A antiga Colônia Juliano Moreira, situada em Jacarepaguá, zona oeste do Rio de Janeiro, foi inaugurada em 1924. À época, tratava-se de uma instituição inovadora no campo da psiquiatria, oferecendo aos pacientes programas de reabilitação pelo trabalho e uma vida comunitária, através da convivência com familiares de funcionários. Contudo, nas cinco décadas seguintes, sofreu grande degradação, passando a se constituir num macro-hospital psiquiátrico, para onde eram remetidos pacientes considerados irrecuperáveis. É a partir dos anos 80 que, em sintonia com as tendências internacionais da Saúde Mental, inicia-se um extenso processo de reformulação de seu modelo assistencial. Vinculada inicialmente ao Governo Federal, a instituição foi municipalizada em 1996, nos marcos do Sistema Único de Saúde – SUS, quando passou a chamar-se Instituto Municipal Juliano Moreira. O Instituto é composto de três núcleos de longa permanência e um hospital psiquiátrico de emergência, internações de curta permanência e serviço ambulatorial – o Hospital Jurandyr Manfredini. O serviço de emergência psiquiátrica é realizado no Hospital Municipal Lourenço Jorge, referência para toda a área. O Centro de Estudos da instituição se insere neste cenário com a missão maior de contribuir com a formação e a mudança da cultura do cuidado na saúde mental. Dessa maneira, o Centro de Estudos Juliano Moreira/ Núcleo de Gestão do Conhecimento e Pesquisa (NUGESP) tem como missão promover a capilarização do conhecimento visando a formação permanente e continuada no Complexo da Colônia Juliano Moreira e na RAPS Zona Oeste através da valorização da informação/formação. Abaixo se encontram detalhados os objetivos específicos do trabalho em curso atualmente no Centro de Estudos:
Objetivos
- Tornar acessível a informação, compartilhando as melhores práticas e;
- Coordenar os estágios, as residências multiprofissional em saúde mental e a residência médica em psiquiatria no complexo da Côlonia Juliano Moreira e
na RAPS Zona Oeste;
- Promover intercâmbios entre acadêmicos, eventos nacionais e internacionais com a missão de discutir a inserção do IMASJM na rede de SUS e a intercooperação entre eles;
- Permitir a identificação e mapeamento dos ativos de conhecimento e informações ligados a com fins de formação (Memória Organizacional); Apoiar a geração de novos conhecimentos através do desenvolvimento de pesquisas na instituição e na RAPS Zona Oeste;
- Dar vida aos dados tornando-os utilizáveis e úteis transformando-os em informação essencial ao nosso desenvolvimento pessoal e comunitário;
- Organizar e/ou facilitar o acesso a treinamentos em serviço ou à distância;
- Aumentar o sentido de pertencimento dos profissionais da organização através da valorização de seus bens intangíveis.