scène recusam o excesso dramático: o filme prefere a pausa, o plano que dura um pouco mais, o silêncio que permite ao afeto se insinuar. A luz natural e o ritmo desacelerado criam uma atmosfera de recolhimento, em que cada aproximação parece um risco cuidadosamente calculado.

Os personagens carregam marcas de abandono, e isso se traduz na maneira como o filme os observa. Não há movimentos bruscos de câmera, nem cortes agressivos. Tudo é feito para que o olhar não viole. O cinema, aqui, não invade, ele acompanha. Amar, nesse universo, é permanecer em quadro quando tudo convida ao fora de campo.

A ideia que atravessa o filme é simples: ninguém é filho de um só homem. Somos feitos de encontros improváveis, de vínculos escolhidos, de afetos que se constroem no cotidiano. A paternidade deixa de ser função da lei e passa a ser abrigo; a família deixa de ser forma fixa e se torna gesto reiterado, sustentado no tempo e no cuidado.

No fim, O Filho de Mil Homens é um filme que acredita na delicadeza como escolha estética e ética. Um cinema que transforma a contenção em linguagem, o silêncio em sentido, e o afeto em resistência. Não promete cura, nem redenção. Apenas sugere que, mesmo entre ruínas, ainda é possível f**ar, e, ao f**ar, inventar um lugar para chamar de casa.

Repost from •A demanda por livrar-se dos sintomas, da angústia e a pressa para superar obstáculos são comuns na clínica....
09/12/2025

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A demanda por livrar-se dos sintomas, da angústia e a pressa para superar obstáculos são comuns na clínica. As pessoas procuram análise muitas vezes na busca de não sentir mais uma dor, uma culpa, uma tristeza, um trauma. Essa noção de eliminar o sofrimento é frequentemente associada ao vocábulo cura.

Não é disso que se trata para a Psicanálise. Cura, em sua etimologia, signif**a cuidado, tratamento. Portanto, estamos falando de um processo, não de uma meta. O princípio e direção do tratamento não é eliminar a dor, mas escutá-la. Escutar com qual objetivo? Como em todo processo, a cura exige uma transformação.

Escutar o mal-estar e o sinto-mal para transformar o sujeito na sua própria forma de se implicar com seu sofrimento. Transformar uma dor emocional, um sintoma, um vício, não signif**a necessariamente eliminá-los, mas antes, ter uma percepção crítica de como isso atravessa cada sujeito.

A percepção crítica é algo que a escuta do sofrimento deve gerar num processo analítico. Ela é a porta de entrada para outra noção de cura: o da maturação. Como num processo de maturação de um queijo, também chamado de cura do queijo, há uma transformação, controlada artificialmente e com propósitos de alterar características de textura e sabor. O queijo continua sendo queijo, mas com outras qualidades e propriedades.

A cura na Psicanálise aponta mais para este caminho: o de uma transformação qualitativa na maneira como sofremos, amamos e trabalhamos, através da qual é necessário o exercício da crítica de cada sujeito nas suas implicações em cada um destes processos.

Repost from .maria.marini•TORCE E RETORCELacan, seguindo Freud, nos adverte quanto a essência vazia do desejo do analist...
25/11/2025

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TORCE E RETORCE

Lacan, seguindo Freud, nos adverte quanto a essência vazia do desejo do analista que supõe aquele que nada deve desejar para o psicanalisando, não impondo qualquer ideal de civilidade, de curabilidade ou de normatividade subjetiva

Mas, signif**a dizer que o analista está ‘nem aí’ para a trajetória dos analisantes?

Ao contrário, estamos no ‘nem aí e nem ali e sempre aqui’ apostando no surgimento de um novo sujeito ou, no mínimo, de um outro destino pulsional para o gozo enraizado no sintoma

Acompanhamos vidas que nascem, escolhas difíceis, atos necessários, dores e amores que chegam, vão ou f**am

Nosso silêncio é sempre grito de aposta

E estaremos lá, na arquibancada - ou poltrona - do setting torcendo por ti sem distorcer a transferência, tampouco apontando o caminho com o dedo, mas apostando sempre na travessia, tomando partido do desejo e da ética

16/11/2025

Repost from: .psic
Tem algo profundamente triste no coração de quem cresce tentando provar ser digno do amor da própria mãe — e nunca consegue.

Porque, para uma mãe narcisista, nada que o filho faça é suficiente.
Nada basta.
Nada presta.
E, pior, nada pode ser melhor do que ela.

A filha chega feliz, com as mãos cheias de conquista, oferecendo uma casa, um gesto enorme… e recebe de volta crítica, ironia, ciúme, suspeitas.

É a velha dinâmica: você entrega o mundo, e ela devolve migalhas.
Você tenta agradar, e ela aumenta a cobrança.
Você oferece amor, e ela devolve humilhação disfarçada de “preocupação”.

E é assim que um filho aprende a se encolher.
Aprende a esconder alegria para não provocar o veneno.
Aprende que sucesso dói mais do que cura — porque sucesso vira munição para o narcisismo dela.

E, no final, o que f**a é a sensação esmagadora de insuficiência:
“Eu me esforcei tanto… e ainda assim não é o bastante.”
O mais cruel é que a mãe narcisista não invalida só o presente.

Ela invalida a história inteira.
Transforma vitórias em ameaça.
Transforma amor em dívida.
Transforma o filho em alguém que vive pedindo desculpa por existir.

E quando a crítica vem justamente no momento em que a filha tenta oferecer algo bonito, algo que nasce do afeto…
A dor dobra.
Porque não é só sobre a casa.

É sobre o recado que ela envia sem precisar levantar a voz:
“Eu nunca vou te reconhecer. Eu nunca vou te validar. Você sempre vai me dever.”
Essa é a tragédia silenciosa de quem cresce num lar narcisista:
o amor vira luto.

O carinho vira cobrança.
A tentativa de agradar vira vergonha.
E a pessoa passa anos acreditando que é pouco, quando na verdade…
nunca foi sobre ela.

Sempre foi sobre o vazio emocional de quem deveria amá-la.
Chega um momento em que o filho precisa acordar:
não é ele que é insuficiente —
é a mãe que é incapaz.

Incapaz de amar sem diminuir, incapaz de receber sem atacar, incapaz de ver o próprio filho sem se sentir menor.
E dói, mas liberta, quando essa ficha cai:
o problema nunca foi você…
foi a falta dela.

Faça Terapia!psic

15/11/2025

“Ninguém sente o que você sente”
A dor de existir

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