08/04/2025
A forma como falamos com as crianças não é apenas sobre disciplina.
É sobre qual tipo de diálogo interno elas vão carregar para o resto da vida.
“Você é impossível.”
“Vai pro seu quarto.”
“Já pra de chorar, não foi nada.”
Parece pouco. Mas essas frases constroem certezas invisíveis que, por sua vez, moldam como a criança sente, ama, lida com o erro — e com o afeto.
Quando entendemos isso, tudo muda, porque começamos a perceber que o que nossas crianças precisam, naquele momento de birra ou frustração, não é de controle — é de acolhimento. E que essa capacidade de acolher não nasce do nada. Ela se constrói, quando aprendemos a se escutar também.
Nos atendimentos de educação familiar, um dos principais focos é te ajudar entender esse elo invisível entre a sua história e o comportamento do seu filho. Porque o que parece “birra” pode ser, na verdade, um convite para quebrar um ciclo — e começar outro, com mais presença, escuta e vínculo.