23/12/2025
A pergunta sobre a própria responsabilidade na desordem que se critica nos confronta com um ponto central do amadurecimento psíquico: aquilo que toleramos, repetimos ou evitamos também nos constrói. Muitas desordens não se mantêm apenas pela ação do outro, mas pela dificuldade interna de sustentar limites, lidar com frustrações ou romper padrões conhecidos, ainda que dolorosos.
Sair da Posição de Vítima: Convida a pessoa a parar de se ver como refém de fatores externos e reconhecer seu próprio papel nas situações que se queixa. Queixar-se, por vezes, é mais seguro do que mudar, porque a mudança exige perdas, reposicionamento e contato com o medo. Assim, a desordem persiste não por falta de consciência, mas por conflitos internos não resolvidos que nos mantêm presos ao familiar.
Reconhecer a própria responsabilidade não é se punir, é se libertar. É compreender que, ao assumir o lugar de autor da própria história, a pessoa deixa de ser apenas vítima das circunstâncias e passa a ser agente de reorganização, sentido e escolha.
Reflexão sobre o Inconsciente: Sugere que, mesmo sem perceber, contribuímos para manter a "desordem", seja por mecanismos de defesa, lealdade inconsciente ou busca por alguma forma de "benefício" (como atenção ou isenção de responsabilidade).
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