21/07/2023
A área da estética é cheia de modismos: novas tendências, novos produtos e equipamentos, novas técnicas de aplicação das substâncias visando os melhores resultados. Até aí tá perfeito! Afinal, a Medicina estética está aí para evoluir, trazendo cada vez mais segurança e satisfação aos pacientes.
O problema é que esses “modismos” muitas vezes acompanham tendências estranhas: milhões de técnicas diferentes, fazendo com que os profissionais (principalmente os mais iniciantes) se preocupem demais em conhecer todas e esqueçam, muitas vezes, da base: a anatomia! É ela quem comanda tudo, é quem dita o que pode ou não ser feito em cada face. Claro, sempre em associação com a fisiologia, a saúde. Que medicações meu paciente toma? Como passou nos últimos dias? Como cuida da pele, quais seus hábitos diários? Está apto para fazer um tratamento hoje?
Se evoluímos nas técnicas e produtos visando pela saúde e segurança, ora pois, vamos abrir nossos olhos e colocar de fato esta em primeiro lugar.
Há alguns anos iniciou-se uma “onda” de preencher demais as faces visando “resultados rápidos” e o que começamos ver foram rostos inflados, maiores índices de complicações em pós procedimento, insatisfação de muitos pacientes e a sensação de “rostos artificiais”, causando medo em muitos pacientes que cogitavam realizar procedimentos estéticos.
Hoje a tendência é a “naturalização”. Ressaltar a beleza individual, prezando pelos traços únicos de cada um, mas reduzindo as marcas do tempo. Devo dizer que essa foi e sempre será minha abordagem. Procedimentos estéticos devem sempre ser personalizados. Não há receita de bolo. Não há rosto igual pra todo mundo. Assim como a própria anatomia tem inúmeras variações de pessoa para pessoa, pq a forma de injetar e moldar um rosto não deveria respeitar as diferenças? 🤔