14/06/2022
Hoje foi dia de assembleia e dia de despedida.Caros colegas da Rede de saúde mental
Durante 8 anos respondi pela gestão do serviço, sempre tentando garantir o reconhecimento deste dispositivo enquanto política pública.Nesse percurso pude participar da criação do fórum estadual dos Ceco do RJ, do projeto que deu início ao Centro de convivência virtual durante o período da pandemia, da apresentação do projeto de lei 4563/18 que mais tarde se tornou a lei 9323/21 que estabelece a criação da política pública dos centros de convivência no estado RJ. Trabalhei para a inclusão do Centro de Convivência no plano de trabalho no município do RJ contribuindo para um projeto de lei municipal 431/21 e seu reconhecimento a nível federal participando como delegada da 16a. Conferência nacional de saúde aprovando uma moção de apoio à lei federal dos centros de convivência em 2019.
Os centros de convivência são um importante ponto da Rede de atenção psicossocial e proporcionam a população um acesso mais próximo às políticas da saúde mental, estreitando o debate sobre a loucura à medida que possibilita o encontro entre as pessoas em sofrimento com a comunidade.
Dentro do Centro de Convivência FAZENDO ARTE, ou Centro de convivência da zona oeste como foi nomeado durante muito tempo, pudemos realizar mais de 12 mil atendimentos, 5 saraus da diversidade, 4 projetos fazendo arte , projeto ler é o maior prazer na biblioteca de campo grande. Participamos do nascimento do bloco zona mental proporcionando uma oficina de carnaval na Unidos de Cosmos, conquistamos amigos e parceiros na arte da cultura como: Jonathan Rodrigues, Aline Monteiro, Christian Perini, Ives Macena, Ivinho e tantos outros.
Como companheiros de luta diária tive ao meu lado Rodrigo de Castro, Fagner Medeiros que considero os fundadores desse projeto pois sem eles não teria chegado até aqui. No caminho somaram Gustavo Prado e Adão além dos residentes de saúde mental e estagiários que foram fundamentais para a evolução deste projeto.
Não é fácil me despedir quando o trabalho e a vida estão tão atrela