03/12/2025
No consultório, vemos todos os dias microvariações que parecem irrelevantes, mas que, quando acumuladas, viram o terreno perfeito para perda de estabilidade glicêmica. São pequenas oscilações no pós-prandial, discretas quedas no meio da madrugada ou picos após lanches “inofensivos” que passam despercebidos quando olhamos apenas o panorama geral.
A lipodistrofia é outro ponto negligenciado. Pequenas áreas de endurecimento alteram de forma signif**ativa a absorção da insulina, criando uma verdadeira incompatibilidade entre a ação esperada e a entrega real. Muitas vezes, o problema não é a dose, é o local. E quantas vezes ajustamos insulina sem antes avaliar a pele com calma?
Outro erro frequente é interpretar o traçado da curva pós-prandial com foco apenas no valor final, ignorando velocidade e formato. Subida muito rápida, queda abrupta e picos curtos são marcadores de instabilidade, mesmo quando o “número final” parece aceitável. Essas curvas contam histórias que a glicemia isolada nunca vai contar.
Entre colegas, quero abrir esse diálogo: o que mais você observa na prática quando o paciente parece estável, mas não está?