30/03/2022
A solidão, a ansiedade e o vazio podem ser sentidos de maneira muito rica se estivermos dispostos a vivenciá-los e entender o que esses sentimentos movimentam em nós. Muitas pessoas preferem entorpecer a consciência com dr**as prescritas ou não, mergulhar no trabalho para não encarar os conflitos familiares ou próprios, ou se entregar as tão comuns compulsões, ao excesso de comida, ao consumismo, dietas malucas, a prática desenfreada de exercícios físicos em busca da
aparência perfeita, entre outros, ao invés de se recolher por um tempo, ficar sozinhos e se permitir entrar em contato com os sentimentos mais íntimos e profundos, podendo vivenciar suas dores sem medo, suas alegrias, e saber o que realmente é seu, tudo aquilo que vai dentro de si.
À medida que nos conhecemos e sabemos o
que é nosso não precisamos atender às expectativas alheias e assim consequentemente o vazio e a ansiedade diminuíram. Percebemos cada vez mais que o corpo pede por socorro, pede para que seja visto, sentido e ouvido por nós. Vemos isso nas somatizações, que são as doenças sem causa física, com fundo emocional; alergias, problemas no coração, intestino, dores na coluna, cânceres e tudo aquilo que não suportamos pensar ou sentir em nossa alma e que brota em nosso corpo.
Mesmo nos empenhando de corpo e alma em nos conhecer e mergulhar fundo em nosso ser, os sofrimentos ainda estarão aqui, pois nada tira dos seres humanos a dor de existir, porém podemos usar dessa dor para nos fortalecer, e ao passar pelas experiências da vida, ter a capacidade de aprender e nos enriquecer com elas.
Texto de Lívia Peretti Duarte - Os grandes conflitos internos do homem contemporâneo: Solidão, Vazio e Ansiedade