13/07/2023
Os pais de Isadora, de 18 anos, transformaram a dor do luto em uma batalha por mais segurança no procedimento odontológico.
No dia 19 de abril, Isadora Belon Albanese, de 18 anos, foi a uma clínica odontológica na cidade de Porto Feliz (SP) para fazer a extração de um dente siso. No dia 23, ela morreu devido a complicações após o procedimento. Com a perda a filha, Grasiela e Ricardo decidiram criar uma página na rede social para conscientizar sobre os riscos da cirurgia e para pedir que se crie um protocolo para esse tipo de atendimento.
Segundo a mãe, Isadora era saudável e não tinha nenhuma comorbidade. A jovem começou a sentir-se mal na noite do dia seguinte à operação, chegando a vomitar de dor. Os pais a levaram para um hospital, onde os médicos viram a necessidade de fazer um procedimento de drenagem, que teve que ser interrompido porque a garota teve uma parada cardíaca. A jovem foi levada para a UTI, teve uma segunda parada cardiorrespiratória e morreu. “Fiz uma grande pesquisa e descobri que não há um protocolo padrão para a extração do terceiro molar, que é o dente do siso, isso é um absurdo. Nas faculdades, eles ensinam qual seria o protocolo, mas além de não ser obrigatório nem padronizado, ele é muito usado por pessoas com comorbidades. Nós pais que levamos nossos filhos saudáveis na clínica nenhuma ação é tomada, infelizmente”, conta a mãe em um vídeo. Ela e o marido criaram um perfil no TikTok e no Instagram em que compartilham casos semelhantes ao de Isadora e pedem para que o conselho profissional crie um protocolo de atendimento, por meio de um abaixo-assinado virtual.
Outros casos
Além de Isadora, outros três casos viralizaram nas redes sociais nos últimos meses. No dia 17 de maio, Marina Mesquita Silva, de 23 anos, morreu vítima de uma infecção após extrair o siso. A jovem fez o procedimento uma semana antes e tomou os medicamentos indicados pelo dentista. Logo após a cirurgia, ela começou a sentir dores.
(continua nos comentários)