17/01/2019
Sangramento Nasal: o que fazer?
Ao menos 1x na vida, 60% das pessoas terão sangramento nasal (epistaxe). Os fatores que influenciam sua ocorrência são: flutuações de temperatura e umidade, infecções das vias áreas superiores, rinite alérgica, entre outros. São comuns no inverno, quando o ar está mais seco, mas o uso regular do ar refrigerado pode fazer as vezes da estação fria e resultar em secura e irritação das mucosas. Crianças entre 6 e 10 anos de idade, devido à auto-manipulação e traumas e idosos > 70 anos, pela menor elasticidade dos vasos sanguíneos, são os grupos com maior incidência, mas em muitos dos casos, pode ser identificada pré-disposição familiar, que em geral está associada a uma configuração "ingrata" e mais exposta dos vasos sanguíneos do nariz. É grave? Raramente e geralmente cessam espontaneamente. Quando procurar o Hospital? Você deve procurar o médico se for em grande quantidade, causando dificuldade para respirar, palidez, fadiga ou confusão mental, se não cessar com as medidas realizadas em casa, se acontecer logo após uma cirurgia nasal ou se você tem, sabidamente, alguma lesão intra-nasal, se vier acompanhado de dor no peito, se ocorrer após um trauma, se você fizer uso de algum anticoagulante ou anti-agregante. Como evitar? Use umidificador no quarto, sprays nasais/soro fisiológico e beba bastante água. Tome cuidado ao manipular o nariz, para evitar pequenos traumas, faça a higiene nasal sempre ao banho, com os dedos molhados. Qual o tratamento? Fique sentado ou de pé com a cabeça reta, levemente inclinada pra frente. Não deite nem coloque a cabeça para trás. Se o paciente estiver acamado ou impossibilitado de se levantar, eleve a cabeceira. Aperte as asas do nariz fechando as narinas por 5 min em crianças e por 10 em idosos, mantenha pressionado e respire pela boca. Se persistir, repita os passos. Se não parar de sangrar, procure atendimento. Importante: apesar de uma crise hipertensiva ser um possível fator desencadeante, é mais comum que o sangramento seja causa do aumento da pressão e não consequência.