02/05/2019
Por • A Hora de Ouro• Depois de tanta espera nasce o neném. Amor sem medida, emoção, risos, choros, alívio. E o que o bebê precisa nesse momento? Nas palavras de Leboyer, obstetra francês, "Vamos deixar o bebê. E entregá-lo, por alguns momentos, à mãe, depois dele ter provado as alegrias da solidão, da imobilidade. Deitado sobre o peito querido, orelha contra o coração, o bebê reencontra o som e rítmo familiar. Tudo está feito. Tudo é perfeito. Esses dois seres que lutaram corajosamente, transformam-se num só." E isso não é só poesia, é ciência. O estudo publicado em 2011 no Acta Pediatrica revela como o recém-nascido vive diferentes fases adaptativas nessa primeira hora de vida e que o contato pele-a-pele com a mãe ajuda nessa auto-regulação precoce e na amamentação. A OMS reconhece e recomenda a amamentação na primeira hora de vida como estratégia para promoção de saúde. Então, o que deve ocorrer nessa primeira hora? Ocorre o clampeamento oportuno do cordão umbilical (não é tardio, pois ele ocorre no momento adequado), o contato com a mãe, as fases de adaptação do bebê ao ambiente extra-uterino (primeiro vem o choro, depois relaxamento e naturalmente o recém-nascido começa a "buscar" o seio) e a amamentação. Procedimentos convencionais como examinar, pesar, medir, aferir temperatura devem ser feitos depois. Qualquer intervenção deve ser evitada. O respeito à "Hora de Ouro" é importante mesmo na cesariana, desde que as condições de saúde da mãe e do bebê permitam. "O que é o medo senão o desconhecido, o absolutamente novo? Aquilo que não podemos reconhecer nem classif**ar? Para que o recém-nascido não sinta medo é preciso revelar-lhe o mundo lentamente, de forma progressiva. Não oferecer mais sensações novas do que ele possa suportar, assimilar. E, assim, é preciso multiplicar as lembranças, as impressões do passado, para que o bebê possa relacioná-las. Até que, no universo totalmente desconhecido e, portanto, hostil, algo familiar venha tranqüilizá-lo, acalmá-lo”, Leboyer. Esse momento lindo, poético, cheio de amor (e evidências cientif**as) deve ser valorizado, respeitado e incentivado.📷:nossa querida enfermeira Ana Luiza Zapponi e o Gustavo na sua hora de ouro.❤️