Dra. Marcella Andrade

Dra. Marcella Andrade Graduação em Medicina UFRJ
Residência em Clínica Médica HFA
Residência em Reumatologia UERJ
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Em reumatologia, infelizmente, o caminho até o nome da doença pode ser mais longo.Sintomas que se confundem com outras á...
16/03/2026

Em reumatologia, infelizmente, o caminho até o nome da doença pode ser mais longo.

Sintomas que se confundem com outras áreas
Dor nas articulações pode parecer ortopédica, tendinite ou “desgaste”.
Dor nas costas pode ser tratada como problema de postura ou hérnia.
Cansaço, febre baixa e perda de peso podem lembrar virose, anemia, estresse.

Como os sintomas são “genéricos”, o paciente muitas vezes gira entre várias especialidades antes de chegar ao reumatologista.

Exames que nem sempre dão a resposta de cara pois, em fases iniciais, exames de sangue podem vir normais ou com alterações discretas.

No mais, alguns marcadores imunológicos (como fator reumatoide e outros anticorpos) podem demorar a aparecer e a interpretação depende do contexto clínico: exame isolado dificilmente fecha diagnóstico.

Reumatologia é, muitas vezes, uma medicina do acompanhamento. Algumas doenças precisam de tempo de observação para mostrar seu padrão de sintomas.

Se você sente que está há muito tempo sofrendo sem nome para o que sente, saiba que isso é mais comum do que deveria, mas não significa que não exista resposta.

Persistir na investigação, com um profissional que escuta e acompanha, é parte fundamental do cuidado em reumatologia.

Dor nas costas é muito comum, mas nem toda dor é igual. Existe um tipo de dor, chamada dor inflamatória, que levanta a s...
11/03/2026

Dor nas costas é muito comum, mas nem toda dor é igual. Existe um tipo de dor, chamada dor inflamatória, que levanta a suspeita de doenças como a espondilite anquilosante.

Sinais de que a dor pode ser inflamatória:
Começa geralmente antes dos 40–45 anos.
Dura mais de 3 meses.
Piora com o repouso prolongado, principalmente à noite, fazendo a pessoa acordar com dor.
Melhora quando você se movimenta ou faz exercícios leves.
Vem acompanhada de rigidez ao acordar, que melhora ao longo da manhã.

Quando pensar em espondilite anquilosante?
Quando esses sintomas se repetem por meses.
Quando a dor ocorre de forma alternante nas nádegas.
Quando há história na família de espondilite ou outras doenças autoimunes.
Quando você já fez vários tratamentos para “problema de coluna” sem melhora consistente.

A inflamação crônica pode levar à fusão de vértebras, perda de mobilidade da coluna e impacto importante na qualidade de vida. Mas com tratamento adequado, é possível controlar a doença, preservar movimento e reduzir dor.

Se você se identificou com essa descrição, procure avaliação com reumatologista.

Muitas pessoas chegam na consulta e dizem “minha dor está forte”. Mas “forte” pode significar coisas muito diferentes pa...
10/03/2026

Muitas pessoas chegam na consulta e dizem “minha dor está forte”. Mas “forte” pode significar coisas muito diferentes para cada pessoa e isso interfere diretamente na escolha do tratamento.
Por isso é importante aprender a usar a escala de dor para ser melhor ouvido e cuidado.

Escala numérica de 0 a 10
0 = nenhuma dor.
1–3 = dor leve, incomoda, mas não impede atividades.
4–6 = dor moderada, atrapalha o dia, você precisa adaptar tarefas.
7–9 = dor intensa, difícil de suportar, limita muito as atividades.
10 = pior dor que você consegue imaginar.

Além do número, tente responder:
Onde dói? (ex: mãos, joelhos, lombar, várias articulações)
Quando dói mais? (manhã, noite, ao se movimentar, em repouso)
O que melhora? (repouso, calor, remédio, movimento)
O que piora? (subir escadas, ficar parado, clima frio, esforço)

Exemplos que ajudam muito o reumatologista:
“De manhã, minha dor nas mãos é 8/10, mal consigo abrir uma garrafa. Depois de 1 hora, cai para 4/10.”
“A dor nas costas é 7/10 à noite, me acorda, mas quando caminho um pouco, ela diminui para 3/10.”
“Com remédio X, minha dor que era 9/10 caiu para 5/10, mas ainda está me impedindo de trabalhar direito.”

Quanto mais específica(o) você for, mais fácil ajustar a dose, trocar o medicamento ou propor outros recursos (fisioterapia, infiltrações, etc.).
Lembre-se disso na sua próxima consulta!

Muita gente acredita que só pode procurar o reumatologista quando já tem um diagnóstico definido. Na prática, o reumatol...
06/03/2026

Muita gente acredita que só pode procurar o reumatologista quando já tem um diagnóstico definido. Na prática, o reumatologista é justamente o especialista que ajuda a investigar a causa da dor, da rigidez ou do inchaço.

Quando vale marcar um check-up reumatológico, mesmo sem diagnóstico?
Dor articular que dura mais de 2–3 semanas, sem melhora consistente com medidas simples.
Rigidez matinal prolongada (demora mais de 30–60 minutos para “destravar” após acordar).
Inchaço visível em articulações (mãos, joelhos, tornozelos, pés).
Dor nas costas que acorda de madrugada ou melhora quando você se movimenta, e não quando descansa.
Cansaço intenso, febre baixa recorrente, perda de peso sem explicação, junto com dor articular.

Por que o check-up é importante?
Permite identificar inflamação precoce, antes de lesões irreversíveis nas articulações.
Ajuda a diferenciar causas mecânicas (como sobrecarga) de causas inflamatórias ou autoimunes.
Direciona quais exames realmente valem a pena fazer, evitando investigação aleatória.

Você não precisa chegar ao consultório “sabendo o nome da doença”. Sua função é contar a história dos sintomas; a minha é ouvir, examinar e propor o caminho da investigação.

Se você se reconhece em algum desses sinais, considere essa consulta como um investimento na sua saúde a longo prazo.

Todo mundo já recorreu a um anti-inflamatório para dor de cabeça, torção ou cólica. Mas o uso indiscriminado e prolongad...
05/03/2026

Todo mundo já recorreu a um anti-inflamatório para dor de cabeça, torção ou cólica. Mas o uso indiscriminado e prolongado (mais de 7-10 dias seguidos) traz riscos sérios para estômago, rins e coração.

Por isso, é muito importante procurar ajuda especializada (NÃO automedique) nos seguintes casos:
Dor persiste por mais de 7 dias apesar de repouso/gelo.
Dor recorrente em articulações específicas (mãos, joelhos, punhos).
Inchaço, rigidez matinal ou febre baixa junto.
Histórico familiar de reumatismo ou uso constante de remédios.

O reumatologista pode ainda prescrever protetores gástricos, doses mínimas eficazes ou tratamentos causais (não sintomáticos), evitando assim danos irreversíveis.

E você usa anti-inflamatórios com frequência? Marque uma consulta e proteja seus órgãos!

Quem tem doença reumatológica não só pode, como geralmente deve se exercitar.Exercício adequado ajuda a controlar dor, r...
04/03/2026

Quem tem doença reumatológica não só pode, como geralmente deve se exercitar.
Exercício adequado ajuda a controlar dor, rigidez e fadiga, além de proteger coração, ossos e articulações.

Exemplos de atividades que costumam ser aliadas (sempre com avaliação individual):
Caminhada leve em terreno plano, respeitando pausas.
Bicicleta ergométrica ou ao ar livre, em ritmo confortável.
Hidroginástica e natação, que reduzem impacto nas articulações.
Alongamentos, yoga ou pilates clínico para melhorar postura, equilíbrio e força.

Porém, é preciso tomar alguns cuidados antes de começar:
Faça uma avaliação com reumatologista (e, se possível, com fisioterapeuta/educador físico) para ajustar tipo e intensidade do exercício.
Comece devagar, aumentando tempo e intensidade de forma lenta e progressiva.
Use calçado adequado, roupa confortável e hidrate-se bem.
Respeite dias em que a doença estiver em crise, ajustando ou reduzindo o treino.

A meta não é “render mais”, e sim manter movimento com segurança. O melhor exercício é o que se adapta à sua rotina, ao seu diagnóstico e ao seu momento da doença.

Se você tem vontade de começar (ou retomar) atividade física, marque uma consulta para planejarmos juntos.

A dor crônica não dói só no corpo, ela bagunça a mente, o sono, as relações e a autoestima. É comum que pessoas com dor ...
27/02/2026

A dor crônica não dói só no corpo, ela bagunça a mente, o sono, as relações e a autoestima.
É comum que pessoas com dor persistente desenvolvam ansiedade ou depressão, criando um ciclo onde a dor piora o humor e o humor intensifica a dor.​

O ciclo vicioso explicado:
👉 Dor constante → fadiga e irritabilidade → isolamento social → solidão e baixa autoestima → piora da percepção da dor.
👉 Sono interrompido por dor noturna agrava tudo, reduzindo a resiliência emocional.
👉 Limitações diárias (trabalho, lazer) geram frustração e sentimento de “perda de controle”.

Por isso é importante o acompanhamento por profissionais que validam sua dor, que sabem que ela é verdadeira, não é “frescura” ou “coisa da sua cabeça”.

Você merece ser acolhida(o) em TODAS as dimensões da dor. Se a mente está sofrendo junto, marque uma consulta para plano integrado.

Essa é uma das perguntas que mais ouço após um diagnóstico. A resposta curta é: provavelmente sim, mas o "tratamento" mu...
26/02/2026

Essa é uma das perguntas que mais ouço após um diagnóstico. A resposta curta é: provavelmente sim, mas o "tratamento" muda com o tempo.

Diferente de uma infecção que curamos com um ciclo de antibióticos, as doenças autoimunes são crônicas. O sistema imunológico "esqueceu" como diferenciar o que é corpo e o que é invasor, e não existe um botão de "reset" definitivo, até o momento.

O que isso significa na prática?
👉 Remissão é o objetivo: O foco não é apenas "tomar remédio", mas colocar a doença para dormir (remissão). Quando isso acontece, as doses podem ser reduzidas e as consultas tornam-se esporádicas.
👉 Tratamento ≠ Apenas Remédios: Com o tempo, o tratamento evolui para um estilo de vida ajuste na alimentação, manejo do estresse e atividade física regular.
👉 Monitoramento contínuo: Mesmo sem sintomas, o acompanhamento é necessário para garantir que a doença não desperte silenciosamente.

Aceitar a cronicidade é um processo difícil. Existem fases de cansaço com a medicação e períodos de maior atividade da doença que exigem paciência.

Conclusão: Ter uma doença autoimune não é uma sentença de mal-estar constante. O tratamento existe para que a doença seja apenas um detalhe na sua rotina, e não o centro da sua vida.

Você já sentiu o "cansaço do tratamento" em algum momento? Vamos conversar sobre isso nos comentários.

A nova Lei 15.176/2025 já está em vigor, mas o que ela muda de fato para quem convive com a fibromialgia?O que a lei est...
24/02/2026

A nova Lei 15.176/2025 já está em vigor, mas o que ela muda de fato para quem convive com a fibromialgia?

O que a lei estabelece:
👉 Atendimento Prioritário: Pacientes agora têm direito a filas preferenciais (semelhante às de pessoas com deficiência).
👉 Identificação: Facilita a criação de cartões ou documentos que comprovem a condição, visando reduzir o desgaste de explicar uma "doença invisível".

A realidade de quem cuida da fibromialgia:
Embora o reconhecimento legal seja um passo para a visibilidade, ele não resolve os gargalos principais:
1 - Acesso real: Ter prioridade na fila não garante acesso imediato a medicamentos ou terapias multidisciplinares.
2 - Estigma: A lei por si só não apaga o preconceito em perícias e no ambiente de trabalho.
3 - Aplicação: A fiscalização dessas garantias ainda é um desafio em muitas cidades.

Conclusão: O reconhecimento no papel é importante, mas o bem-estar do paciente depende, acima de tudo, de um tratamento contínuo e de uma rede de apoio que funcione na prática.

Você acredita que essa lei trará mudanças práticas na sua rotina ou ainda falta muito? Comente abaixo.

A dor crônica da fibromialgia não afeta só o corpo, ela muda a forma como o cérebro percebe o mundo. E é por isso que de...
12/02/2026

A dor crônica da fibromialgia não afeta só o corpo, ela muda a forma como o cérebro percebe o mundo. E é por isso que depressão e fibromialgia andam lado a lado com tanta frequência.

A dor constante altera neurotransmissores ligados ao prazer e à motivação, como serotonina e dopamina. O resultado é um ciclo difícil: a dor gera tristeza, o cansaço aumenta e a disposição diminui, o que intensifica ainda mais a dor.

Mas há boas notícias: existem caminhos eficazes para quebrar esse ciclo.
O tratamento da fibromialgia deve envolver não apenas remédios, mas também:
👉 fisioterapia;
👉 atividade física leve;
👉 acompanhamento psicológico;
👉 sono reparador;
👉 acolhimento.

Quando o paciente entende o que está acontecendo, recupera o poder sobre o próprio corpo.

A dor não define quem você é, ela é apenas um capítulo da sua história, e pode ser reescrita com cuidado e empatia.

Muita gente acorda com as mãos rígidas e doloridas e acha normal, pensa que “é a idade”, “é o frio”, “é o cansaço”. Mas ...
10/02/2026

Muita gente acorda com as mãos rígidas e doloridas e acha normal, pensa que “é a idade”, “é o frio”, “é o cansaço”.

Mas quando essa rigidez matinal dura mais de 30 minutos, pode ser o primeiro sinal de uma doença reumatológica.

Na artrite reumatoide, por exemplo, o corpo produz uma inflamação que ataca o próprio revestimento das articulações. O resultado é inchaço, dor, calor local e dificuldade para executar movimentos simples como segurar uma xícara ou abotoar uma camisa.

Com o diagnóstico precoce, o tratamento consegue controlar a inflamação, aliviar a dor e, principalmente, evitar deformidades irreversíveis.

Quanto antes começar, melhores serão os resultados e maior a chance de preservar sua mobilidade.

Não espere o incômodo virar limitação.

Procure um reumatologista e mantenha suas mãos ativas e saudáveis.

Parece preguiça, mas não é. A fadiga da artrite é uma exaustão profunda, que não melhora com algumas horas de sono.Esse ...
06/02/2026

Parece preguiça, mas não é. A fadiga da artrite é uma exaustão profunda, que não melhora com algumas horas de sono.

Esse cansaço pode impactar o trabalho, a rotina e até as relações sociais.

A pessoa quer se mover, quer ter energia, mas o corpo simplesmente não responde. Entender isso é fundamental para reduzir a culpa e buscar ajuda.

O tratamento da fadiga envolve:
👉 Controlar a inflamação.
👉 Reavaliar medicações.
👉 Cuidar do sono.
👉 Olhar para a saúde emocional.

Terapias integradas, fisioterapia leve, boa alimentação e descanso adequado podem mudar a experiência diária da doença.

Fadiga não é falta de vontade. É um sintoma que merece atenção e cuidado.
Dúvidas? Marque uma consulta e vamos conversar!

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22775003

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